Universidade
Faço minhas as palavras do leitor Walter Barbosa Bittar, que teve sua carta publicada nesta seção no dia 3. Realmente a PUC será um grande empreendimento para Londrina. Só mesmo mentalidades pequenas e provincianas podem questionar ou não percebem o benefício que a PUC significará para Londrina e região, com relação à produção de conhecimento, geração de empregos, serviços sociais, reconhecimento como pólo universitário e tantas outras vantagens diretas e indiretas.
Quem pensa que a PUC não presta serviço algum na área social e na designação de bolsas de estudos, sugiro que faça uma visitinha à sua administração, ou à própria reitoria, em Curitiba. Há uma cartilha da qual constam os relevantes serviços dos quais a população é beneficiária. Trata-se um trabalho plausível e sem precedentes entre as universidades particulares, coisa que só não vê quem não quer ou quem, de má-fé, fica atirando para todos os lados sem conhecimento de causa e com insinuações ridículas.
Londrina é interessante para a PUC? Claro que sim! No entanto, a recíproca também é verdadeira. A quem não interessaria a PUC? Qualquer município vizinho daria muito mais para ter esta universidade em seu território dado o que ela significa. Enquanto em Londrina, através da Câmara de Vereadores, ainda se discute sobre a doação do terreno, em Toledo, onde o anúncio da instalação da universidade chegou junto com Londrina, as obras de construção da PUC estão a todo o vapor, num terreno muito maior, doado pela prefeitura de lá.
Falta a Londrina, a muitos dos seus políticos e até mesmo dos seus cidadãos, uma maior capacidade empreendedora, visão de custo-benefício, coisas que fazem com que a cidade, volta e meia, perca o bonde e as chances da história. Se no passado o oportunismo e a demagogia fizeram com que fossem feitas doações desmedidas e sem critérios, sem questionamento algum de quem quer que seja, hoje Londrina não pode parar num emaranhado de picuinhas, em nome de um falso moralismo ou de outros interesses, diante da possibilidade de atrair relevantes investimentos que, no caso da PUC, dará muitíssimo mais retorno do que qualquer outra empresa que para cá viesse.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Política míope
Enquanto a remuneração de nossos trabalhadores - incluindo os professores - está completamente desatualizada, nossa economia e desenvolvimento estão estagnados. Uma política míope só vê saída no aumento dos tributos. Mas o que aconteceria se a remuneração fosse gradualmente mas rapidamente aumentando o poder aquisitivo da massa trabalhadora e de servidores, os juros fossem reduzidos para 12% ao ano, os tributos baixassem ao ponto de tornar os nossos produtos competitivos?
Teríamos um aumento grande da demanda de bens e serviços. Isso significa necessariamente inflação? Não necessariamente, se gerida a economia com austeridade e seriedade. Inflação é o aumento dos preços decorrente da pressão da demanda sobre a produção. Se ambos aumentam 50%, não há inflação; se aquela aumenta 50% e a oferta 55%, temos desinflação. Uma boa gestão dessas medidas poderia alavancar nosso progresso e o desenvolvimento, tirar-nos da estagnação atual. O aumento do poder aquisitivo se refletiria na produção, e, esta, amparada por financiamento e juros subsidiados e a longo prazo para aquisição de bens de capital, de insumos tecnológicos, iria abastecer o mercado, impedindo a inflação tão temida.
Uma radical redução de tributos sobre produção agrícola, bens e serviços essenciais e de uso generalizado, como alimentos básicos, saúde e medicamentos, educação e difusão cultural, criaria um mercado interno mais forte e expressivo, com progressiva substituição de bens importados por nacionais; e um povo mais sadio, menos dependente da Previdência estatal. Provavelmente o que seria economizado seria superior ao que deixaria o governo de recolher. Mas, para começar, sem reforma do sistema eleitoral e do sistema federativo, que descentralizasse os recursos e sua administração, nada muda.
- DAVID SCHNAID, advogado, Londrina
Atentados (1)
Lamentavelmente temos que conviver com problemas, como o terrorismo, de ordem mundial que felizmente ainda não atingiram o nosso País. A situação atual e sem dúvida consequência do descaso com os problemas sociais e religiosos que foram deixados de lado. E certo que a guerra está cada vez mais próxima e o que nos resta, como meros cidadãos que necessitam de heróis ''governantes'', é esperar pelo menos grave e que vidas sejam preservadas e a compaixão em falta nesses últimos tempos seja resgatada.
- FABIO VINICIUS GORNI BORSATO, Cambé, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Atentados (2)
No dia 11 de setembro, os meios de comunicação, com certa dose de sensacionalismo, mostraram ao mundo o ataque terrorista nos Estados Unidos, como se fosse a primeira vez que ocorressem ataques deste tipo. Mas o que diferencia este ataque terrorista dos demais é o fato de ter ocorrido no país símbolo do capitalismo. Se isso tivesse ocorrido em qualquer país periférico a repercussão seria quase nula. A mídia chega a dar a falsa idéia que este país é inofensivo, que nunca praticou nenhum mal contra outro, porém isto não é verdadeiro. As duas bombas atômicas que os Estados Unidos lançaram sobre as cidades japoneses mataram mais de 300 mil pessoas. Os ataques contra o Vietnã entre 1961 e 1973 mataram mais de 180 mil vietnamitas.
Portanto, o discurso da imprensa insinuando a morte de 5 mil, 10 mil ou 20 mil pessoas nesse país é algo cruel. É valorizar demais os americanos e colocar os outros como inferiores. Não há nenhuma dúvida que qualquer ato que destrua ou denigra qualquer ser humano deva ser condenado e repudiado por todos. Porém, para punir alguém é necessário que se julgue primeiro, inclusive os Estados Unidos, por tantas bárbaries cometidas.
No entanto, se isso ocorresse, os países desenvolvidos teriam uma enorme dívida com a humanidade. Desta forma, defender, sem uma profunda análise, os ''coitadinhos'' dos norte-americanos é hipocrisia, desrespeito total com os excluídos desse sistema capitalista que mata diariamente mais pessoas que esses atentados.
- DAVID TEIXEIRA DE SOUSA, professor, Cruzeiro do Sul
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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