Prêmio aos promotores
Francamente, podemos considerar a corrupção um dos crimes mais hediondos. O corrupto pratica verdadeiro genocídio, quando usa o dinheiro público em seu interesse próprio, inclusive tirando do país verdadeiras fortunas e colocando-as em paraísos fiscais.
Até agora não entendi e continuo não entendendo por que o Senado, a Câmara Federal, os legislativos estaduais e municipais não aprovam leis colocando a corrupção como crime hediondo com prisão perpétua e outras alternativas de punição para esses genocidas.
Basta visitar as periferias dos grandes centros para se constatar a amplitude desse crime. Pessoas vivem em situações miseráveis e determinados políticos e até autoridades confortavelmente se defendem de denúncias cujos crimes estão comprovados. E esses processos são arrastados ano a ano, postergando uma punição imediata para bandidos que praticam crimes contra a humanidade (os corruptos).
Parabenizamos a Promotoria Pública de Londrina e todos os promotores do Brasil que atualmente estão conseguindo levar esses genocidas aos tribunais. Em que pese toda a morosidade, já presenciamos figuras importantíssimas tombarem diante das provas irrefutáveis, conseguidas com árduo trabalho desses poucos bravos (os promotores públicos).
Conclamo as autoridades, sociedade, que todos unidos formem uma frente para banirmos de uma vez por todas esses genocidas de nosso meio. Quando sabemos e reconhecemos que a corrupção destrói grande parte do dinheiro destinado ao combate à fome, ao analfabetismo, à criminalidade, ao aumento do transporte e especialmente o dinheiro destinado a saúde dos brasileiros mais necessitados.
Pedimos justiça e agilização dos processos para retorno imediato desse dinheiro, da nação, dos Estados e dos municípios afetados diretamente.
- ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, Londrina
N.R. Os promotores de Londrina vão receber o Prêmio Mundial Integridade 2001, oferecido pela ONG Transparência Internacional, pela sua atuação no caso AMA-Comurb, que investiga desvios de recursos da Prefeitura de Londrina
Atentados
O dia 11 ficará marcado para sempre na memória da população mundial. A tragédia ocorrida nos EUA fez renascer na memória das comunidades, as histórias de guerras desde os tempos mais remotos.
A destruição dos principais símbolos do poder econômico e militar dos EUA - as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington - mostrou ao mundo que a civilização, apesar de ter se desenvolvido tecnológica e cientificamente, continua a agir como os primatas, com a inexistência de diálogo e a primazia da força bruta.
O globo terrestre esteve perplexo e assustado com o acontecimento, pois o grande poderio econômico e militar sempre fizeram dos EUA ''os intocáveis''. Especialistas históricos acreditam que o ataque não caracteriza o início de uma guerra e sim uma mudança de mentalidade no ato de revidar o inimigo.
A política neoliberal permitiu evidenciar ainda mais as diferenças mundiais. Oposicionistas explicam que as décadas de abuso de poder e intervenções, as quais demonstraram crueldade com relação aos países do oriente, provocaram o ato terrorista.
O atual comportamento da política externa dos EUA é outro fator que pode ter colaborado para esse estado de calamidade. O fato é que hoje a guerra não corresponde apenas às questões militares e econômicas, mas envolvem discussões culturais, éticas e religiosas.
É evidente que não podemos admitir tais atos terroristas para justificar qualquer razão por mais plausível que seja, mas temos que concordar que o velho provérbio popular ''se não podes com o inimigo, junte-se a ele'' está próximo de seu fim.
- ANA CRISTINA PEREIRA, universitária, Londrina
Jogos da Natureza
Em relação à reportagem ''PR 'doa' marca dos Jogos da Natureza'', publicada neste jornal no último domingo, dia 23, esclarecemos que o Comitê dos Jogos Mundiais da Natureza é uma sociedade civil sem fins lucrativos e que, portanto, a utilização da marca não vai significar vantagem financeira para a referida entidade. O uso da marca apenas vai respaldar a captação de patrocínios privados para a viabilização da segunda edição dos jogos. Na hipótese de dissolução do comitê ou da não realização dos jogos, a marca volta imediatamente para o domínio do governo do Estado.
- DEONILSON ROLDO, coodenador de Imprensa, governo do Paraná, Curitiba
Autoria
Surpreendi-me hoje (22/9/2001) com um texto publicado na seção Destaque do Leitor desta conceituada Folha de Londrina, o qual, apesar de constar ser assinado por mim, não é de minha autoria. O verdadeiro autor da missiva esconde-se covardemente atrás do anonimato proporcionado pelos meios eletrônicos de correspondência, sem medir as consequências danosas a que está sujeita a vítima de fraude.
No presente caso, foi criado um endereço eletrônico em sistema público gratuito, no qual não há referência de endereço físico nem comprometimento com a veracidade das informações cadastrais ali inseridas.
Houve um caso anterior em tudo semelhante a este: o autor da fraude (possivelmente a mesma pessoa nos dois episódios) remeteu e-mail do sistema Bol para a coluna do jornalista Délio César na Internet. Procedi um pedido de rastreamento eletrônico na Quarta Vara Criminal e o caso permanece sob investigação policial.
Não abordarei o mérito do texto. Basta afirmar que ele não exprime minha opinião a respeito do tema.
Sob outro ponto de vista, esta empresa jornalística - até pela importância regional de seu produto - deve aperfeiçoar os métodos de controle e checagem da origem de tais textos, sob pena de arcar com as principais consequências jurídicas de reparação dos direitos de quem foi atingido pela publicação.
É de alto risco a publicação de e-mails enviados por sistemas semelhantes (Bol, Netscape, Netadress e uma centena de outros), sendo totalmente inócua a providência usualmente tomada de exigir uma autorização através do próprio e-mail. Esta forma de checagem, obviamente, não garante a identidade do rementente.
A Folha de Londrina é um grande pequeno jornal. Deve aliar os avanços da cibernética às facilidades da nossa grande Pequena Londres: não custa telefonar para o Gustavo, neto da Dona Nina, filho do Dr. Raul e primo da Iara, que mora ali, a três quarteirões de distância, e perguntar se a carta é realmente dele. Quando não puder mais tomar providência tão simples, é porque cresceu demais. Não é mais o jornal do ''seo'' João Milanez. Chegou, então, a hora de montar um grande departamento jurídico e se preparar para as ações judiciais que certamente virão em quantidade - tal como nos grandes jornais de frias megalópoles.
Por ora, espero da Folha a publicação do presente texto, com o título ''E-mail falso prejudica advogado Gustavo Lessa Neto'' - com o mesmo destaque e em duas datas: terça-feira (25/9/2001) e sábado (29/9/2001), além da colaboração no sentido de fornecer os elementos possíveis para proporcionar que eu busque o autor do delito, para as providências judiciais cabíveis.
- GUSTAVO LESSA NETO, advogado, Londrina
N.R.
- A Folha é rigorosa na conferência da correspondência enviada para as seções que abrigam a opinião dos leitores. No caso da carta de Gustavo Lessa Neto, que é habitual colaborador, o endereço eletrônico tinha indicativo da procedência e o texto (sobre hipóteses de autoria dos atentatos nos Estados Unidos) não levou a nenhuma suspeita. De qualquer forma, a Folha pede desculpas ao advogado pelo eventual dano.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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