Educação
A educação no Paraná e em todo o Brasil se encontra numa situação lamentável. Professores são mal pagos, materiais didáticos estão defasados, as estruturas físicas das escolas estão cada vez mais precárias, a falta de qualidade não dá a mínima formação, cada vez mais escolas públicas cobrando taxas, eleições para diretores antidemocráticas são e, a cada ano, menos estudantes de escolas públicas nas universidades. É impressionante o índice de evasão escolar, entre outros inúmeros problemas.
Até quando os estudantes, os professores e a população de forma geral vão ter que aguentar essa secretária de Educação que, por onde passa, sente na pele o índice de reprovação pela população e fica se escondendo do povo? Essa secretária segue a risca a política do ''nosso'' governador. Até quando nós vamos ter que aguentar o ministro Paulo Renato querendo através de medida provisória calar as vozes dos estudantes que lutam por uma educação de qualidade, que seja acessível para todos que precisam? Até quando vamos ficar sem fazer nada?
Passamos por um momento importante da história, confrontos com a polícia, paralisação de diversos setores do funcionalismo público, da maioria das universidades públicas e agora também das escolas estaduais. Como estudante descontente com a educação que recebo, também me sinto na obrigação de junto aos professores estar parando as atividades das escolas. Pois só assim poderemos ser ouvidos por aqueles que não estão se importando com a gente, o nosso ''governo'' do ''desgoverno''.
- RAFAEL AUGUSTO SILVA, presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (ULES), Londrina
Atentados
Há violências que são perceptíveis, por serem exteriorizadas. São ações brutais que ameaçam, intimidam, aterrorizam, enfim, que se revelam numa escala que varia de acordo com o interesse de quem as pratica. Existem, porém, as violências opressivas, difíceis de ser detectadas, mas que causam danos iguais ou até maiores do que as que se evidenciam. São aquelas que se instalam disfarçadas, mas que por trás da máscara exibem a frieza de propostas bem definidas, utilizando-se de técnicas refinadas que proporcionam resultados terrivelmente eficazes.
Não se fala de outra coisa a não ser da violência atribuída ao terrorismo, que mostrou sua ousadia através da tragédia em Nova York. O discurso é tão forte e convincente, que solidifica a consciência de que na luta contra o mal, são culpados também aqueles que direta ou indiretamente pertencem aos países ou opções religiosas dos que praticaram o ato de violência.
De forma alguma a violência deve ser justificada pela própria violência, mas não são muitos os que percebem que aqueles que empunham a bandeira do combate aos inimigos da humanidade, são os mesmos que através do poder econômico e político escravizaram e continuam escravizando os povos do Terceiro Mundo, matando milhões de fome, produzindo a miséria mundial através de um sistema neoliberal.
Há violência maior do que gastar quase U$ 15 bilhões apenas na preparação de uma guerra, que com certeza ceifará a vida de inocentes? Esse valor equivale à divida externa de dezenas de países pobres, ou o suficiente para um avanço excepcional nas pesquisas contra doenças como a Aids e o câncer e no combate à desnutrição infantil.
A violência opressiva ou exteriorizada, além de inaceitável, não pode ser combatida com mais violência, mas, como registra a expressão bíblica, a paz será fruto da justiça, não da justiça do ''olho por olho'', senão correríamos o risco, segundo Mahatma Ghandi, de ficarmos todos cegos, mas da justiça que leva em consideração o ser humano como sendo criado à imagem e semelhança de Deus, portanto alvo de amor, solidariedade e respeito.
- MARCO ANTONIO BARBOSA, pastor, Londrina
Chuva de aviões
Quero parabenizar o ínclito magistrado José Cichoki Neto pelo seu brilhante artigo publicado no dia 18, no Espaço Aberto, intitulado ''Chuva de aviões nos céus de Londrina'', pela excelência da qualidade da sua lavra. Quero enaltecer os nobres sentimentos de solidariedade e espírito de justiça, humanitarismo e misericórdia, pelo visto, natos em sua mente e em seu coração, fazendo parte integrante de seu caráter reto e justiceito, para com os desvalidos da fortuna, que não têm meios de arcar com as elevadas custas judiciais atualmente impostas ao cidadão brasileiro.
Esse artigo engrandece o Poder Judiciário, não só do nosso Paraná, mas de todo o Brasil, e o revela sábio e com o poder de discernimento para conceder e distribuir o direito de cada cidadão de buscar a Justiça, sem fazer discriminação entre o rico e o pobre/miserável, e sem fazer acepção de pessoas.
Um juiz que reconhece e advoga o sagrado direito dos desafortunados de ingressarem na Justiça, para defender os seus direitos constitucionais, e postular por suas causas, merece, sem dúvida, o respeito dos cidadãos conscientes e responsáveis.
E, porque também comungo com a sua linha de pensamento, venho confraternizar-me, com muito respeito e gratidão, e, dizer que tomei a liberdade e mandei tirar muitas cópias desse artigo e as distribui entre muitos colegas. Também enviei uma das cópias para a Subseção da Ordem dos Advogados de Apucarana.
Oxalá todos os outros magistrados tomem conhecimento desse nobre sentimento de Justiça ressaltado no artigo e, no meu modesto entender, é para ficar gravado para sempre na memória de todos aqueles que são conscientes de suas responsabilidades e tementes a Deus, Criador de todas as coisas! Bem aventurado é o povo que tem um juiz desse quilate, distribuindo a Justiça, e, dando a cada um o que é seu! Porque o Mestre Supremo nos ensinou que ''tudo o quanto fizerdes ao mais pequenino dos meus a mim mesmo o fareis''.
Aceite meus parabéns e minhas sinceras homenagens por esse brilhante artigo, para que a ''chuva de aviões'' não caia mais nos céus de Londrina, Apucarana e nem de todo o nosso Paraná.
- AROLDO ALVES DE SOUZA, advogado, Apucarana
Correção - Na edição de domingo da Folha 2, a linha de abertura do texto sobre o Cine Inajá de Ponta Grossa diz que uma nova sala será inaugurada em novembro. Na verdade, como informa o texto adiante, o novo cinema, dentro de shopping, será inaugurado em agosto do ano que vem.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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