Transgênicos


A engenharia genética, uma das maiores conquistas da ciência dos últimos tempos, tem provocado acalorados debates entre cientistas, ecologistas, religiosos. A grande polêmica hoje gira em torno dos transgênicos, sementes com seu genoma alterado pelo homem, que além das incógnitas científicas e ecológicas, alcançam a saúde humana. Cientificamente ainda não se comprovou a nocividade desses produtos aos seres humanos, porém existem suspeitas de vítimas de tais alimentos nos continentes europeu, asiático e outras regiões.

Experiências realizadas no Sul da Ásia e regiões vizinhas, nos anos 60 e 70 (a popular ''Revolução Verde''), não trouxeram bons resultados. Ou melhor, elas foram desastrosas em todos os sentidos, pois além de proliferarem determinadas pragas (nas culturas), os nutrientes dessas sementes, no caso o arroz, reduziram-se a metade, causando grandes transtornos para a população.

Os europeus, assim como os japoneses, têm restringido os alimentos transgênicos, principalmente os importados, favorecendo com isso o Brasil, que até então não cultivava esses produtos. O Brasil justifica, assim, os bons resultados de sua exportação de grãos ultimamente, em detrimento aos argentinos e americanos, produtores de transgênicos.

Lamentavelmente o governo brasileiro, baseado em interesses comerciais, contrariando todas as entidades ligadas à agricultura, meio ambiente, saúde pública, sem nenhum argumento convincente, está liberando o plantio de sementes transgênicas no Brasil.

Não dá para entender a equipe do atual governo. Já não basta o transtorno com a falta de energia e outras arbitrariedades impostas ao setor produtivo (entende-se aí também o pequeno e médio agricultor)? A impressão é que esses tecnocratas não são brasileiros e trabalham exclusivamente para os interesses internacionais.


- SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM, Londrina



Interpretação


Com relação à carta publicada no dia 8, de Jurandir Melquiades de Souza, representante comercial em Londrina, que faz alusão ao meu artigo publicado nesta Folha no dia 25 de agosto (Espaço Aberto, página 3), gostaria de dizer o seguinte: não houve absolutamente de minha parte a intenção de ofender a classe profissional de Jurandir ou qualquer outra, e lamento muito que o leitor tenha interpretado assim. Inclusive, um dos meus filhos já foi representante comercial e desenvolveu um trabalho honesto e sério.

O que quis dizer foi que vendedores, religiosos, publicitários etc., costumam conhecer as necessidades humanas e as técnicas para satisfazê-las, o que não significa que sejam obrigatoriamente ''desonestos e enganadores'', palavras que Jurandir usou em sua carta, e não eu no meu artigo. Sobre os sociólogos que ''vendem idéias'' e ''fazem palestras'', gostaria de lembrar que vendedores de livros ou revistas, por exemplo, são praticamente irresistíveis e muito mais sedutores que os sociólogos, cujas palestras, às vezes, costumam ser chatíssimas.


- MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA, socióloga e professora universitária, Londrina



Governador


Se buscarmos na história do Brasil, não encontraremos nenhum paranaense que já tenha assumido a Presidência da República, ao contrário de outros Estados como nosso vizinho Santa Catarina, que já teve seu representante por menos de um ano, o ex-presidente Nereu Ramos. Mas há alguns anos já conseguíamos enxergar o grande futuro político de Jaime Lerner, o curitibano que conquistou respeito nacionalmente e internacionalmente pelos seus belos projetos realizados quando então era prefeito de Curitiba.

A consolidação do nosso futuro presidente seria o Palácio Iguaçu. Mas não foi. Ao contrário, foi aí que tudo se perdeu. Algumas decisões mal tomadas, como a responsabilidade que não era sua, a privatização das rodovias federais, criaram o inimigo público número 1 dos paranaenses: o pedágio. Os subsídios oferecidos às multinacionais, a fraca Secretaria de Agricultura mal se sabe quem é o secretário e que deveria ter atuação, já que o Paraná é responsável ''ainda'' por 25% da produção de alimentos do Brasil. E, por último, o fim de dois ícones da história do Paraná, que estiveram presentes em todos os grandes momentos da história do Estado: o Banestado e a Copel.

Jaime Lerner seria o candidato ideal do PFL para 2002, com o prestígio que goza ainda no exterior. Porém, no seu Estado ele perdeu esse prestígio. Até na capital, que administrou por três vezes, e que na última ganhou uma eleição meteórica em apenas doze dias. Chega a ser decadente se imaginarmos que de tempo em tempo ele transmite o cargo para sua vice-governadora, que por vezes tem o marido preso (o prefeito cassado de Londrina Antonio Belinati). E o silêncio de todos a esse respeito é o que mais nos preocupa.

Não há muito tempo, era possível ver o então prefeito de Curitiba Jaime Lerner saindo do cinema na capital, acompanhado pela primeira-dama, sendo cumprimentado por pessoas que lhe demonstravam respeito e admiração. Eram tempos bons, ao contrário dos atuais. Hoje ele está acuado por manifestantes, teve que sair pelos fundos da Prefeitura de Arapongas. Um homem visivelmente de paz, mas perdido no meio de uma guerra.


- SANDRO DA SILVA, universitário, Umuarama



Agradecimento


A APAE de Londrina utiliza este espaço para agradecer a todos que de uma forma ou de outra contribuíram para que a Semana do Excepcional, comemorada do dia 21 a 28, resultasse em sucesso e, sobretudo, na felicidade dos nossos 243 alunos. O principal objetivo do evento foi de conscientizar esta comunidade, formada por portadores de deficiências e, a despeito dessa condição, serem pessoas com direitos e deveres e que devem usufruir de uma cidadania plena.

Externamos os nossos agradecimentos ao padre Limeira e a Miriam Csucsuly, que se esmeraram na celebração de uma missa abençoada por Deus; ao Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, que cedeu seu auditório para a realização do seminário Temas Atuais em Educação Especial e aos respectivos palestrantes, Márcia Carvalho Lopes, Nilton Gomes Munhos e Maria Helena Faleiros; aos proprietários e funcionários dos buffet Carvalho e Planalto, do McDonald's do Catuaí e do Boliche do Catuaí, que cederam refeições e momentos de lazer aos nossos alunos.


- JOSÉ CARLOS DOS REIS, presidente da APAE, Londrina






- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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