Dia do Professor
Professor, o que você tem para comemorar neste dia?
Sabemos ser difícil, no tempos atuais, dirigir-lhe uma mensagem quando a melhor mensagem é você mesmo. Sim, você que mantém ainda valores que ainda sobrevivem em nossa sociedade.
Prezado professor, a melhor coisa de você é você mesmo, que deve ser contemplada nesse seu dia. Não espere de ninguém o reconhecimento, reflita e chegue à conclusão de seu enorme valor para a sociedade, e para si mesmo; não deixe envelhecer sonhos, ''enrugar idéias''; ninguém defendeu mais do que o grande mestre Paulo Freire o direito de sermos sujeitos de nosso conhecimento, de conquistarmos liberdade e autonomia.
Que sirva esse dia para reflexão e pense: ''mestre não é aquele que sempre ensina, mas aquele que, de repente, aprende''.
Você, hoje, deve aprender para ser mestre. Aprender de você mesmo, aprender da vida, dos seus alunos, pois eles são ''professores'' de mestres inteligentes, aprender mesmo daqueles que não o entendem.
A sabedoria é fruto de vivência própria e alheia. Ela é melhor resultado de tudo, o consolo e o motivo de continuar a batalhar pelos valores que, apesar de tudo, ainda existem porque você existe e que, finalmente, hão de triunfar.
Você, professor, continua mensagem viva e permanente para um mundo sem rumo e sem boas mensagens. Os valores, as virutdes, o profissionalismo, a dedicação são a única realidade que, ao final, hão de sobreviver para triunfar.
Lembre-se, professor, você é um grande formador de opiniões, seus alunos, a sociedade, saberão reconhecer seu trabalho e dedicação. Prossiga, não desanime, pois tudo que fazemos com amor torna-se gratificante!
- MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI, professora, Londrina
Guerras
Guerras fornecem razões preciosas para justificar algumas políticas. No Brasil servirá para explicar a sofrível performance da economia nacional.
Os decepcionantes resultados não guardam relação com os atentados terroristas ocorridos em Nova York e Washington. Mas a retórica oficial poderá unir um fato ao outro e colar com a recessão norte-americana. É um caminho para digerir o desastre.
Racionamento de energia não tem relação com terrorismo. Os nossos desacertos com a luz elétrica são anteriores às explosões das torres gêmeas. A desaceleração da economia mundial e a possível recessão nacional vão retirar o País do apagão. A demanda será menor.
Em compensação, as contas chegarão com preços mais salgados. Esse é o cenário que vai funcionar como pano de fundo da eleição presidencial.
O eleitor deverá se mostrar mais cauteloso, conservador e exigirá candidatos capazes de conduzir o país no mar revolto das indecisões internacionais. A luta contra o terrorismo e a necessidade de adequar a nação aos tempos belicosos deste início de século vai permear a controvérsia em torno da escolha do sucessor de Fernando Henrique. A ação militar contra o taleban, realizada no longínquo Afeganistão, terá importantes repercussões aqui.
No início, os representantes do governo anteviam um futuro imediato promissor. Crescimento econômico na faixa de 4% a 5%. O racionamento de energia derrubou as expectativas. Se o país chegar a 2%, os economistas vão comemorar.
O terrorismo explodiu as torres de Nova York e derrubou a bolsa de valores, que fica ao lado, em Wall Street. É a maior queda desde a grande recessão da década de 30. Crises externas pegam o Brasil em cheio. O País é muito vulnerável. Precisa de capitais externos. Não possui poupança interna que sustente seu desenvolvimento. O espirro norte-americano provoca pneumonia por aqui. Lá, ao contrário, a guerra gera empregos, abre oportunidades nas indústrias de ponta e provoca reações nacionalistas que legitimam até mesmo um presidente como George W. Bush.
No Brasil, o fenômeno funciona ao contrário. Esconde algumas decepções, mas provoca recessão, desemprego e mais subdesenvolvimento.
- ANDRÉ GUSTAVO STUMPF, Curitiba
Eleitores
O Estado do Pará, nas eleições passadas, elegeu o senador da República Jader Barbalho. Seu pai idoso e um secretário são seus suplentes de senador. Provado está que manipulam o eleitor humilde e ignorante daquele Estado. Há ''n'' casos de abusos praticados por políticos inescrupulosos, bandidos, por esse Brasil afora.
Bons políticos devem lutar por causas que conduzam a sociedade à qualidade de vida, ao bem-estar. Devem chegar ao poder eleitos por cidadãos conscientes, portadores de pelo menos o ensino fundamental. Com eleitor escolarizado, certamente melhorará o perfil dos candidatos e dos governantes. O Brasil carece de estadistas.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Londrina
Preconceito
Alguém se lembra o que era o clube do Bolinha? Engana-se quem achar que nesse clube ''só entrava menino''. Muitas mulheres faziam parte desse fechado ''clube''. Eram mães, sogras, avós. Pobre da viúva, separada ou desquitada: ela era radicalmente exilada da sociedade, considerada quase como que portadora de alguma doença contagiosa!
Hoje já somos aceitas, com algumas reservas: os homens aceitam a nossa companhia e quase nos tratam de igual para igual. Verdade que nas suas ''rodinhas'' não deixam de fazer suas observações nem sempre agradáveis e elogiosas.
E, quando então alguma mulher tem a coragem de demonstrar a amizade ou carinho por algum amigo, dando-lhe uma abraço ou beijando-o o rosto? Qual cidadão ou cidadã normal que não se sente feliz por saber-se estimado? Homens e mulheres, somos todos carentes de carinho, o ruim é a maledicência.
- MARGARITA WASSERMAN, escritora, Curitiba
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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