Greve
Quando entramos num movimento reivindicatório não é simplesmente para fazer ''outra greve''. Se o governo honrasse os compromissos e promessas, não seria preciso deixar as salas de aula e escolas para fazer mobilizações nas ruas. Lutamos pelos nossos direitos e somos chamados de ''marginais''. Pesquisando no Aurélio, encontramos o derivado ''marginalizar'', que significa ''impedir que participe de; pôr à margem de uma sociedade, de um grupo, da vida pública etc.''. Se somos marginais é porque o governo Lerner conseguiu nos marginalizar.
À margem da sociedade porque não temos reajuste salarial há seis anos e não temos como pagar as contas; à margem da vida pública porque o governador não cumpriu promessa de realização de concurso público para o magistério; à margem da profissão porque somos trocados pelos Amigos da Escola; à margem de um grupo de deputados governistas porque lutamos pela escola pública, gratuita e de qualidade. Estamos, hoje, até a margem de um grupo de APMs ligado à Secretaria da Educação que defende o decreto 4313, no qual ''o governador tem direito de livre escolha e nomeação dos diretores de escolas públicas''.
Num futuro próximo, a luta dos marginais será lembrada quando houver o desmonte definitivo da escola pública e a única saída for a escola particular, mas desde que o pai, ao matricular o filho, apresente ''fiador que seja proprietário de imóvel''.
- EDNA TEREZA PIVETTA, professora, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Atentados
Estamos abalados em pleno Século 21, vendo mais uma vez vítimas inocentes participarem com suas vidas num cenário de governos arrogantes e truculentos. Mas nós sabemos que os EUA são fortes, que têm um imenso arsenal nuclear e são considerados a maior potência mundial. Que são sábios, têm vários departamentos para estudar todos os países onde há interesses de investimentos, especulação e exploração, e também exercem uma grande influência para castigar e pressionar os países emergentes. São ricos, detêm um grande controle de especulação mundial. O tentáculo americano está espalhado pelo mundo inteiro.
O finado World Trade Center tinha uma concentração incrível de movimentação comercial e de turistas, pois era difícil ir a New York e não visitá-lo. Era o orgulho da pujança da prosperidade americana, bem como o Pentágono, o cérebro da inteligência militar. Eles eram intocáveis e inatingíveis.
Vamos fazer uma reflexão sobre os EUA; apelidado de ''xerife do mundo'', sabemos que estão sabotando o Mercosul, pois a Alca deles ''é melhor'' - sendo eles os patrões. Lembram-se quando os EUA lançaram a reserva de mercado de informática que prejudicou o Brasil severamente? E o Protocolo de Kioto, cuja pauta era o desmatamento e a poluição, e eles se retiraram não aceitando qualquer imposição?
Agora o terrorismo tem seus dois lados: quem fabrica e quem pratica. Os criadores de Osama bin Laden foram os próprios EUA que o fomentaram para aterrorizar a União Soviética na época. Estão claros os seus interesses militares e econômicos em todas as regiões do mundo, ainda mais numa região onde existe petróleo.
O trágico atentado nos EUA serve de exemplo para o mundo, pois mostra onde pode chegar o orgulho e a arrogância. Tomamos conhecimento da alta tecnologia dos EUA, com seus caças, submarinos e navios de guerra carregados de armamentos nucleares, e no Afeganistão alguns ''barbudinhos'' deram algumas declarações em público, depois pegaram seus embornais com um bocado de alimento, montaram em seus jumentinhos e foram para as cavernas para se proteger.
Um provável ''homem das cavernas'' colocou o WTC e o Pentágono abaixo, ferindo de vez o orgulho americano. Na Bíblia, diz o Senhor: ''Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado''.
- NAJI BOURJEILY, empresário, Londrina
Nacionalidade
Na reportagem ''Japão adota sistema que reduz chances'', sobre brasileiros que buscam dupla cidadania, publicada no dia 9 de setembro, há um erro na afirmação de que o Japão adota o preceito ''jus solis''. O correto é ''jus sanguinis''. Assim, caso um filho de japonês(a) com nacionalidade japonesa, mesmo quando houver dupla nacionalidade, venha a nascer em país fora do Japão, é possível registrar esta criança no Consulado do Japão local e obter a nacionalidade japonesa. O problema que ocorre atualmente no Brasil são com os descendentes de japoneses nascidos no Brasil de pais também descendentes, mas que não possuem nacionalidade japonesa.
- EUNICE AKEMI ISHIKAWA, professora associada da International University of Kagoshima - Faculty Intercultural Studies, em Kagoshima (Japão), através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
N.R.
- As informações contidas na referida reportagem de que o Japão adotava o preceito ''jus solis'' (solo de nascimento) e não o ''jus sanguinis'' (consanguinidade) foram obtidas no escritório da Aliança Cultural Brasil/Japão do Paraná, em Londrina.
Esclarecimento
Cumprimentando, inicialmente, e tendo em vista o conteúdo da reportagem veiculada nesse prestiado jornal, na edição do dia 7, página 6, intitulada ''MP recebe homenagem em Praga'', o subtítulo ''Reconhecimento à construção da cidadania'', atribui a esse signatário determinadas declarações a respeito de algumas ações desencadeadas no Congresso objetivando ''limitar os poderes do MP'', e bem assim, com referência aos ''ataques constantes que os promotores de Londrina têm sofrido, principalmente dos réus''. A reportagem conforme mencionada, refere-se ao caso ''que ficou conhecido como escândalo AMA-Comurb''. Cumpre-me esclarecer que, quando indagado sobre esses assuntos, disse que entendia ''como natural a postura dos envolvidos em desqualificar o trabalho dos promotores, dentro daquela máxima de que 'a melhor defesa é o ataque''', e que ''o MP procura atuar exclusivamente no âmbito do processo, não se prestando a debater essas questões em seara diversa''. Enfatizei ainda que, ''embora as ações do MP pudessem efetivamente interferir em certos interesses políticos e econômicos, não acreditava que o Congresso - que em 1988 teve a sensibilidade necessária para dotar o MP de atribuições de tamanha relevância - viesse agora, por injunção de alguns congressistas incomodados com essas ações, propiciar tamanho retrocesso em termos de cidadania.
- CID MARCUS VASQUES, 1º vice-presidente da Associação Paranaense do Ministério Público, Curitiba
Correção
- Ao contrário do que foi publicado na notícia sobre a Til Tênis Cup, edição de sábado da Folha Esporte, página 10, a competição vale pontos para a Federação Internacional de Tênis (ITF).
- Na edição de sábado, texto na Folha Esporte sobre o Coritiba no Campeonato Brasileiro indicou pontuação errada. Antes da rodada do fim de semana, o time estava com 18 pontos, e agora tem 19.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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