O LEITOR ESCREVE
Atentados
Arrepia-nos observar o comportamento da humanidade. Se pensarmos que o homem foi a parte da criação de Deus que Ele mais admirou, dizendo que era muito bom, é desolador pensar que essa mesma criação está se destruindo. O ódio, a ganância, a ambição e a falta de amor por si mesmo, estendendo-se ao próximo, têm levado a humanidade ao cúmulo de atentar contra a mais admirada criação de Deus. É hora de rever nossos valores.
Para milhares de pessoas que enfrentaram o trágico dia 11 de setembro nos EUA, certamente os valores hoje são outros. A perda de um ente querido, de segurança, estabilidade financeira, leva-nos a refletir. Mas será que precisamos passar por experiências como essa para mudar nossas atitudes? Não é hora de fazer despertar em cada um de nós o valor do ser humano?
É preciso que essa geração seja direcionada para o serviço em prol da dignidade humana, usando os recursos tecnológicos para salvaguardar a humanidade e não para destruí-la. Muitas vezes achamos que pelo fato de estarmos colaborando na educação secular do indivíduo, ajudando na conquista de um diploma, já estamos fazendo nossa parte. Porém, vemos que a destruição da humanidade, geralmente não parte dos fracos e oprimidos, mas sim, de pessoas diplomadas que usam de sua intelectualidade para destruir.
O que está faltando então? A educação secular, sozinha, não dá conta. É importante que paralelamente a ela sejam incutidos em nossos jovens o respeito pela criação e a necessidade que todos temos de ser respeitados em nossos ideais. Não diríamos somente conhecer a Deus, pois muitos, em nome Dele, fazem barbáries. É preciso que se faça brotar o temor a Deus no coração de cada ser humano. Entendemos que essa é a única força capaz de frear a violência. O caminho para que a humanidade resgate a dignidade.
- IONICE RAFAELLI ZUIM, professora, Mandaguari
Rodovias
Que o Paraná é um grande celeiro de grãos nós sabemos. Mas roça nas rodovias, como na PR-218, só acontece aqui, com o descaso do DER e dos gestores do IPVA do Estado. Além de cobrarem antecipado, eles também gastam antecipadamente esses recursos, ficando as estradas ao deus-dará. A imprensa tem sido a voz daqueles que se utilizam das precárias estradas para escoarem sua produção. Agora com a cultura de banana, cana-de-açúcar e mandioca em suas crateras, quem sabe na colheita os agricultores executem os tapa-buraco. Bons tempos aqueles em que o IPVA era conforme o final a placa e do mês para o recolhimento, e seus governantes mantinham a malha estadual de estradas conservada, sem precisar de pedágio.
- JOSE PEDRO NAISSER, Curitiba
Copel
Como cidadão, venho exercer o meu direito de me expressar a respeito dessa tão polêmica venda da Copel. Como paranaense que sou, nascido e criado nesse belo Estado, quero lembrar a esse governo que não só eu, mas todos aqueles que aqui chegaram migrando de outros lugares, temos o direito de decidir se queremos ver nosso patrimônio dilapidado. Lembro a esse governo que ele foi eleito por esse povo como seu representante legítimo e que depositamos nele todas as nossas esperanças de um Paraná melhor, e isso por duas vezes, uma vez que o reelegemos.
Quando o conduzimos ao poder lhe demos o direito de nos representar, mas não de decidir por nós, principalmente em um assunto que pode nos prejudicar seriamente. Nosso voto não dá a ele e a nenhum deputado, o direito de fazer e desfazer do nosso patrimônio. A maioria do povo paranaense que os colocou no poder tem uma idéia diferente da sua, pois acredita que a venda da Copel não é viável para o Paraná. Podemos tomar como exemplo a venda do Banestado que só trouxe desvantagem para o Paraná.
Acredito que a venda da Copel trará muitos prejuízos ao povo paranaense. Prejuízos financeiros e sociais, pois temo que aconteça uma grande taxa de desemprego, como aconteceu no caso da venda do Banestado, quando vários pais de família ficaram sem seus empregos. Gostaria então que a exemplo do que aconteceu em Londrina na ocasião da venda da Sercomtel Celular, o governo viabilizasse ao povo, através de um plebiscito, o direito de decidir o que deve ser feito com a Copel.
Tenho acompanhado pelos noticiários que se a Copel não for vendida, outras empresas entrariam no Estado para concorrer e ofereceriam energia mais barata. Sinto muito, mas acho isso quase impossível, pois como uma empresa privada poderia oferecer energia mais barata? Uma empresa privada se preocupa com o povo? Por que então vender uma empresa que está dando lucro e vem satisfazendo seus usuários?
Peço encarecidamente a todos os paranaenses que amem seu Estado, que se manifestem e exijam o direito de decidir o que fazer com essa empresa que de certa forma, é a menina dos olhos do Paraná.
- MAURO PINTO FERREIRA, Londrina
Democracia
A reportagem ''Ato anti-Lerner custa cargo de vereador'', publicada na Folha do dia 13, apresentou mais uma jogada suja do grupo ''lernezista'' que oprime, veta, bate e agora caça mandatos. Uma população paranaense saturada não aguenta mais esse governo que vira as costas para o povo em troca de dinheiro e prestígio. Não é de hoje que o governador e sua equipe traçam meios de calar a voz do povo. O vereador de Arapongas Sérgio Onofre (PMDB) está sofrendo na pele por ter ouvido a povo; os professores da rede estadual, que militam contra o governo, estão sendo retaliados, não podendo participar das eleições para diretores nas suas escolas. Já passou da hora desse grupo ''lernezista'' estudar história e ver que no Brasil a ditadura já acabou há bastante tempo. É agora o momento certo de jogarmos ovos podres onde o governador ou algum de sua equipe estiverem, e em 2002 materializarmos nossa indignação através do voto.
- ANDRÉ GUIMARÃES, secretário de comunicação do Grêmio Estudantil do Colégio Beahir Edna Mendonça, Londrina
Conciliação
A Comissão de Conciliação Prévia Trabalhista, que está atuando desde 1º de agosto do ano passado e que já atendeu a mais de 1.300 demandas trabalhistas, vem apresentando um índice de conciliações de ordem de 78% sobre o total de tentativas efetuadas.
Em todas as áreas do comércio cujos sindicatos representantes de empregados e empregadores aderiram à Câmara, a ausência dos empregadores tem sido uma das mais elevadas do Estado, conforme estatística das atuações de todas as comissões já instaladas no Paraná. Acreditamos que isso se deva em parte à desinformação dos empresários acerca da comissão de Conciliação Prévia pela Lei Federal 9.958/2000. A ignorância quanto a eficácia geral e libertatória dos acordos firmados perante as comissões é o principal motivo.
Consideramos a Comissão de Conciliação Prévia como a solução dos conflitos trabalhistas, onde seu poder de decisão pode imperar. Se falhar a tentativa, a reclamação irá à Justiça e a solução do problema dependerá do juiz. É importante ressaltar que o sucesso do acordo não depende do advogado, fazendo deste dispensável. Ou seja, muitos dos acordos foram alcançados mesmo sem a presença do advogado, a eficácia é a mesma.
- SINÉSIO SCUDELER, presidente do Sindicato Patronal do Comércio Varejista, Londrina
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





