O leitor escreve




Direitos humanos
Peço reconsideração da negativa de indenização fornecido por via telefônica pelo Dr. Rodrigo da Comissão Especial de Desaparecidos Políticos, referente a morte do ex-cabo do Exército, Victor Papandreu, nº 314, Lei nº 9140 de 04/12/95...
Justificativa: 01) existe local do crime; 02) existe criminoso vivo; 03) existe testemunha do crime; 04) a relatora do processo sra. Suzana Lisboa é pessoa leiga em leis não tem capacidade postulatória no direito positivo.
Solicito: 05) que seja ouvida a testemunha do crime Amilcar Lobo Moreira da Silva, residente e domiciliado a Rua Piúna, 135 - Oswaldo Cruz - na cidade do Rio de Janeiro (RJ); 06) que seja ouvido o ministro do Exército referente a ser ou não agente duplo o ex-cabo do Exército Victor Luiz Papandreu, que na época era integrante do Exército - parece que este detalhe influiu no julgamento. Poderia ser queima de arquivo?
- VALÉRIO PANPADREU, médico, Campo Grande/MS
Droga
Sugiro aos deputados federais do Paraná, integrantes da Comissão de Educação no Congresso Nacional, que apresentem emenda constitucional na lei 9.475, de 22-7-97, que dá nova redação à lei 9.394, de diretrizes e bases da educação. O objetivo faculta às escolas da rede pública e privada a realização periódica de palestras preventivas sobre drogas, haja vista o agravamento do problema com o aumento do consumo de entorpecentes. Para isso pode-se tomar como base a lei estadual 11.273-95, que estabelece a obrigatoriedade de palestras preventivas sobre drogas nas escolas estaduais. Ela foi idealizada por um estudante universitário e é importante para a sociedade, preocupada com o agravante problema das drogas. A partir daí vemos a importância da prevenção nas escolas, inclusive com apoio irrestrito dos pais dos jovens.
- ANTONIO CARLOS BASILIO DA SILVA, Curitiba
Contestação
O Governo do Estado do Paraná esclarece aos leitores desta coluna e ao sr. Lincoln Brasil e Silva, o qual declarou a este jornal que o artigo escrito pelo deputado oposicionista Luiz Claudio não tem a mínima procedência quanto à implantação da montadora Renault, pelos motivos que seguem:
Considera-se suspeita tal carta endereçada a esta coluna. Entretanto, em respeito aos leitores sérios deste prestigioso Jornal é que se dá a resposta devida, a qual não deixa de ser uma oportunidade do Governo do Paraná de bem informar a verdade aos respeitosos paranaenses:
Todos os atos do governo Jaime Lerner estão sendo feitos dentro da mais absoluta legalidade, e nem poderia ser diferente, pois as leis e principalmente o Direito Administrativo exigem transparência e legalidade nos atos de qualquer governante.
A competência e a capacidade do governador Jaime Lerner e sua equipe, no que diz respeito à industrialização do Paraná, já foi provada anteriormente quando Jaime Lerner foi prefeito de Curitiba e implantou (hoje com sucesso absoluto) a Cidade Industrial de Curitiba. Naquela época os mesmos ‘‘opositores de plantão’’ (dos esquemas de cartinhas anônimas) faziam crítica à Cidade Industrial da Capital, chegando até à alegação de que a área destinada às indústrias não passavam de um grande campo de golfe. Portanto, há um passado de realizações conhecidas dos paranaenses sérios que desejam o desenvolvimento do nosso Estado.
O governador Jaime Lerner em nenhum momento alegou que Curitiba não tem problemas, pois estes (os problemas) são o constante dos governantes comprometidos na solução efetiva da administração dos bens públicos na medida em que a sociedade evolui e surgem novas necessidades da população. Entretanto, é de se reconhecer que Curitiba é uma cidade referência em muitos aspectos, o que é reconhecido pelos brasileiros de outros Estados que em nossa capital aportam.
O projeto de implantação da montadora Renault (e todas as demais montadoras e outras indústrias) foi feito na mais absoluta legalidade e sob o amparo da lei do FDE - Fundo de Desenvolvimento Econômico do Paraná, cuja lei é muito antiga e sofreu inclusive alterações assinadas pelo ex-governador Requião, cuja lei ampara a dilação (ou postergação) do pagamento do ICMS às indústrias que se enquadrem nas metas do Governo do Paraná na geração de empregos, etc.
Os governos passados (os dois últimos) não se preocuparam em tirar o Estado do Paraná da dependência (quase que exclusiva) da economia agrícola, pois todos sabemos que a agricultura sofre de diversos males quanto à intempérie, preços, pragas, etc. Com a implantação destas indústrias, o Paraná entra no rol dos estados brasileiros industrializados e muda seu perfil econômico.
Quanto aos ataques pessoais à figura do governador Jaime Lerner, sabe-se que têm origem e marca registrada de produto feito sob encomenda dos inimigos do desenvolvimento do nosso Estado e saudosista de um estilo de governo populista no Paraná, cujo modelo atrasou por oito longos anos a economia paranaense.
- RUTH BOLOGNESE, chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Comunicação Social, Curitiba
Correções
Por erro técnico, a continuação da matéria publicada na página 4 da Folha da Sexta com o título ‘‘O que existe do outro lado do mundo?’’ foi publicada na página 20. E, no primeiro caderno da edição de ontem, foi publicada por engano uma foto do deputado Ricardo Barros no lugar destinado à foto do também deputado Abelardo Lupion.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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