O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Parabéns ao HU
Por ocasião de enfermidade em pessoa de nossa
família, tivemos oportunidade de acompanhar com que dedicação e carinho são tratados os pacientes internados no Hospital Universitário de Londrina. Sinceramente, em determinados momentos, ficamos até emocionados.
Diante do que presenciamos, queremos de público expressar nossos agradecimentos aos médicos, acadêmicos e funcionários, pela maneira com que realizam seu trabalho. É gratificante saber que o ser humano ainda é merecedor de consideração e respeito, mormente nos momentos finais de sua caminhada aqui na terra. Olhamos para o alto e pedimos ao nosso Criador que derrame sobre todos aqueles as mais copiosas bênçãos, lembrando sempre que aquilo que fizerdes a um destes meus pequeninos, é a Mim que estarão fazendo.
- JULIANA CSUCSULY BARROS, Londrina
Libertinagem
Parabenizo o deputado federal Hermes Parcianello pelo artigo publicado no Espaço Livre, deste jornal, pela sua coragem em opinar sobre um tema tão polêmico, que é a libertinagem nos meios de comunicação. O deputado lembra bem que a celula mater de uma sociedade é a família. A falsa cultura, alicerçada na libertinagem, destrói nossas famílias e a juventude brasileira, cabendo a todos os segmentos da sociedade iniciar uma campanha de resgate para salvar o nosso País, que está à beira do caos. É necessário uma fiscalização adequada nos meios de comunicação visando coibir os excessos de liberdade que ocorrem no cotidiano.
- JOSÉ ROBERTO MOREL, delegado da Polícia Federal, Londrina
Segurança pública
Em tempo algum nos deparamos com a atual e caótica situação da segurança pública. Parece que a vida humana pouco ou nada vale. Onde foram parar aqueles valores que povoam e enobrecem a generosidade da alma humana? Se para algumas pessoas o direito à vida não tem qualquer sentido, para o Estado, pela sua própria razão de ser, deve ser erigido o primeiro e mais sagrado dos direitos fundamentais. Assim, para não se incorrer em contradição e inaceitável desvio de finalidade, providências urgem. Afinal, um amontoado de pessoas que denominamos nação um dia se organizou política e juridicamente para formar um ente, protetor maior, denominado Estado. Era isto que a vocação coletiva aspirava: o Estado na terra e Deus no céu.
Não podemos exigir que todos atribuam para a vida humana um mesmo e sacro valor. De um menino de rua, de um mendigo, de desvalidos, enfim, para os quais as próprias vidas têm um valor ínfimo, próximo do nenhum, a situação é uma. De autoridades da nossa República, porém, pessoas selecionadas e mantidas pelos encargos e ingentes esforços comuns, devemos cobrar com rigor absoluto e intransigente esse dever de proteger a vida de pessoas envolvidas em crime ou não. Referimo-nos, evidentemente, às armadilhas a que estamos todos expostos, das desastrosas abordagens policiais. Sem nenhuma técnica e com a sensibilidade de uma locomotiva, desgovernada e sem freios na descida, sucedem-se os banhos de sangue. Um enganinho aqui, outro acolá, um pastor..., alguns estudantes..., um delegado de polícia ou mesmo um deputado federal (rumoroso engano que culminou com a morte de Alencar Furtado). Parece que esses episódios nenhuma lição ministraram aos detentores do poder.
Autoridades públicas têm feito visitas fúnebres para famílias vítimas. Enérgica providência não se adote, em breve haverá que se instituir uma secretaria para assuntos fúnebres... inclusive constando do protocolo a forma com a qual o secretário especial se dirigirá aos familiares: Matamos, você nos desculpa?. Se o governo nada faz, classicamente cabe recurso ao povo. Se a situação não for revertida vamos ter que fazer uma revolução para depor o Estado delinquente e construir outro com sesus escombros? Sugestão de slogan: Para que nossos filhos não morram amanhã, vamos lutar e morrer hoje... (Isto nem combinaria com o Brasil.)
- ELIAS MATTAR ASSAD, Curitiba
Cumprimento
Gostaria de parabenizar o jornalista Nelson Capucho pela crônica Segurança, publicada sexta-feira (8/8) na Folha. Tudo que ele conta ali é bem verdade. Comigo aconteceu a mesma coisa na semana passada, em São Paulo, numa agência da Caixa Econômica Federal. Fui tirando tudo de dentro da bolsa e mesmo assim não conseguia prosseguir por aquela terrível porta giratória. Ameacei até colocar a minha bolsa inteira dentro da caixinha, mas o guarda disse que assim não podia ser.
Finalmente peguei só o carnê do IPTU e o dinheiro para quitá-lo e deixei meu namorado do lado de fora do banco segurando minha bolsa. É claro que também houve a cena da fila imensa querendo entrar e outra querendo sair. Falando agora do embaraço - meu rosto queimando de raiva, o suor escorrendo -, meu consolo foi ver que todos que vieram atrás de mim também ficaram enroscados, depositando na caixinha chaves de carro, guarda-chuvas e sombrinhas, os documentos da pasta de um boy (que talvez estivessem presos por clips).
Talvez tudo isso seja uma estratégia para deixar o cliente tão bravo com a porta, que acabe se esquecendo de reclamar de todos os impostos cobrados por eles. Mas tudo bem. Ao final da história, aguardei na fila novamente para sair porque alguém estava preso na entrada. E meu namorado lá fora, com minha bolsa a tiracolo, sendo apreciado pelos passantes.
Ah! Não consegui pagar o IPTU porque o banco não tinha convênio com a regional daqui.
- CARLA MARIA DOS SANTOS, de Londrina





