O LEITOR ESCREVE
Atentados (1)
O mundo se encontra perplexo diante do atentado ocorrido ontem nos Estados Unidos. Chamam atenção a gravidade do episódio, o número de vítimas, a fragilidade do sistema de segurança da mais potente nação do planeta e a dificuldade de saber quem são os responsáveis pelo maior massacre ocorrido nas terras americanas.
De repente o barulho, o grito, a indignação, o sofrimento, a dor e o medo. São inúmeras vítimas, inocentes, mortas sem a menor piedade, às vezes sem a dignidade do reconhecimento. Mortas pela estupidez de um sistema que não mais corresponde aos anseios da população mundial. Mortas sem a menor justificativa. Mortas pelo desejo da guerra, em que o presidente americano se preocupa com antimísseis, em vez de preocupar-se com a miséria que assola o mundo. O chefe maior do Estados Unidos prega o armamento, gerando assim altos lucros para as indústrias bélicas do seu país.
O mundo, paralisado, vê-se diante do iminente risco de reações mais drásticas por parte do poderio bélico americano e a consequente guerra que pode alastrar-se mundo afora. A hora é de muita cautela para não iniciarmos, a partir dessa data, uma guerra na qual quem sairá perdendo são sempre os que nenhuma culpa têm. A guerra não cabe no milênio da paz.
Garantir a soberania dos países e a vidas das pessoas deve ser a meta dos nossos representantes. Mudemos nós, porque a história não muda. Não podemos ficar reféns da guerra, do cabresto econômico e da ganância de alguns poucos e pagar com a vida de pessoas inocentes. A Lei de Talião não pode imperar: o olho por olho e dente por dente faz parte do passado longínquo e de triste memória. Vamos acender a chama da paz, aquecer o coração e vier sobretudo dentro do que ensina a palavra de Deus.
- HENRIQUE BARROS, economista e vereador, Londrina
Atentados (2)
Pode não ser verdade, mas é no mínimo interessante: ''Na Cidade de Deus haverá um grande trovão, dois irmãos serão separados pelo Caos; enquanto a fortaleza resistir, o grande líder sucumbirá. A Terceira Grande Guerra começará quando a grande cidade estiver queimando.'' (Nostradamus, 1654)
- FRANCISCO JOSÉ DE BARBA, analista de sistemas, Videira (SC)
Atentados (3)
Sejam todos ''bem-vindos'' a um novo milênio. Existia um tipo de mundo até às 9 horas da manhã de ontem e, agora, sejamos firmes e ao mesmo tempo abertos para esse estranhíssimo ''novo mundo'' que se descortina, comemorado por intolerantes, ceifando milhares de vidas, assassinadas enquanto trabalhavam pela prosperidade de si próprias e de suas famílias, de suas empresas e de seus países. Muito mais reflexão, mais discernimento, mais paciência e fundamentalmente mais cultura aos que ficam e, espero, paz àqueles inocentes que se foram. Só espero que não precisemos nos juntar à eles, para que consigamos a nossa, tão logo.
- CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ, arquiteto, Londrina
Hospitais
Os hospitais, em sua absoluta maioria, são autênticos centros de vida que praticam a ciência do amor. Qual a missão maior do que aquela de buscar a cura física, salvar a alma, aliviar o sofrimento integral do semelhante? Por isso, médicos, profissionais da saúde, gestores e funcionários que exercem atividades na área da saúde precisam viver e disseminar a cultura impregnada por valores humanos e éticos.
''Eu vim para servir'', disse o filho de Deus, e o mesmo devemos continuar fazendo. A riqueza do coração é bem maior do que a riqueza material. Na simplicidade, modéstia, humildade e afabilidade, tanto quem assiste quanto os assistidos em um leito pode elevar a espiritualidade.
Sempre é oportuno refletir que toda ação realizada com má vontade pelo profissional de saúde ou funcionário de hospital pode aumentar infinitamente a dor de quem está sofrendo ou de quem acompanha o doente.
A qualidade é uma atitude do coração e da vontade interior conjugada à ação exterior. O verdadeiro cristão é o futuro cidadão do céu que atua corretamente na terra, em outras palavras, é o profissional que progride para Deus.
- IRMÃ LOURDES MARGARIDA THOMÉ, Curitiba
Educação
Informações públicas do Ministério de Educação (MEC) divulgam, com forte ênfase, que nos últimos quatro anos aumentou o índice de escolaridade da população brasileira. O governo federal tem por objetivo mostrar que a principal causa é a competência da atual política educacional no Brasil. Não é preciso dizer que todos esses recursos destinados ao setor de ensino privado, têm origem pública. Como muitos já disseram e com razão: é impossível fazer da educação um produto para o mercado lucrativo.
O comércio em geral é o caminho mais curto para se atingir o lucro, mas a educação não figura no rol de produtos comercializáveis, pois depende de um trabalho sistemático e duradouro, que somente um Estado forte, enquanto coletivo organizado, pode suprir de forma satisfatória e permanente. E isso só acontece, se existir governante compromissado com o bem-estar de seu povo. Caso contrário, ficaremos com o faz-de-conta para agradar às estatísticas e aos parceiros internacionais.
- NELSON MARTINS GARCIA, professor universitário, Maringá
Apoio
Vimos através dessa agradecer o apoio e colaboração da Folha na 3 Semana da Psicologia: ''A práxis da psicologia temas emergentes'', que foi realizada no Hotel Sumatra, nos dia 24 e 25 de agosto. O evento obteve o sucesso esperado.
- JOSÉ ANTÔNIO BALTAZAR, vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia 8 Região, Londrina
Correção - A Folha errou ontem ao informar o nome do professor de Direito da UFPR que obteve liminar para que a universidade lhe garanta condições de trabalho. O nome do professor é Luiz Alberto Machado e não Luiz Edson Fachin, como foi publicado. Fachin é diretor do curso de Direito da UFPR. A Folha pede desculpas pelo equívoco.
- O torneio de atletismo disputado no fim de semana em Maringá, válido pelos Jogos da Juventude do Paraná (JOJUPs) não teve um campeão geral. Paranavaí ficou com o título no masculino e Campo Mourão, pela quarta vez, ganhou no feminino.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





