Patrimônio
A 1ª Conferência Municipal de Cultura realizada em setembro, aprovou várias teses que, quando efetivadas, imprimirão a Londrina uma nova forma de tratamento ao tema patrimônio cultural. A primeira delas trata da implementação da Rede da Cidadania, que traçará um novo perfil para a ação cultural tradicionalmente desenvolvida pela Secretaria da Cultura. A pedido da nossa área, passará a integrar os objetivos da rede a questão da sustentabilidade do patrimônio, promovendo-se ações e discussões sobre o tema em todo o âmbito desse projeto.
Uma outra conquista foi a aprovação de um Programa Municipal de Preservação que acolherá projetos afetos à área, encaminhados à Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Esses dois importantes aspectos do desenvolvimento de ações na área de patrimônio, deverão ser norteados por uma política municipal de preservação, a ser elaborada pela Diretoria de Patrimônio Histórico-Cultural, em consonância com o estabelecido, e até agora não viabilizado, pelo Plano Diretor da cidade aprovado em 1988.
As decisões da 1ª Conferência Municipal da Cultura, relativas à área de patrimônio, foram fruto de muita discussão entre profissionais de diversas áreas e tiveram como princípio norteador tratar a cidade como um todo composto de pequenas partes com necessidades e situações diferenciadas.
Não podemos, nesse momento, tratar isoladamente áreas ou edificações notáveis da cidade, sem a necessária visão do todo, sob o risco de, ao privilegiarmos um item, perdermos de vista outros que contenham talvez maior relevância. Por isso a urgência em elaborarmos essa política, esse Plano Diretor de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural da cidade de Londrina, para finalmente começarmos a desfrutar do sentimento do dever que começa a ser cumprido.
- VANDA DE MORAES, diretora do Patrimônio Histórico-Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, Londrina
Atentados
Os atentados nos Estados Unidos no último dia 11 de setembro deixaram de certa forma o mundo inteiro perplexo. Não conseguindo entender o fato, muitas pessoas chegam a afirmar que os ataques marcariam o início do século XXI, ou pior, a Terceira Guerra Mundial. Muitas pessoas clamam pela paz, mas a qualquer momento e qualquer incidente que aconteça, anunciam uma nova guerra. Não seria apenas sensacionalismo?
É conferida a islâmicos a autoria dos atentados, porém, muitas vezes se esquece que os grupos fundamentalistas são uma pequena minoria entre a comunidade islâmica. Contudo, não seria justo a generalização do grupo como sendo suicida, já que muitos seguidores da religião de Alá são contra agressões à vida, considerando-a um valor supremo.
Seria injusto um bombardeio ao Afeganistão, uma vez que as maiores vítimas seriam civis que não apóiam o grupo de Osama bin Laden e nem o governo taleban de seu país. Este ato, estudado pelas autoridades norte-americanas, é mais uma ação maniqueísta, como o presidente George W. Bush coloca, sendo a luta do ''bem'' contra o ''mal'', utilizando-se da comoção causada pela morte de milhares de inocentes no World Trade Center para conseguir apoio a tal ataque, tentando fazer com que o mundo se esqueça da parcela de culpa do governo dos EUA, que constantemente intervêm no Oriente Médio, a fim de proteger seus interesses.
Será que respondendo aos ataques com mais violência resolveria o problema? Ou será que se estaria criando mais uma legião de fanáticos entre os que resistirem ao ataque? Estamos apenas propondo uma reflexão, sem defender qualquer ato de violência, não importando a sua espécie. Sugerimos que seria relevante ao mundo pensar seriamente em uma nova ordem mundial, priorizando o fim da exclusão e marginalização de grupos sociais dos diversos países.
Se os atentados servirem para uma reflexão e a elaboração de uma nova proposta mundial, aí sim poderia se dizer que eles marcariam o início do Século XXI. Caso contrário, seria apenas mais um episódio de violência da história mundial.
- JIANI FERNANDO LANGARO E VANESSA FELIPETTO, universitários, Cascavel
Cidadania
O governo estadual perdeu mesmo a noção do que seja a democracia. Não aceitou, em nenhum momento, o que a maioria esmagadora da população quer em relação à venda da Copel. Apoiado por uma minoria da população e por uma maioria de deputados que certamente foi convencida pela Lei de Gerson (vantagem em tudo) vai vender a Copel. E só Deus sabe o destino que o dinheiro terá. Ou será que alguém sabe o que foi feito com o dinheiro da venda do Banestado? E a maracutaia da compra das ações da Sercomtel, que agora vem a informação de um delegado federal de que parte foi parar no Uruguai? E os Jogos da Natureza? Isso sem falar nos contratos com as montadoras.
Depois de tudo isso, ainda somos comparados a marginais, ébrios, drogados, vagabundos etc., segundo os anúncios publicitários que estão sendo veiculados pela mídia televisiva. Depois de viver o que já vivi, constituir família respeitada e contribuir para com a sociedade e o Estado de muitas formas, inclusive com o pagamento em dia de todos os tributos, só posso lamentar muito ser incluído nessa comparação.
Será que todos que são contra a forma de administrar o Estado pelo atual governo e seus áulicos são ignorantes, estúpidos e de má índole? Foi isso que o governador foi aprender lá fora nas suas inúmeras viagens, ofender o povo laborioso do Paraná?
Deixei para o final uma observação pertinente: ontem fui às pressas resolver um problema de nossa empresa em Ourinhos. Mais uma vez constatei o óbvio para quem circula nesse trecho com frequência: a BR-369 continua a mesma que foi restaurada pelo governador Alvaro Dias. Só maquiagens foram feitas para justificar o mais caro pedágio do Brasil. Paga-se para ida e volta R$ 16,80. Até a ponte do Rio Paranapanea são 151 quilômetros. Mesmo com a gasolina cara, gastei R$ 48 de combustível. É só calcular: o pedágio custa 35% do valor do combustível. É muito dinheiro para quase nada.
Só espero que os eleitores não se esqueçam desse governo e todos os seus asseclas, inclusive os deputados da Lei de Gerson, na próxima eleição. Lembrem-se bem deles todos para nunca mais votar neles. Eles devem ser banidos para o lixo da história, eles sim que deveriam ser comparados a ladrões e vagabundos.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Correção
- Na carta de Antonio Tonouti (''Cigarros'') publicada no dia 28 de setembro, a edição cometeu erros de adaptação do texto original. ''...Sem traumas psicossomáticas'' deve ser substituído por ''...sem traumas de natureza psicossomática''; ''Já tinha um formigamento'', deve ser substituído por ''existia um tipo de formigamento''; ''Alguns ficando chorando...'', deve ser substituído por ''alguns ficam chorando''; e ''...o cérebro, que é o elemento principal do vício'', deve ser substituído por ''...o cérebro, que é o elemento principal no vício...''
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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