Atentados
Opressão, exclusão, prepotência, injustiça, arrogância, discriminação. desemprego, miséria, desnacionalização, privatização, marginalização de aposentados, sucateamento do serviço público, servidores públicos sem reajuste e desmoralizados, arrocho salarial, juros altos, dívidas públicas em elevação, corrupção, globalização da economia, confisco no salário de aposentados, modelo neoliberal, competitividade, livre mercado, cotação de ações em bolsas subindo e descendo, concentração de rendas.
São palavreados que estão em nosso convívio e que certamente outros povos estão sofrendo com a mesma consequência, ou pior. Cada povo reage de um jeito, segundo a sua própria índole. O Palácio do Planalto já foi alvo da intenção de atentado, que porém não se consumou.
Com os últimos acontecimentos nos EUA, o momento é de reflexão. O governo brasileiro deverá pensar um pouco mais no seu povo, e deixar de aderir com tanto entusiasmo práticas ditadas por superpotências que nada tem a ver com nossa gente. A opressão é uma forma de tratamento que vai calando devagarinho e destruindo a auto-estima das pessoas daí para um ato de revolta, envolvendo a sua própria vida, é um fio muito tênue.
Sem querer comparar com as atrocidades que acontecem por esse mundo afora, deixar os seus próprios servidores sem nenhuma reposição salarial durante oito anos, que era essa a sua intenção, é no mínimo um desrespeito para com o ser humano, por acaso servidor público. O povo brasileiro tem uma grande arma, que não se trata de nenhum avião-bomba, mas o seu voto que será dado no ano que vem. É preciso refletir.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Igapó
É difícil de notar que o Igapó 2 (em Londrina) está se transformando cada vez mais num campo verdejante. Será isso positivo? Será que estamos à espera que esse lago seja aterrado naturalmente? Será resultado de um assoreamento que vem se acumulando a cada dia que passa? O assoreamento que preenche o volume original dos rios e lagos, tem como consequência, vindas as grandes chuvas, o extravasamento desses corpos d'água, causando as famosas cheias de tristes consequências e memórias. Será que queremos um Tietê em Londrina?
A instabilidade causada nas partes mais elevadas num lugar assim pode levar a deslocamentos repentinos causando, no geral, grandes tragédias. Os efeitos poluidores podem causar o fim da fauna e da flora do fundo dos rios e lagos por soterramento e levarem, com isso, a desequilíbrio na fauna e na flora nesses corpos d'água.
O que vemos no Igapó é um campo verdejante ou a ação devastadora do assoreamento? Ou o próprio assoreamento visto a olho nu? Vê-se também a morosidade da ação para evitar esse desastre ecológico e revitalizar o lago. Será que estão esperando o lago ser aterrado? Não numa ação drástica como há 16 anos, época em que foi aterrado um trecho do lago.
O Igapó é hoje Parque Ecológico Igapó, assim transformado graças à ação conjunta da sociedade civil e dos cidadãos de Londrina. Será que vamos começar a nossa mobilização quando for tarde demais, ou não será o momento de começarmos agora a questionar o que está acontecendo? Afinal, o Igapó é nosso, e o que queremos em forma de lago.
- MIRA ROXO, professora, Londrina
Antenas
Os transeuntes estão agitados, e não é somente pelo tempo estranho. De cada dez pessoas, a maioria alunos, que fazem o trajeto em direção a seus colégios Teotônio Vilela e Machado de Assis, em Sertanópolis, dez estão com a cabeça voltada para cima.
Não se fala em outra coisa na Rua Sete de Setembro: lá está ela, imponente, majestosa e soberba no alto de seus 50 metros de altura: a torre do celular está sendo instalada. Fica em um terreno alugado no ponto mais alto da área urbana, e é vista de vários pontos. À noite, sua luz sinalizadora vermelha, lá no alto, é o referencial de que o ''futuro já chegou''.
É a tecnologia chegando, com um certo atraso, às cidades pequenas do interior. Uns estão vibrantes pois já possuem o seu celular mas só o utilizam quando vão para os centros maiores. Refiro-me a poucas dezenas de pessoas que compraram há algum tempo, o sonho número um de consumo da maioria dos adolescentes.
Outros estão receosos. Como tudo o que é novo, dúvidas foram geradas e insegurança também. ''Será que isso faz mal à saúde?'' Parece-me que foi cogitado um abaixo-assinado, uma mobilização da turma dos contrários à instalação, especialmente por parte dos moradores da proximidade. Não conseguiram. Ela veio para ficar, e atrás dela, vêm outras.
Paralelamente à instalação dessa torre aqui na pequena cidade de Sertanópolis, nossa vizinha Londrina fez um plebiscito para decidir se deveria ou não vender sua empresa de telefone celular, a Sercomtel, devido à forte presença das concorrentes e de sua ''fragilidade'' enquanto empresa municipal. O resultado: a maioria optou pelo não.
Embora todos tenham sua opinião sobre o futuro da Sercomtel, o tempo irá dizer. Aqui, o tempo também nos revelará. Saberemos se ''todos'', até mesmo as classes mais populares, tiveram acesso ao tal celular, como profetizaram os mais otimistas e, se o telefone convencional foi condenado à extinção.
A exemplo de outras invenções que resistiram a novas tecnologias, pode ser que ele fique no nosso meio. No entanto, isso são apenas suposições e indagações. O certo mesmo, a história nos dirá.
- MARIA CLEONICE NEVES, professora, Sertanópolis
Focinheira
Fazemos referência à carta de Clauber Pizzolatto, publicada nesta seção, sob o título ''Focinheira'', na edição do dia 15. O leitor comentou a respeito da atual legislação municipal (em Curitiba) que determina o uso de focinheiras pelos cães de grande porte quando em público e sugeriu uma revisão da mesma.
Os curitibanos aceitaram bem a Lei das Focinheiras, que completou um mês no dia 15, não se registrando nenhum caso de notificação ou multa por desrespeito à legislação. A lei obriga o uso de focinheiras em cães de raças consideradas violentas ou de outras raças com peso superior a 20 quilos. Os proprietários de cães de grande porte foram orientados pelos fiscais e a prefeitura colocou placas de orientação nos principais parques, bosques e praças da cidade.
Sobre a sugestão de revisão da lei, a própria Folha publicou notícia no dia 14, informando que representantes de quatro entidades (Associação Amigo Animal, Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária, Clube das Pulgas e Kennel Clube de Curitiba) foram recebidos na Secretaria Municipal do Meio Ambiente, onde entregaram suas sugestões. Eles foram informados que antes da lei entrar em vigor a SMMA consultou especialistas em veterinária de Curitiba e o canil da Polícia Militar do Paraná.
Também foram informados de que já existe intenção de substitutivo à lei, de autoria do vereador Paulo Frote. A SMMA convidou os membros das entidades a participar de um grupo de trabalho a ser instituído para considerar as sugestões.
- SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, Curitiba
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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