Nunca fui afeita a dias disso ou daquilo, mas hoje não pude deixar de lembrar: Dia da Árvore, e na frente da minha casa, desde ontem tem um vazio. A AMA informa: laudos, técnicos, biólogos. Meu vizinho diz que sente muito, mas mandou cortar. Um outro argumenta que, se caísse um galho e amassasse a grade, quem iria pagar? Explicações à parte, sempre me perguntarei: por quê? Para a árvore que estava ali, minha impotente homenagem.


- MARIA FIORATO, educadora, Londrina



Atentados (1)


A história da civilização é marcada pela violência. Impérios foram construídos e derrubados, inclementes, por ela. Sob variadas formas, sacrificaram liberdades, consciências, ideais, vidas, deixando atrás de si, miséria, dor e amargura incomensuráveis.

Duas foram as Grandes Guerras, sem contar outras tantas que, ainda hoje, alimentadas pela vantajosa indústria e comércio de equipamentos bélicos, em vários pontos do mundo, fazem seus flagelos, criando gerações e gerações em desassossego, formando exércitos infanto-juvenis, alimentando ódio e preconceito e, não raro, por conta de nomes diferentes que dão a um mesmo, porque é o único Deus.

Ao mesmo tempo que dão um passo à frente ao elevarem seus pensamentos em prece a Deus, retrocedem em muito no que se refere às suas atitudes, distanciando-se de seus mandamentos. A paz, tão discutida e pregada por organismos e em conferências internacionais, deveria efetivamente ser buscada, porém não numa luta armada, mas em campanhas de conscientização, erradicando a fome do corpo e do espírito, principalmente daqueles que ainda crêem na existência de guerras santas.

Longe de desprezar o doloroso acontecimento ocorrido na última semana nos EUA, roguemos a Deus que os dirigentes de todas as nações não se deixem assaltar os sentidos e a razão, não se deixem tomar pela indignação e pela revolta, quase sempre más conselheiras a nos precipitar para caminhos que nos conduzirão a dores de proporções inimaginadas. Não nos equivoquemos: em toda e qualquer guerra não há vencedores. Todos perdemos, começando por desperdiçar a oportunidade de evitá-las.


- CARMINA EULÁLIA GONÇALVES, Londrina



Atentados (2)


Os atentados na América do Norte, na semana passada, fizeram ressurgir, nos meios de comunicação, a figura de Nostradramus. Jornais e revistas estampam seus oráculos, seu nome é identificado como o de um grande profeta. Mas, a verdade precisa ser dita: pouca gente leu diretamente tais ''profecias'' e, quem leu, talvez tenha sido enganado, porque a maioria dos textos que circulam por aí é posterior a Nostradamus.

Michel de Nostradamus (1503-1566), como os demais adivinhos do passado, tem uma biografia em que dados verdadeiros são mesclados com lendas e mitos. Sabe-se que nasceu na França e que estudou matemática, astrologia e medicina. Interessou-se pelo ocultismo e, de 1550 em diante, começou a redigir um conjunto de ''profecias'', em provençal, agrupadas em estrofes de quatro versos cada uma, chamadas de centúrias.

Pouco tempo depois da morte de Nostradamus, começaram a aparecer novas edições de suas centúrias, muitas novas ''profecias'', comprovadamente apócrifas: eram descrições de acontecimentos da época, e tinham como finalidade forçar decisões. Era o início da instrumentalização política das famosas ''profecias''.

Percorrendo as centúrias, pode se ter a impressão de que elas correspondem a acontecimentos históricos dos séculos XVI e XX. Todavia, uma leitura atenta dos textos, marcados por um estilo lacônico e pela profusão de palavras dúbias, fazem-nos ver que as ''profecias'' são extremamente vagas.

Nostradamus foi, sem dúvida, um grande conhecedor da História Antiga. Assim, não lhe era difícil prever que, pelos tempos afora, continuariam acontecendo guerras, revoluções, invasão de países, calamidades naturais etc.

Vejam essa ''profecia'': ''Por um grande desacordo, soarão os clarins. Um acordo rompido levanta a face para o céu, a boca sangrenta nadará em sangue; o rosto untado de leite e mel jazerá no chão'' (Centúria I, 57). Segundo alguns, seria uma referência à execução de Luiz XVI, vítima da Revolução Francesa. Já em nosso tempo, tem gente dizendo que é uma referência aos ataques à América do Norte.

Se em nosso século surgir alguém que faça previsões semelhantes, em estilo ambíguo e metafórico, também ele sempre terá razão. E, se houver erro, será dos intérpretes e comentadores, que não terão conseguido captar bem o ''espírito'' da ''profecia''.


- DOM MURILO S.R. KRIEGER, arcebispo de Maringá



Atentados ()


Modestamente, e põe modestamente nisso, opino sobre o que faria se estivesse no lugar do presidente Bush. Resumidamente: caçar os culpados sim. Atacar o Afeganistão, e criar um novo Vietnã, jamais. Os terroristas estão espalhados por vários países, mas têm um laço que é comum a todos: são muçulmanos fanáticos.

Ora, o lugar mais sagrado para um muçulmano, onde quer que ele se encontre, é Meca, com sua Kaaba. Assim, o presidente Bush poderia colocar a seguinte condição: em caso de qualquer ato terrorista contra os Estados Unidos, ou seus aliados, simplesmente jogariam uma bomba atômica sobre Meca. Isso teria a vantagem ainda de transformar os terroristas em guardiões, para que nada acontecesse.


- PAULO C. SOLHEID FILHO, Astorga, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br



Esclarecimentos


Agradeço à Folha pela oportunidade de explanar a posição do PSB-Curitiba sobre uma possível entrada de Alvaro Dias no partido. Aproveito a oportunidade para esclarecer dois pontos relativos à notícia na edição do dia 15. O PSB rompeu com o governo estadual há mais de um ano, tendo recentemente se manifestado contrário à venda da Copel. O senador Alvaro Dias concluiu que a posição contra sua entrada deve-se ao fato de que eu ocupo cargo na administração municipal de Curitiba.

Lembro ao nobre senador, que por discordar dos desmandos na área da saúde em seu governo, eu e mais 30 diretores da secretaria estadual entregamos nossos cargos logo no início da gestão, marcada no setor da saúde por instalação de uma CPI, demissão de funcionários públicos e outros desvios.


- MICHELE CAPUTO NETO, presidente do PSB-Curitiba


Correção

- Na reportagem ''MP ouve explicações da Santa Casa'', publicada ontem em Folha Cidades, a informação correta é que Londrina dispõe de 650 leitos, incluindo todos os hospitais, para partos através do Sistema Único de Saúde (SUS)







- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup