Cultura árabe
Esta carta é em resposta ao escritor Paulo Sá, autor do artigo publicado no dia 11, sobre o ''vírus anti-EUA''. O artigo é equivocado, um absurdo, faltando ao autor total conhecimento e visão clara das nações árabes, cujo berço é de mais de 6 mil anos de cultura. E a do Ocidente, quantos anos tem de cultura? Ou seja, somos irmãos caçulas daqueles povos.
Paulo Sá falou também sobre o terrorismo, generalizando que os professores mulçumanos e descendentes árabes fazem lavagem cerebral para criar ódio contra os EUA; que a cultura oriental é atrasada, sendo a cultura ocidental mais avançada e moderna. Aqui ele cometeu um ato racista e hipócrita, pois se esqueceu de citar os atos terroristas na Irlanda do Norte, que chegaram a detonar bombas no centro de Londres. Por que não citou também os atos terroristas praticados pelo IRA na Irlanda do Norte, entre católicos e protestantes? O grupo ETA, na Espanha, comete o mesmo ato abominável contra a própria nação.
O povo árabe e mulçumano, na sua grande maioria, repudia qualquer ato terrorista e até está corroborando para acabar com estes. Portanto, não podemos pegar uma pequena parte de alguns fundamentalistas e generalizar por uma nação, mas vale lembrar que os criadores e fomentadores dos terroristas são sem dúvida os EUA, que tudo isso que está acontecendo não passa de um efeito colateral da miséria, exploração e espoliação de seus tentáculos espalhados pelo mundo. Sabemos que a geratriz de todo este problema está na situação mal resolvida de Jerusalém.
Suas avaliações não passam de dados veiculados apenas pela mídia. Se quiser saber dados puros e exatos, tente conhecer profundamente a cultura árabe no seu contexto verdadeiro, ou ir ao Oriente Médio.
Talvez por ser escritor, é muita responsabilidade colocar dados infundados em seu artigo racista. Com relação ao PIB das nações mulçumanas ou árabes, seus dados estão totalmente errados, dizendo que somados todos os países árabes não passam de US$ 1 trilhão. Paulo se esqueceu que só um emir árabe do Golfo Pérsico tem uma fortuna avaliada de US$ 98 bilhões. Sendo filho de árabe cristão, tento manter uma imparcialidade de análises, fundamentado em bases da verdade, e não em retóricas da manipulação da mídia.
- NAJI BOURJEILY, empresário, Londrina
Guerra
Diz-se impossível o crime quando ''por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto é impossível consumá-lo''. Ora, nada mais do que os Estados Unidos estão fazendo com o povo afegão. A maioria do povo já está morta (fome, moral, psicossocial etc.) e para os que sobram, a morte nada mais é do que a eutanásia. Assim, os EUA avocam a condição de donos do mundo e saem matando ''os filhos do dono''. E o pior, assumem a ''postura'' do ''estuprador bonzinho'', o qual, após engravidar sua vítima, paga-lhe o aborto.
- CLÁUDIO DO PRADO, advogado, Rolândia, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Nomeação
Como seu eleitor, quero cumprimentar o prefeito Nedson, de Londrina, pela ''brilhante'' escolha e a nomeação do vereador derrotado pelo povo nas urnas Adalberto Pereira da Silva para o cargo de mediador junto ao Legislativo, que vem rotulado como secretário. Que Nedson aproveite esse momento de ''criatividade'' e ''nomeie'' os também derrotados vereadores Jaci Aguiar, Antenor Ribeiro, Jorge Scaff e Célio Guergoleto, formando novamente aquele ''rolo compressor'' de que tanto um prefeito necessita. Não esqueça de destituir o seu líder na Câmara, André Vargas, já que agora não necessita mais dele. Utilize-se, Nedson, do que você falava durante a campanha política, em ''ética e transparência'', arranjando uma ''boquinha'' para o Barbosa Neto e quem sabe algo mais substancial para o tricassado prefeito Antonio Belinati. Que timão heim, Nedson? Parabéns.
- JOSÉ ANTUNES DA SILVA FILHO, assistente financeiro e administrativo, Londrina
Troca-troca
Vivemos nos últimos dias o troca-troca partidário. Políticos de olho nas próximas eleições registraram seus nomes na agremiação partidária de sua conveniência, pois a lei exige que o registro seja feito um ano antes das eleições. Inimigos e desafetos ontem, amigos e companheiros hoje. Solidários ontem, causas diferentes agora.
Pesquisas revelam que os eleitores já se desabituaram a eleger seus candidatos pela ideologia partidária. Os votos são depositados em nomes e figuras acima da legenda. Exceção rara para os ideólogos de esquerda que, normalmente, votam no indicado pelo partido.
Uma reforma partidária é urgente. Não teremos uma democracia forte se não tivermos partidos fortes. Acabar com a miscelânea de legendas que servem de aluguel para os políticos se alojarem, conquistar espaço na mídia dos programas eleitorais e fechar conchavos de conveniência. Inúmeros partidos têm semelhança programática, e até semelhança na nomenclatura, vão às campanhas com ferrenha adversidade, sempre dependendo do que o momento requer.
A liberdade requer a fundação de qualquer tipo de agremiação política, mas também que tenha o mínimo de densidade eleitoral, e que representem um programa e não apenas uma facção. A fusão de partidos com semelhança ideológica também é necessária. Teríamos um menor número de legendas, com maior consistência.
Se fizermos isto, levaremos em um futuro próximo os eleitores a elegerem seus melhores representantes, através dos programas partidários sustentados. Não basta escolhermos os melhores para nos representar. É preciso escolher também o que queremos que de melhor eles façam. Não promessas de realização imediatista, de curto prazo, mas sim, mesmo que seja de médio e longo alcance, programas substanciais consistentes.
- ALFREDO KAEFER, empresário, Cascavel
Agradecimento
Agradecemos imensamente à comunidade de Londrina e região pelas felicitações e sua participação especial nas celebrações jubilares dos 75 anos do nosso Instituto de Irmãs. Esse jubileu nos uniu numa vivência da agraciada história desse instituto, fundado na cidade de Schoenstatt, na Alemanha, e que está no Brasil desde 1935. Nesse momento de tão intensa alegria, estendemos as graças ao abrigo espiritual, da transformação interior e do ardor apostóico que nos oferece a Mãe Maria a cada dia de nossas vidas.
- IRMÃ ANE GONÇALVES, superiora das Irmã de Maria do Colégio Mãe de Deus, Londrina
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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