Agricultura


Há muito tempo os produtores rurais vêm fazendo importantes alertas que, infelizmente, não são ouvidos pela classe dirigente. Um desses exemplos é a política equivocada de concentrar todos os esforços, financeiros inclusive, na atração de indústrias com perfil muito diferente do Paraná. A vocação de nosso Estado sempre foi a agropecuária. Isso está claro no desempenho do setor: 9,52% das exportações paranaenses são geradas a partir da agropecuária. Com terras tão férteis e produtores tão competentes, não é preciso ser um expert para saber que o grande trunfo que o Paraná possui para se tornar um Estado mais forte, gerar empregos, aumentar as exportações, melhorar a renda e a qualidade de vida da população está no agronegócio.

Em entrevista a este jornal critiquei a política adotada no Paraná, a crença de que seria possível alterar com a caneta, no papel, o perfil de um Estado. Apresentaram à opinião pública um belo futuro: o Paraná viraria um pólo automotivo com milhares de empregos sendo gerados indiretamente. Hoje, o fechamento da Chrysler, as demissões de centenas de pessoas, a falência de pequenos empresários que apostaram tudo no sonho automotivo abrindo negócios indiretos, infelizmente, confirmam o que os produtores rurais paranaenses sempre souberam.

Outro exemplo dos alertas feitos pela classe produtora rural diz respeito ao MST. Foram muitas as denúncias apresentadas com relação à violência cometida pelo movimento. Os integrantes que se recusam a continuar invadindo terras sofrem sérias represálias. A notícia publicada por este jornal mostrando a expulsão de membros do movimento na região de Arapongas comprova que o MST não quer produzir. A invasão é tão-somente um instrumento político.

Por tudo isso nos questionamos: por que os produtores rurais paranaenses não são ouvidos? Uma das respostas está na falta de união. O dia em que os produtores rurais acordarem como classe e perceberem sua importância do ponto de vista econômico e social, será muito difícil a qualquer governante ignorar os anseios, alertas e o bom senso do homem do campo.


- FRANCISCO LUIZ GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina



Lixo


Vamos ver as vantagens que podemos tirar do lixo. Imprensa, escolas, associações de bairro podem oferecer idéias. Podemos, desde já, fazer muito para melhorar a nossa vida sem depender exclusivamente das iniciativas públicas. Adote um carrinheiro: pergunte ao carrinheiro que anda na sua rua, o que ele recolhe de material e deixe isso separado e limpo. Quanto melhor atendidos os carrinheiros, mais podemos exigir que eles se organizem e menos lixo irá poluir o ambiente.

Enterre cascas e resto de comida no quintal da casa: não podemos esquecer do catador do lixão ou aterro que também vive de reciclar. Tem catador que consegue tirar 10 toneladas por mês de material aproveitável do lixo. Para evitar moscas, mau cheiro e aumentar o rendimento do catador, basta separar e enterrar no quintal da nossa casa cascas, restos de alimento e tudo que vira adubo. Para fazer um buraco na terra, a broca ou trado de pedreiro é uma ferramenta eficiente e de baixo custo. O buraco, enquanto sendo enchido com lixo orgânico, deve ficar totalmente tampado com uma pedra chata.

Produza menos lixo: somos campeões do desperdício. Assim, como somos obrigados a encurtar o banho em época de apagão, vamos planejar melhor nosso consumo, sem prejudicar o padrão de vida. Mais frutas, hortaliças e legumes da época, mais materiais biodegradáveis de fontes limpas e renováveis. Descubra os benefícios de leis novas: pilhas usadas que contêm metal pesado, pneus velhos e embalagens de agrotóxicos, devem ser devolvidas por lei para o fornecedor ou a loja onde compramos o produto.

Seja criativo: as grandes tecnologias para o lixo não têm resolvido o problema. Experiências pequenas e bem sucedidas são mais aceitas pela população. Por exemplo, no Brasil, o carrinheiro e o catador são objetos de estudo de universidades e referência de como melhorar a gestão do lixo também para países do Primeiro Mundo. Invenções e iniciativas, novos materiais biodegradáveis e campanhas de evitar desperdícios, podem revolucionar nossa postura diante o lixo.

Mãos à obra e vamos parar de agir como se o seu lixo fosse um problema para os outros resolverem.

- DANIEL STEIDLE, ambientalista, Rolândia



Segurança


Fiquei estarrecido com a notícia publicada na Folha no dia 9, quando o nosso delegado (de Londrina) esclareceu publicamente que os marginais levam o seu carro em 7 segundos, com o carro tendo ou não acessórios de proteção contra roubos. Onde encontraremos segurança se os larápios estão fazendo mestrado e criando organizações mafiosas contra o cidadão brasileiro já cansado desta situação calamitosa?

Dias atrás fui ''visitado'' em minha residência, de onde havia me ausentado por alguns minutos. Fiquei muito triste e zangado por ter a minha residência invadida e saqueada por estes ladrões, mas isto despertou em mim um sentimento de nacionalismo. Sou londrinense nato, cumpridor dos deveres de um cidadão brasileiro e mereço proteção assegurada no Código Civil. Assim como eu fui violado em meus direitos, várias pessoas do mesmo bairro estão tendo as suas residências saqueadas diariamente e sofrendo traumas irreverssíveis. Muitas delas estão vendendo as suas residências por preços irrisórios e se mudando para apartamento, pensando lá encontrar segurança.

Procurei as autoridades competentes, registrei boletim de ocorrencia, mas até agora fiquei só no prejuízo. Será que terá que acontecer algo pior para que as autoridades de Londrina despertem e procurem melhorar a segurança de nossa cidade? Melhor é precaver do que remediar, como aconteceu em Nova York.


- HAMILTON JUSTI DE CARVALHO, cirurgião dentista, Londrina



Colônia


O Brasil conseguiu sua independência de Portugal, e passou a ser colônia dos Estados Unidos. Não é engraçado? FHC, representante legal do FMI, conseguiu acabar com esse País. Salve-se quem puder.


- LAERCIO PIRES CARDOSO, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br


- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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