O leitor escreve
A Bíblia
No segundo domingo de dezembro comemora-se o Dia da Bíblia. Neste ano não houve manifestações públicas. O lendário Papai Noel, a tradicional festa natalina e a corrida comercial envolveram a todos e o mais importante e admirável livro da terra ficou no esquecimento. Aliás, este livro, que pode salvar vidas, sempre foi menosprezado por muitos que se dizem cristãos.
Foi com inspiração divina que vários autores, em tempos alternados, puderam compor o livro mais perfeito da humanidade; o mais divulgado e o de maior circulação em toda história. Nenhum outro foi traduzido para tantas línguas. Sua leitura inspira um viver de pureza, direciona o homem num caminho reto e dá a paz tranquila aos que crêem. Entre milhões de livros já escritos, nenhum outro tem poder de mudar comportamentos; nenhum outro satisfaz o desejo da alma. Já na antiguidade dizia o Rei Davi: Tua palavra é lâmpada para meu caminho (Sal. 119:105). A Bíblia oferece orientações eficazes, poderosas e transformadoras capazes de solucionar os problemas que afligem a família e a sociedade; Proporciona a todos o livre arbítrio da vida ou da morte eterna. Todavia, os humanos, em sua maioria, envolvidos nesta vida, continuam a ignorar e inadvertidamente não se preocupam com a vida eterna.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina
As cigarras do campus
Nasci no campo e vivo parte do tempo no campus da nossa UEL. Desde cedo aprendi a analisar a natureza e suas mutações. Outro dia, não me contive. Sentei-me num dos bancos da passarela e fiquei ouvindo o canto sinfônico das cigarras do campus. Quanta beleza, quanta harmonia, quanta sublimidade. Desafinação? Nem pensar. A Sinfônica da UEL veio de inopino à minha mente. Imaginei a diferença entre as duas orquestras: a da UEL depende de estudo aprofundado e treinamento contínuo de suas figuras e do maestro para proporcionar a excelência das apresentações; a das cigarras, sem maestro, desempenha orquestração inata. Será mesmo que não existe um maestro para puxar com sua batuta as figurantes cigarras, marcando, por exemplo, compasso para a primorosa execução de obras musicais por esses insetos?
Continuei no meu banco, quieto, em silêncio profundo e em estado de contemplação. Fui, aos poucos, ficando envolvido, ante a beleza indescritível da apresentação. Diria, com mais ênfase e propriedade, em estado de êxtase. Por pouco não fui levado a experimentar o polêmico fenômeno da levitação. Tudo, confesso, em razão da excelsa sinfonia do canto das cigarras do campus, que me foi dado ouvir até o terceiro acorde. Deixei, quase sem saber porque, o banco, recordando, nesse instante, de uma bela passagem em que Goethe sentiu diante da estréia da sinfonia nº 5, de Beethoven, quando, após o último acorde, não encontrava sua cabeça sobre a qual repousaria seu chapéu, tamanha a emoção que a novidade do gênio Beethoven lhe causou. E pensar que após a sublime execução musical das cigarras do campus, elas, como que cumprindo uma divina missão, explodindo, morrem com o último canto e para sempre. Mas não há porque lamentar esse tipo de morte: as cigarras têm uma morte muito feliz! Morrem sempre cantando e, curiosamente, sempre antes do pôr-do-sol, por certo para não bater de frente com a escuridão da noite. Ouçam com ouvidos de ouvir, as cigarras do campus. Deixem que sua melodia os conduza à paz e à tranquilidade do campo. Ano que vem, por seguro, outras serão as cigarras do campus, as quais, sem quebra do ciclo da natureza, oportunizarão novos momentos de reflexão e deleite, fundados na arte de combinar os sons de modo agradabilíssimo aos nossos ouvidos.
- JOSÉ ALVARES DELFINO, professor na UEL .
Ferroeste
Em relação às declarações do deputado estadual Irineu Colombo, a respeito da suspensão da liminar no caso do leilão da Ferroeste, cumpre, a bem de resguardar a verdade, esclarecer o público que: O recurso de agravo de instrumento referido, com pedido de suspensão dos efeitos da liminar, foi interposto pela Ferroeste, pessoa jurídica de direito privado. O pedido de suspensão de medida liminar foi apresentado pelo Estado do Paraná, pessoa jurídica de direito público interno, através de seu Procurador-Geral. As medidas são de competência do Tribunal Regional Federal. Estes pedidos judiciais não se excluem e não há qualquer óbice de que sejam apresentados simultaneamente.
Portanto, as alegações feitas pelo deputado Irineu Colombo de que haveria má-fé por parte de procuradores do Estado são destituídas de qualquer fundamentação jurídica, revelando desconhecimento do andamento judicial da questão e da legislação processual brasileira. As medidas judiciais adotadas pelo Estado do Paraná foram, conforme acolheu o sr. Presidente do TRF, no sentido de evitar dano grave na economia do Estado do Paraná, uma vez que não haveria, nem haverá, com a realização do leilão, transferência do patrimônio público a particulares, como equivocadamente pretende fazer crer o deputado. Ressalte-se, ainda, que o professor Romeu Bacellar Filho e o sr. Ari Bueno não são procuradores do Estado do Paraná, destacando que o primeiro é advogado contratado pela Ferroeste, e o segundo não é subscritor de qualquer medida judicial em nome do Estado ou da Ferroeste.
- LUIZ CARLOS CALDAS, procurador geral
do Estado.
Boas Festas
A Folha de Londrina agradece e retribui os votos de Boas Festas enviados pelas seguintes pessoas e empresas: Rede Bourbon de Hotéis, José Cloc, Wizard Idiomas, equipe da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, TV Coroados, AD Videotech, delegados Nasser Salmen e Geane Felício dos Santos, escrivães Ivo, Elaine e Geraldo; investigadores Plínio, Souza, Osni, Botini, Ananias, Hamilton e Ângela; e Valcir e Montagnini, membros do serviço reservado da Polícia Militar, lotados na Delegacia de Polícia de Cambé; José Maria Ferreira, Ibiporã; Caterpillar; Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade de Londrina, Dilceu Sperafico; Selema Veículos Ltda., Ourinhos; Sueli de Souza Baptisaco, diretora da Rebouças; Associação das Senhoras Voluntárias do Hospital Universitário de Londrina, Cólor Painéis Ltda., Associação de Ensino Novo Ateneu, Ywao Miyamoto, Âncora Publicidade, Anibal Khury, Luiz Carlos Salvaro, Bamerindus, Jabur Toyopar.
Correção
A primeira página da edição de ontem chamou para o artigo de Carlos da Silva quando, na realidade, deveria chamar para o de Gilberto Santos.





