O LEITOR ESCREVE
Precisei do serviço de correio para envio de mala direta. Fiquei surpreso com a tarifa para impresso: R$ 0,40 por unidade. Liguei para uma agência (franqueada) para confirmar. Afinal, estranhava tal valor, pois há dois meses parecia não ser esta a tarifa. Para minha surpresa e indignação, o que me custara R$ 0,25 em junho, agora é mesmo os R$ 0,40. Um aumento de 60%. Isso não é sonho. É pesadelo! Será que outros serviços do correio também tiveram esse aumento? Alguém da ECT pode nos esclarecer?
- LUÍS GONÇALO SILVÉRIO, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Responsabilidade fiscal
Foi publicada na revista do Conselho Federal de Contabilidade, orientação de alguém que entende de administração pública, o diretor da Trevisan Tributos, Wilson de Faria: ''A maior dificuldade dos gestores municipais com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) reside no planejamento e no controle interno.''
Ao contrário da iniciativa privada, não existe no Brasil uma cultura de planejamento de gastos públicos. A nova legislação vai acabar com o péssimo histórico das administrações municipais no País, em que os novos prefeitos passavam os dois primeiros anos de seus mandatos pagando as dívidas do governo anterior e, nos dois últimos, criavam novas dívidas que deveriam ser quitadas pelo governo seguinte. A LRF tem o grande mérito de romper este circuito.
Faria afirma que a lei é baseada em três pontos fundamentais: a contabilidade, o orçamento e os sistemas. ''Para atende-los, os gestores municipais devem, em primeiro lugar, promover um diagnóstico dos controles internos. Com isso, será possível detectar as falhas praticadas no início da gestão e apontar os controles internos que estão faltando para o bom andamento da administração. Em seguida, é preciso adequar esses controles internos para que seja possível implantá-los efetivamente, fase que corresponde à análise da gestão''. O terceiro passo, é adaptar o município aos requisitos da L.R.F: a padronização das normas de escrituração, os relatórios bimestrais e os demonstrativos da execução orçamentária, os relatórios da gestão fiscal e, por fim, o anexo da política, metas e riscos finais.
- ALOISIO SCHELLER, contador, Centenário do Sul
Economia
Foi realizada a Semana de Economia da Unioeste, no campus de Cascavel, quando vários professores da instituição proferiram palestras de bom nível, abordando diversos assuntos de interesses da região Oeste, com intuito de viabilizar propostas e alternativas para o crescimento regional. Vivemos uma desaceleração da economia regional e também nacional, que vem provocando a redução na arrecadação, muitas vezes deixando de gerar mais empregos e ampliando-se as desigualdades sociais.
O mais grave, no entanto, é o fato de que, enquanto a produção é obrigada a frear, não só devido aos problemas energéticos, mas também devido às altas taxas de juros, e por falta de investimentos do governo no setor produtivo, os bancos revelam elevada rentabilidade sobre o patrimônio, contabilizam lucros financeiros milionários. Em lugar de fomentar a atividade produtiva, eles preferem especular com títulos públicos. Quem trabalha para produzir riquezas para o País é punido. Eis aí desenhado um modelo econômico que é o oposto daquele que se projetou quando alcançamos, depois de muita luta, a estabilidade com o real.
Espero que os futuros economistas que estarão se formando e que um dia estarão no governo, possam identificar e sugerir alternativas, propondo soluções inteligentes para os problemas econômicos do País, com uma melhor alocação de recursos nos diversos setores da economia, como também uma melhor distribuição da renda.
- PEDRO BATISTA MARTINAZO, universitário, Cascavel
Pedágio
Chamo a atenção da empresa concessionária Econorte para um fato que diz respeito a praça de pedágio de Jataizinho. Quem viaja no trecho Londrina-Andirá-Santo Antonio da Platina, paga pedágio nessa praça de R$ 4,50. Já aqueles que vão após Jataizinho, sentido Assaí-São Jerônimo da Serra, ou pelo funil a partir de Assaí, também pagam R$ 4,50, porém não usufruem dos benefícios da estrada pedagiada na mesma proporção de quem vai sentido Andirá-Santo Antônio da Platina. Quem circula de Cornélio Procópio passando por Santa Mariana, Bandeirantes, Andirá e vice-versa não paga pedágio e é privilegiado.
No entanto, a turma do funil paga e não usufrui, custeando o processo, o que não é justo. Para que o caso seja tratado com justiça e dignidade, vejo três alternativas: 1) Criação de uma nova praça de pedágio a partir de Cornélio Procópio, no sentido Andirá, reduzindo pela metade o valor cobrado na praça de Jataizinho (R$ 2,25) e cobrando o mesmo valor na nova praça. E ainda para dar igualdade de tratamento para os usuários, até Assaí a estrada deverá ser recuperada e mantida pela Econorte de igual forma como quem vai a Cornélio Procópio; 2) Recuperação e manutenção da estrada do trevo de Jataizinho até São Jerônimo da Serra, deixando assim o valor da praça de Jataizinho (R$ 4,50) mas dando os mesmos benefícios para os dois lados da moeda; e 3) Deslocar a praça de pedágio de Jataizinho a partir do trevo de Assaí também é uma opção justa e perfeita.
Sabe por quê, senhores da Econorte? A turma do ''funil'' anda se sentindo boba e lesada por pagar e não usufruir.
- GEORGES FILLIS, médico veterinário, Londrina
Lotação
A prefeitura precisa olhar com mais atenção para o grave problema de superlotação de ônibus em Curitiba e região. A passagem já é cara e ainda usar coletivos superlotados onde as pessoas se espremem uma nas outras, não é viver numa cidade que diz ser de primeiro mundo, não? Chega de propaganda e vamos colocar a mão na massa, prefeito.
- ZILÁ OLIVEIRA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





