Os norte-americanos não entendem a origem do terrorismo! Os EUA fizeram análise apropriada das causas do conflito entre árabes e judeus antes de tomarem partido e posição? O Antigo Testamento registra que o povo árabe sofreu um holocausto na chegada dos judeus à Terra Prometida, Canaã, há 5 mil anos. Segundo o Antigo Testamento, Moisés conversou com Deus e recebeu ordem para exterminar os madianitas e outros com a justificativa de que ''todo lugar que viesse a ser pisado pelos judeus lhes pertenceria porque se consideravam os únicos filhos de Deus''.

A Bíblia comprova também o holocausto em Jericó e nas cidades meridionais a Canaã. Depois ''o Exército judeu capturou a cidade de Maceda, devastou-a e exterminou todos os seus habitantes''. Igual destino tiveram as cidades de Laquis, Lebna, Hebron e Dabir.

Três mil anos depois disso, Jesus Cristo afirmou que ninguém tem o direito de matar e desapropriar metais preciosos em nome do Senhor. Foi crucificado. Dois mil anos depois de Cristo, os judeus foram acusados de racismo num congresso recente da ONU.

Os árabes eram um povo pacífico que vivia cantando e celebrando a vida. Os romanos, os turcos e os europeus ensinaram violência aos árabes. Os judeus, antes de matar, também foram mortos por outros? A Inquisição foi feita para matar judeus especuladores que praticavam usura? Se é verdade, a punição não foi exagerada? Eram os judeus ambiciosos em relação a outros povos? As repulsas não foram exageradas? Será que não pode ser criado um congresso mundial de debates sobre causas verdadeiras dos conflitos para lançar um movimento internacional onde cada um assuma sua parte da culpa histórica e faça compensações que tragam paz ao mundo?


- PEDRO MENDONÇA, Curitiba



Valor do voto


Com o advento da República, o critério renda foi suprimido para fins eleitorais, o que não modificaria praticamente a composição do eleitorado. Através da constituição de 1891, votariam os maiores de 21 anos, excluindo-se as mulheres, os mendigos, os analfabetos e os religiosos sujeitos a voto de obediência que importasse renúncia da liberdade individual.

A reforma eleitoral de 1932 manteve as exclusões. Trazia como novidades avanços significativos: o rebaixamento da idade mínima para 18 anos, o voto secreto e o voto feminino. Foi a Constituição de 1934 que consagraria, definitivamente, o voto feminino.

As Constituições de 1937, 1946, 1967 e 1969, em que pesem algumas modificações, sempre mantiveram o analfabeto excluído do processo político. A Constituição de 1988 traz algumas conquistas e avanços em relação ao voto: facultativo para os analfabetos, os maiores de 70 anos, os maiores de 16 e menores de 18 anos. Não podem se alistar como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório os conscritos. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos.

Na Constituição brasileira o voto é obrigatório. Mais que uma obrigação, votar é um direito que dá aos cidadãos a oportunidade de exercer a cidadania na sua plenitude. Esse voto que para nós, brasileiros, é uma obrigação. Ele tem também para nós, sociólogos, uma segunda premissa, que me parece mais profunda: é o de ser um direito. Reafirmo que o voto tem sua importância quando significa um gesto de participação dos cidadãos na construção política do seu país. E o exercício da cidadania tem sentido, quando os cidadãos querem decidir sobre diretrizes e princípios básicos, que irão nortear todo um conjunto de ações políticas, econômicas, sociais e culturais, que formam e dão o destino ideológico, assegurando a vida de um povo frente às demais políticas públicas.

Esse investimento na consciência política sobre o valor do voto, cria um instrumento de resistência e transformação da sociedade. As próximas conquistas em curso, com o voto e pelo voto será: o facultativo com participação e o distrital misto.


- ARTHUR A. DE OLIVEIRA NETTO, sociólogo, Londrina



Aposentados


Informações recebidas de Brasília dão conta de que lideranças nacionais dos aposentados movimentam-se junto ao Judiciário e ao Congresso, reivindicando novas diferenças em seus benefícios, bem como mudanças básicas na legislação complementar que regulamenta princípios constitucionais atinentes.

Em relação ao último reajuste concedido aos aposentados e pensionistas do INSS, duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adin) estão sendo propostas: pela Federação dos Aposentados do Rio de Janeiro (Faaperj) e pela OAB-SP, questionando a legalidade do decreto-lei nº 3826/01, que determinou a aplicação do percentual de 7,66% aos segurados que recebem acima do salário mínimo.

Ocorre que aos beneficiados com valores até o salário mínimo, que é também o piso das aposentadorias, a atualização foi de 6,0% como reajuste, e 12,46% a título de aumento real. Conforme a Medida Provisória nº 2142, com esse procedimento, o governo tratou de forma desigual beneficiários de um mesmo sistema, caracterizando manifesta discriminação.

Concomitantemente e em um contexto mais abrangente, articula-se campanha de caráter nacional com a finalidade de alterar os fundamentos da política que trata dos reajustes anuais da classe, cuja defasagem de valor ja vai além dos 40%.

Trata-se de projeto de lei complementar de inciativa popular, que será levado ao Congresso brevemente, o qual estabelece novos critérios de atualização do valor real das aposentadorias e pensões, cujo aviltamento já se tornou uma rotina anual.

Reafirma-se a necessidade de continuada organização, união e mobilização constante da classe, tendo em vista fortalecer nossa representatividade perante os poderes de decisão política do atual sistema.


- MOACYR PIANTAVINI, Londrina



Qualidade


Gostaria de parabenizar a repórter Cristina Cortes por seu brilhantismo ao abordar o assunto café, na edição da Folha Rural do dia 15. De forma clara, objetiva e corajosa, ela aborda temas mais do que oportunos, que é a honestidade que deveria existir por parte da indústria para com o consumidor.

Para se tomar um bom café, temos que consegui-lo através de produtores que torram e moem sua produção, vendendo direto ao consumidor. Nos mercados, graças à infame guerra de preços, não se consegue produto com aroma, corpo e sabor. Nos restaurantes, o cafezinho estraga a satisfação de uma boa refeição.

A indústria está dando um tiro no pé. Ao oferecer robusta sem qualidade, está criminosamente enganando o consumidor, estragando seu paladar, diminuindo o consumo e o afastando do produto, afetando setor importante na economia do Estado e do País.

Como fazer com ''aquela coisa'', embalada a vácuo, que enganosamente chamam de café? Por isso é necessária a rotulação e fiscalização com contraprova por órgão do governo que tenha poder de polícia para aplicar as punições cabíveis.


- ILTON HINTZ, Londrina


Correção

- Diferentemente do que foi publicado ontem na carta do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco Galli, o percentual das exportações paranaenses geradas a partir da agropecurária é de 52%.


- Em título de notícia publicada na página 3 de ontem, o correto é que o senador Renan Calheiros foi indicado pelo PMDB para concorrer à sucessão de Jader Barbalho na presidência do Senado.






- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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