Atentados (1)
Se os EUA são o país do futuro, que futuro é esse que estamos querendo? Se os EUA são a maior potência do mundo, onde foi parar essa potência que matou milhares de pessoas? Um dia parou. O mundo parou. Bush calou. Bin Laden diz que é guerra santa. Todos que a praticarem vão para o céu. Mas será, meu Deus, que guerra é santa? Será que matando e morrendo por uma ''nação'' estaremos sendo dignos de um bom lugar no céu? Todos querem paz. Todos podem ter paz.
Mas será que com esses ataques estamos promovendo a paz? Os países tinham uma realidade: eram os EUA contra todos os países. Agora são todos os países contra um só. Estamos todos juntos para dizer: basta! Mas só agora que estamos juntos? Foi preciso tudo isso para só agora nos unirmos? Será que brigando para parar de brigar estaremos favorecendo o progresso de termos paz? Em que mundo estamos? Em que tempo estamos? Guerra, miséria, corrupção, fome preconceito, ignorância, desrespeito. Tudo isso é só um botão para acabar com tudo. Estamos na espera aguardando algo de bom ou pior para acontecer. Estamos todos no mesmo barco. O peso é grande, a força é grande, a inteligência é muita e o desespero também. A esperança é pouca, mas ela é a última que morre.
E agora, meu Deus? Nós perguntamos: você fez o homem à sua imagem e semelhança mesmo? Você fez o homem para viver a vida e aprender a lidar com todos os problemas que ela traz? Você morreu por nós. Morreu para nos dar outra chance. Você paga os nossos pecados e nos conduz à vida eterna. Mas será que estamos sendo dignos de tudo isso? Será que foi preciso chegar até aqui para percebermos que estamos sendo hipócritas e egoístas e que tudo que estamos fazendo leva sim a alguma coisa? E que estamos pessoalmente nos condenando a vivermos nessa vida? Será que estamos a um fio para cairmos do barco? Meu Deus, será que é cedo, ou o Senhor está prestes a descer e nos dar ''outra'' chance? e agora?
- ANA CAROLINA NIELSEN, estudante, Londrina
Atentados (2)
O mundo ficou perplexo após o ato terrorista em Nova York, contra o World Trade Center, símbolo do poderio econômico e centro financeiro do mundo. Centenas de pessoas mortas ou desaparecidas e um símbolo extinto. Isto nos força a refletir, no mundo meramente mercantilista, onde os valores morais nada significam e o capitalismo dita o ritmo da vida, a fé, o amor e o perdão nada valem.
Se analisarmos a Terra do ponto de vista cósmico, cheio de astros e estrelas, vemos que o nosso planeta treme, abala-se e se descontrola completamente com um fato que visto dessa maneira é tão pequeno que não justifica tão grande abalo.
Nosso mundo é guiado mais pelos baixos desejos do ter do que do ser, do mandar do que do amar, do odiar do que perdoar. Porque Jesus está ficando em segundo plano. Ele nos advertiu, no maior de todos os mandamentos é ''Amar a Deus sobre todas as coisas'' e o segundo é ''Amar ao próximo como a si mesmo''.
- OSVALDO MARCONATO BOSI, Ibiporã
Racismo
Os senhores, como representantes da divulgação da opinião pública em nosso País precisam ser alertados sobre a verdade no contexto mundial. O Fórum Mundial sobre o Racismo, realizado na África do Sul nos prova quem manda nos Estados Unidos e que a verdade é muito diferente daquela anunciada na mídia oficial.
Israel surgiu da pirataria territorial numa região habitada há centenas de anos pelos palestinos. O exército usa fuzis para matar crianças e adolescentes armados com estilingues. O caso do garoto morto junto ao seu pai, mostrado na TV é emblemático: 20 balas no corpo da criança e quatro na do pai. Serão esses os terroristas?
Israel recebe dos EUA U$ 3,6 bilhões, que usa para erradicar os palestinos. Se os judeus são as vítimas, por que é que não aceitam uma força de paz da ONU? É por que a ONU foi criada para nunca ir contra os seus interesses. Mas a verdade mais cedo ou mais tarde sempre aparece.
Espero que a mídia tenha os olhos abertos para as mentiras veiculadas. A mídia se curva ao do poder tendencioso que oprime e mata impunemente. Cada vez que se receber uma notícia sobre o tema, que se tenha discernimento e se aprenda a não acreditar em tudo que tentam fazer acreditar, pois a verdade sempre será outra.
- RODRIGO HOEFLE, Curitiba
Ambiente
A Terra está se tornando, a cada ano que passa, um paciente muito doente, cujos sinais vitais são muito fracos. O número de espécies diminui, o desmatamento aumenta e o reservatórios de água são cada vez menos numerosos e mais poluídos, sem falar no efeito estufa, que está provocando alterações no clima e em todo o meio ambiente.
Mas, acredito que, essa situação possa se reverter num espaço de tempo significativo, com a criação de uma nova escola e começarmos agora mesmo, a mudar o rumo da economia global. A escola precisa informar a nova geração, sobre a gravidade dos problemas e, incentivar os alunos a buscarem soluções, para que, quando crescerem, levem esse espírito para as suas áreas de atuação. A escola, introduziria no currículo, uma disciplina só para tratar do assunto. As questões ambientais estão inseridas em todas as áreas do conhecimento e, cabe ao professor, relacioná-las, principalmente, à literatura e à história.
No Brasil, 80% da população está concentrada em áreas urbanas. Como falar em educação ambiental nas grandes cidades? Ali estão os produtos que destróem as florestas, como também o maior consumo de energia elétrica. Dessa forma, sabemos que as cidades são as grandes responsáveis pelas mudanças climáticas.
Quanto às crianças: elas têm um modo quase intuitivo de ver a natureza, particularmente as que vivem nas cidades, aos adultos, cabe mostrar de onde vêm a comida e a água e para onde vão, o esgoto e o lixo. Todos precisam entender a dinâmica do meio ambiente na cidade moderna.
Em história, devemos procurar incluir o tema nas aulas sobre a Revolução Industrial, que só foi possível graças ao aumento da produção e consumo de energia, e determinou a aglomeração nos centros urbanos e a formação das cidades.
Em geografia, o estudo da estrutura hídrica do Brasil ajuda a entender a opção do País pelo modelo de usinas hidrelétricas para a geração. Esses temas podem inspirar no aluno e em toda a sociedade, um reflexo imaginário na campanha de racionalização do uso de energia elétrica.
- ROLDÃO LIMA MAGALHÃES, geógrafo, Loanda
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup