O LEITOR ESCREVE
De tudo que tem sido publicado a respeito dos terríveis atentados de fanáticos nos Estados Unidos, algumas conclusões são bastante claras: 1) A condenação geral a todo e qualquer ato terrorista que ocorra onde ocorrer ou por qualquer justificativa (se é que se pode justificar uma ignomínia dessas); 2) A condenação do fanatismo, tenha qualquer origem, política, religiosa, étnica, racial ou outra; 3) Lembrar que os exemplos do passado antigo ou mais recente deveriam estimular os dirigentes das nações e todos aqueles que tenham influência sobre massas humanas, a procurar com todo o afinco os caminhos da paz e da concórdia; 4) Fica cada vez mais claro que a globalização, dita inevitável, precisa ser revista no sentido de encontrar meios de atender com mais equidade todos os povos, desde os mais ricos, que agora já não se sentem tão seguros, até os mais pobres que, melhor tratados, deixariam de odiar tanto a ponto de incentivar seus jovens a suicidar-se levando consigo tantas vidas inocentes.
Certamente a péssima distribuição de renda e riqueza no mundo tem contribuído para gerar discórdias que se transformam facilmente em ódio desmedido, estimulado pelo fanatismo. É certo também que a arrogância do atual presidente dos Estados Unidos, considerando-se detentor único do bem no mundo, em nada contribui para melhorar as coisas. As suas últimas atitudes seguramente demosntraram seu modo de governar como se fosse o único dono da verdade e, com isso, insuflando o povo norte-americano a se sentir superior ao resto da humanidade. Com certeza um pouco de humildade não lhe faria mal.
Tenho um filho com sua família trabalhando nos Estados Unidos, na Pacific Power, fornecedora de energia elétrica em boa parte da costa do Pacífico. Daí a preocupação dobrada. A verdade porém, é que a globalização chegou também ao terror. Queira Deus que tudo seja resolvido com muito cuidado e sem outros traumas.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Atentados (2)
Na semana passada, o mundo parou diante da ação terrorista palestina na América do Norte, principalmente nas cidades de Nova York e Washington. Os acontecimentos foram vistos pelo mundo todo, revelando a fragilidade e a vulnerabilidade do homem em poder conter o avanço do mal. Que o Espírito Santo console os corações da família americana enlutada e dê discernimento para suas futuras decisões. O acontecido pode desencadear uma crise mundial e trazer ao mundo consequências imprevisíveis.
Será que esse é um dos primeiros sinais do fim do mundo? No entanto, mesmo que haja uma Terceira Guerra Mundial, cremos que não acontecerá a destruição desse mundo. O projeto da criação de Deus é eterno, e sabemos que ele não vai mudar de opinião, pois ele não é filho de homem para mentir e nem para se arrepender. O que Deus prometeu na criação do mundo, no Éden, ocorrerá em breve, pois nenhum dos seus planos pode ser frustrado. Nossa terra será transformada por Ele, e Ele criará novos céus e nova terra na vinda do Senhor Jesus, e então haverá a restauração completa da paz no mundo.
Estejamos preparados para a volta de Jesus. Para que recebamos de Deus a cada dia o nosso sustento e o nosso fortalecimento espiritual, é necessário que busquemos nele, a fim de que nos seja aliviado qualquer sofrimento que passarmos até a volta de Jesus. Nesse momento da história, eu e você precisamos saber que além de esperar o Senhor, é hora de orar.
- FRANCISCO ANTUNES FILHO, reverendo, Londrina
Educação
A educação deve ser entendida como um ''exercício global da vida''. A escola precisa mais do que ensinar os conteúdos das disciplinas, precisa tornar-se um lugar de cultura viva que acolha toda a diversidade de relações presentes na realidade na qual está inserida.
Entretanto, sentimos que os órgãos públicos responsáveis pelo processo educacional não vêm respeitando os profissionais da educação e muito menos se preocupando com a qualidade do ensino público. Exemplo claro está no recente concurso público para seleção de candidatos à direção de escolas públicas do Estado do Paraná.
O Decreto 4.313 determina o ''teste eliminatório'' para os concorrentes. Entretanto, cumpre-nos questionar para em seguida solicitar o que segue: 1) Todo concurso público deve obedecer a legalidade e que além do decreto de instituição, deve haver critérios e diretrizes; 2) O decreto estipula teste eliminatório, mas não traça os critérios a serem observados; estes pelo menos não foram divulgados e nem chegaram ao conhecimento dos candidatos; 3) A confusão se tornou muito clara ao ser anunciado pela secretária de Educação, que a Universidade Federal do Paraná seria responsável pela elaboração das provas bem como sua aplicação. Mas, às vésperas do concurso, inexplicavelmente, a atribuição foi transferida para a Universidade de Pernambuco, o que nos causou muita estranheza; 4) A falta de diretrizes é gritante: exemplo claro foi a preocupação em apresentar número de concorrentes, tanto que profissionais lotados nos Núcleos Regionais de Educação foram impulsionados a se inscrever. Nada temos contra, desde que as regras do jogo estivessem definidas e delineadas.
Em vista do exposto, sentimos nossos direitos de trabalhadores da educação serem desrespeitados e dilacerados. Rasgaram o Estatuto do Funcionalismo Público, abusaram do poder que emana do Estado na função ora outorgada para brincarem com a lei, os sentimentos e o desrespeito a profissionais que há muito fizeram opções de suas vidas e vêm se dedicando à educação nas escolas públicas de nosso Estado. A secretária, em seminário em Faxinal do Céu, num ato de desrespeito, desqualificou os professores que não foram aprovados no concurso, taxando-os de incapazes e incompetentes, esquecendo que muitos deles estão à frente da administração de escolas que são exemplo para a educação pública do Estado.
A secretária não pode se colocar acima das leis, do profissionalismo e prejudicar pessoas que têm se dedicado à educação e à postura profissional. Para tanto, solicitamos: em que dia e mês foram publicadas ou divulgadas as diretrizes, os critérios para aprovação dos candidatos? Qual a nota mínima para aprovação?
- TILCE MARIA DE OLIVEIRA, professora, e outras 13 professoras e diretoras de escolas estaduais do Núcleo Regional de Londrina
Correção
- Na edição de ontem da Folha2 há as seguintes incorreções: na página 1, 70% dos recursos da Lei de Incentivo a Cultura de Londrina no valor de R$ 1,5 milhão serão destinados a projetos de até R$ 25 mil e não 70% dos projetos é que terão recursos até R$ 25 mil como foi publicado; na página 3, a tabela sobre venda de DVD refere-se a DVD/vídeo e não DVD e vídeo; na página 6, no título sobre a apresentação de Ray Connif em Curitiba, onde se lê ''faz o show de despedida a Curitiba'' o correto é ''traz show de despedida a Curitiba''.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





