Transparência
O Movimento pela Moralização na Administração Pública criado em Londrina recebe, hoje, o reconhecimento por estar enfrentando a corrupção na nossa cidade, o Prêmio Transparência Internacional, na República Tcheca. O prêmio será entregue em Praga. Ainda bem que lá do outro lado do mundo em outro continente entidades e pessoas conseguem ver o bom trabalho realizado aqui. Se o movimento tivesse a ilusão de esperar reconhecimento do governo estadual ou federal de nosso País estaríamos todos cansados e com o nariz de palhaço.
Também pudera. Como esperar reconhecimento, sendo que o maior envolvido nesse escândalo é marido da vice-governadora do Estado? Como esperar reconhecimento federal se alguns dos maiores envolvidos são filiados ao mesmo partido do presidente? Como esperar reconhecimento dos outros partidos se eles têm coragem de manter em seus quadros nomes que estão mais sujos que pau de galinheiro superlotado? É por essas e outras que o reconhecimento vem de fora.
- ROBERTO TEIXEIRA, empresário, Londrina
Seleção
Hoje 55 mil torcedores estarão no Couto Pereira, em Curitiba. Pela TV, outros 176 milhões de brasileiros. Temos certeza que todos estarão fazendo o que lhes cabe: apoiar a Seleção em busca da classificação à Copa do Mundo de 2002. Certamente o Couto Pereira estará pintado de verde e branco, amarelo e azul, como forma de mostrar a civilidade e o patriotismo de nós, torcedores, que com orgulho, cantaremos em uníssono ''somos brasileiros de coração!''.
O torcedor de Curitiba e do Brasil mostrará todo seu amor pelo País. Esperamos que os jogadores façam o mesmo: lutem o tempo todo, honrem a camisa, mostrem respeito pelo povo. Que cada um faça a sua parte, e que os jogadores sintam a responsabilidade.
- LUIZ FERNANDO CORRÊA, presidente da torcida organizada Império Alviverde, Curitiba, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Reciclagem
Parabenizo pela brilhante reportagem ''Energia Perigosa'', da jornalista Rosângela Vale, publicada na Folha da Sexta do dia 5. A reportagem aborda os sérios danos que as pilhas podem causar à saúde e ao meio ambiente, quando vencidas ou por ocasião do rompimento do invólucro. Também é destacado que reciclar é a solução, pois existem perigos da contaminação, principalmente com metais pesados.
Como professor da rede estadual de ensino, trabalho desde julho com o Projeto Vale Saber, onde 105 alunos do Ensino Médio do Colégio Vicente Rijo, participam com o tema ''Lixo: um problema a ser resolvido por todos''. Com os resultados, percebe-se que o descarte do lixo é um dos sérios problemas atuais.
Para minimizar o problema podemos reaproveitar o lixo. Restos de comida, papéis, madeira e couro podem ser reaproveitados para gerar biogás e fertilizantes, pois se trata de biomassa. Os papéis e papelões, cacos de vidro, ferro e alumínio são facilmente recicláveis. Muitas vezes é mais barato reaproveitar o metal do que obtê-lo a partir do minério, que além disso vai se esgotar algum dia.
Os plásticos representam um dos aspectos mais delicados do lixo. Eles não sofrem decomposição sob a ação de microrganismos, ou seja, não são biodegradáveis, uma vez jogado fora não se degrada. É matéria que não volta à natureza. Muitos plásticos podem e devem ser reciclados. Segundo Luiz Fernando Macarrão, da Secretária de Serviços e Obras de São Paulo, ''a coleta de lixo está associada ao ganho ambiental, porque o processo leva à diminuição da busca da matéria-prima virgem e ganhos na produção (energia, água)''.
- NELSON AVILA SIMÃO, Londrina
Patrimônio
Lendo os jornais dos últimos dias, percebi como está causando impacto na mídia as questões relativas ao tombamento das edificações históricas de Londrina, e, consequentemente isso está causando algum desconforto (pasmem!) em pessoas ligadas ao setor de patrimônio, as mesmas que deveriam se juntar e batalhar pela causa.
Talvez seja porque quem faz acontecer não tenha tempo para ficar discutindo muito sobre o assunto, e a harmonia em que estas mesmas pessoas se encontravam conversando sobre o tema tenha sido quebrada por uma proposta palpável e de ação imediata.
Concordo quando se diz que a questão do patrimônio deve ser tratada como um todo, porém, na conjuntura em que Londrina se encontra, é melhor lutar por alguma coisa do que ficar divagando, enquanto exemplares importantes da arquitetura histórica da cidade são literalmente tombados ao chão. Talvez essa proposta singular, após implantada, abra as portas para uma ''epidemia'' de tombamentos e revitalizações que se alastrará por Londrina e dará vida nova a essa cidade. Além disso, todo ''todo'' tem um começo, e por que não a Rua Quintino?
- HELENA BEATRIZ WIELEWICKi e NEILA REGINA PIRES, acadêmicas de Arquitetura, autoras da tese ''Rua Quintino Bocaiúva, uma arte que não pode morrer'', Londrina
Atentados
A imprensa hoje é vista por vários ângulos. Há quem diga que os jornalistas só fazem distorções dos fatos. Outros criticam, dizendo que a inquietude, própria deles, muitas vezes tende a atrapalhar e incomodar. O que também se questiona não é mais a função ou o papel dos profissionais da imprensa, e sim a manipulação e o interesse político que deturpam o trabalho de jornalistas. É muito comum assistirmos cenas destes profissionais serem agredidos e muitas vezes impedidos de exercer sua profissão por conta de interesses políticos.
Foi de interesse da comunicação de massa noticiar e mostrar a população mundial o terror ocorrido em várias partes do mundo. Seja na Guerra do Golfo, seja a fome dos países asiáticos ou as ''silenciosas'' guerras políticas, lá estava a imprensa.
O que aconteceu com as máquinas que registram tudo, quando um ataque terrorista abala a potência econômica do mundo? A notícia se espalhou pelo mundo e em pouco tempo o fato já estava consumado, mas a grande rede de informações deixou a desejar com a falta de imagens deste grande episódio.
Os escombros, os corpos mutilados, o som do desespero de atingidos, o estado crítico em que os bombeiros e voluntários trabalhavam no resgate, a lotação dos hospitais que tentavam salvar vidas. Nada disso foi visto, apenas noticiado. Onde estão as imagens da verdadeira destruição? Esta pergunta remete-nos a questões de liberdade de atuação de imprensa e de interesses políticos.
Ficou evidente o interesse dos EUA em não difundir as imagens humanas reais do terrorismo do século XXI. A potência que durante décadas viu inimigos serem abatidos não quer demonstrar ao mundo o quanto também é vulnerável. Não é interesse do presidente americano mostrar a população seu sentimento de impotência e derrota.
A imprensa espera que o mundo possa perceber tudo que se esconde por trás das imagens da fumaça e possa se conscientizar de que interesses políticos e financeiros podem fazer ao mundo.
- ANA CRISTINA PEREIRA, universitária, Londrina
Correção
- Por questões técnicas, a primeira palavra do título ''Estímulo à Criatividade'' da página 2 da Folha2 de hoje foi grafada sem o acento.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup