Terrorismo
Estamos enfrentando em Londrina verdadeiros atos de terrorismo urbano realizados por indivíduos que se intitulam sem-teto e que com a conivência de órgãos municipais e estaduais invadem, destroem, incendeiam e ameaçam de morte proprietários de lotes e chácaras. Como foi amplamente divulgado pela imprensa, a chácara do Doutor Caio, como é conhecida, foi invadida por cerca de 50 pessoas, moradoras da invasão denominada Monte Cristo.
Após derrubarem a cerca e o portão, renderam o caseiro e sua família, mantendo-os encarcerados e ameaçados de morte, enquanto dezenas de bandidos saqueavam sua casa e a sede da chácara. Cinco dias depois, não contentes com o que fizeram, atearam fogo na casa.
Aos que leram os jornais, ou viram as reportagens nas TVs, não imaginam o que representa essa chácara ao Doutor Caio. Pois vou lhes dizer quem é o Doutor Caio de Moura Rangel. Mineiro, formado em medicina, chegou em Londrina na década de 1930. Homem simples, honesto, muito dedicado aos seus pacientes, o que lhe rendeu o título de cidadão honorário.
Na década de 40, ele adquiriu a chácara na periferia da cidade, no Jardim Marabá. Criou seus filhos e netos dizendo que seu maior legado seria a chácara que tanto amava e que teria certeza de que seus herdeiros a manteriam bem cuidada para as próximas gerações.
Anos 60, Londrina pujante, recebe de braços abertos migrantes de todos os Estados, que muito contribuíram com o desenvolvimento. Cresceu tanto que hoje, assistimos de mãos atadas, através dos governos municipais nas gestões de Belinati, Cheida e Micheleti, a cidade receber, também de braços abertos, milhares de sem-teto que nas suas invasões e assentamentos, escondem os mais diversos tipos de delinquentes.
Estamos vivendo numa cidade sem lei. Nosso governante e os meios de segurança descumprem ordens de reintegração de posse como se o proprietário fosse o infrator. As Polícias Civil e Militar, sucateadas, estão sem condições de garantir a propriedade dos seus cidadãos.
O que mais pode esperar da vida um homem de 90 anos, doente e desgostoso com o fim de sua chácara e que se recusa a ver o que ainda resta de seu sonho? Essa é a retribuição que Londrina lhe dá pela sua dedicação ao povo através da medicina.
- RUI CARLOS MONTORO MOREIRA, Londrina
Concurso
O concurso da Sercomtel para preenchimento de vagas no Eixo de Carreira Mercadológico Nível II foi um fiasco, uma vergonha! Vergonha pelos seguintes obscuros fatos: a) As inscrições foram abertas de 27 a 31 de agosto e a prova foi marcada para o dia 9 de setembro, ou seja, apenas 14 dias antes da realização do concurso.
Sem dizer que apenas depois de pagar R$ 40 pelo manual é que o candidato teria a curiosa surpresa; b) No dia da prova (150 questões em quatro horas) os fiscais da minha sala disseram que o tempo seria muito curto e que os candidatos deveriam fazer a prova ''rapidinho para dar tempo''; c) Não era permitido copiar as respostas porque não haveria gabarito para conferir. Mas curiosamente ao término da prova havia um aviso de que o gabarito seria fornecido na terça-feira seguinte, dia 11; e d) Algumas questões, dentre elas a que discorria sobre globalização, tinham, no mínimo, três respostas corretas dependendo da maneira com que a pessoa a interpretasse, de sua visão política etc. O mais estranho é que os próprios fiscais concordaram comigo e relataram o acontecido na ''folha de ocorrências'', e nada aconteceu.
Tudo fazia parecer que a Sercomtel tinha pressa em preencher as vagas, haja vista a maneira em toque de caixa pela qual foram feitas as inscrições e a prova. Depois da estranha demora dos resultados que eram para ser divulgados semana passada mas só saíram hoje, temos o seguinte quadro: ninguém passou!
Quinze dias para descobrir que, das mais de 300 pessoas que pagaram R$ 40, todas são incompetentes!? O nível da Sercomtel é tão alto que ninguém conseguiu os 240 pontos para a aprovação?! Se não fui aprovado é uma questão. Mas, ninguém?! E agora? Vamos ter outro concurso ao pequeno valor de R$ 40? Será que no próximo concurso algum Einstein conseguirá ser aprovado? É um atentado à inteligência de todos nós querer dizer que ninguém conseguiu a pontuação mínima. O povo de Londrina e os candidatos merecem boas e difíceis explicações disso tudo.
- ANDRÉ LUIS ARRUDA PLÁCIDO, relações públicas, Londrina
Resposta
A Sercomtel S. A. Telecomunicações sempre primou para que os concursos públicos realizados seguissem as regras determinadas pelas legislações a que estamos sujeitos, uma vez que somos empresa pública. Antes de um concurso público ser viabilizado é necessário realizar uma série de análises e estabelecer as condições de como ele será viabilizado. Por exemplo: qual o número de candidatos que se inscreverão? Como será estruturada a prova? Quais são os conhecimentos necessários para serem avaliados mediante a necessidade da vaga existente? Como estes conhecimentos serão avaliados? Quantas etapas constará o concurso público? Qual será o percentual de acertos na prova para que o candidato seja aprovado? Como faremos todas as divulgações necessárias? Qual será a infra-estrutura necessária para que o concurso possa ser viabilizado? Qual será o investimento para que o concurso possa ser viabilizado? Entre outros aspectos.
Assim, a publicação do anúncio, divulgando a abertura do concurso público da empresa, estabeleceu as informações preliminares básicas para que as pessoas interessadas pudessem se inscrever. Além desta chamada, havia à disposição do candidato cópia do edital afixada nos vidros da loja da Sercomtel na Rua Professor João Cândido e no Posto telefônico da Rua Pernambuco, onde a taxa de inscrição era recolhida e o candidato recebia a ficha de inscrição com o edital.
Quando se é estabelecida uma regra para que o concurso possa acontecer, não nos é permitido mudar estas regras. Assim, no edital, item V - Do Julgamento da Prova (nº 4) havia uma regra que dizia: ''Serão convocados para participarem da 2ª etapa - Análise de Currículo - os candidatos que obtiverem rendimento igual ou superior a 80% na 1ª etapa, ou seja, nota igual ou superior a 240 pontos.'' Infelizmente, nenhum dos candidatos apresentou a pontuação mínima exigida, não havendo, portanto, nenhum candidato classificado para a próxima etapa.
- ADILSEIA SORIANE BATISTA, gerente da área de Gestão de Pessoas da Sercomtel, Londrina
Educar
Há gênios precoces e gênios tardios. Mas não há gênios sem curiosidade, sem trabalho e sem perseverança. Não se conhece uma só obra de arte que não tenha sido fruto de esforço e de constância. O talento é o suor das horas. O gênio não é mais do que fruto acabado da persistência. Tanto em um como em outro, intervêm o entendimento, o amor, a vontade, o trabalho e a poesia, coisas do homem e coisas de Deus. Mas na terra as coisas de Deus são coisas do homem (L. A. Machado).
Educar é crescer, potencializar aquelas habilidades que nos permitem a realização plena. Educar é elevar nossas potencialidades. A educação é obra mediadora, carregada de afeto e motivação, é transmissão de valor de sentido. É a solidez de uma cultura, é compromisso, e portanto, seu resultado se deve a uma ação conjunta de pais, educação e sociedade.
- ELAINE REGINA RUFATO DELGADO, psicopedagoga, Umuarama
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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