Copel (1)


Ao abrir a Folha do dia 26, deparei com dois belíssimos comentários, na seção ''O Leitor Escreve'', de indignação pela venda da Copel, escritos por Ben Hur Demeneck e Lincoln Brasil e Silva. Se todos os paranaenses tivessem acesso a esse jornal, com certeza pensariam: eles disseram o que todos nós gostaríamos que o governador Lerner ouvisse. Mais interessante seria se Lerner não apenas ouvisse, mas que voltasse atrás e deixasse o patrimônio da Copel a quem ele pertence: aos paranaenses.
Logo abaixo da coluna, estão as palavras de Lerner: ''São pessoas programadas, iguais aos bois que vejo nas feiras agropecuárias. Sempre tem aqueles 10 ou 20 que eu já conheço.'' Como sempre, os homens que dizem que governam esse País, quando não têm argumentos, desqualificam aqueles que se opõem às suas truculências.
Lerner não explicou nada com suas palavras ocas. E ele deve esclarecimentos aos paranaenses sobre a razão da sua insânia, e da corja de deputados que o apóiam, de entregar a Copel ao capital privado. O lero-lero que Lerner vem usando na mídia para justificar sua infâmia não convence ninguém. Além do mais, ele deveria parar de gastar o dinheiro público, na busca desesperada de justificar o injustificável.
Àqueles a quem Lerner qualificou de ''bois programados'', que não se sintam ofendidos, pois estes animais não lesam ninguém. Muito pelo contrário. Já os 27 deputados e o presidente da Assembléia Legislativa, lacaios do senhor do Palácio Iguaçu e de interesses inconfessáveis, são nocivos para o Paraná.


- UESLEI TEODORO, professor, Maringá


Copel (2)


''Todos os homens são criados iguais e são dotados por Deus de certos direitos fundamentais como o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Para garantir esses direitos são instituídos governos entre homens. O justo poder desses governos provém do consentimento dos governados. Todas as vezes que qualquer forma de governo destruir esses objetivos, o povo tem o direito de alterá-la ou aboli-la e estabelecer um novo governo em nome de sua própria segurança e felicidade.'' (Trecho da Declaração de Independência dos Estados Unidos). Jaime Lerner e o grupo dos 27: as eleições de 2002 vêm aí.


- EDILSON JOSÉ DE FREITAS, Santa Inês


Aposentadoria


O fantasma da inflação perdura, apesar do sofrimento a que estamos sendo submetidos para afastar esse mal. O Brasil continua vulnerável às crises internacionais, cada vez mais se arrocha salários e aumenta a recessão. A Suprema Corte acaba de legitimar o confisco da poupança que ocorreu em março de 1990, deixando milhares de poupadores no prejuízo. É diante desse cenário que os bancos propagandeiam a estabilidade da moeda e oferecem planos de aposentadoria programada que na verdade não passa de uma poupança a ser resgatada no futuro, total ou parcialmente.
A incerteza que vivemos nos causa grande preocupação. É preciso pensar muito bem sobre esses planos de aposentadorias que estão sendo oferecidos para que não venhamos a ter decepções futuras.
O Brasil se arrasta nessa angústia interminável de crises após crises e o povo sofre as consequências dessas políticas mal formuladas, onde o homem e a cidadania são relegados ao abandono prostrando-se de joelhos ante o capital especulativo internacional. O povo brasileiro perdeu sua soberania. Quem realmente manda nesse País é o FMI, que dita as suas regras e impõe sofrimento, sem levar em conta que estão tratando de assuntos que envolvem o ser humano.


- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina


Declarações


Duas declarações chamaram a minha atenção na Folha dos dias 25 e 28. A primeira, assinada pela socióloga Maria Lúcia Vitor Barbosa diz: ''Ah, esses políticos''. Pensei que se referia a todos os políticos, principalmente os que estão em evidência pelos desmandos cometidos ou que vêm cometendo. Ledo engano. O propósito é, como sempre, depreciar aqueles que não afinam com o ''status quo'' vigente. Não faz referência aos Belinatis, Jaders, ACMs, Malufs etc., que fazem parte do neoliberalismo e que se apropriaram de fortunas do erário público.
Nunca fui e nunca serei comunista, e acho que a melhor maneira de curar um comunista é mandá-lo alguns dias para a China ou para Rússia. Volta curado. Mas confundir comunismo com socialismo é demagogia. Ou será que o social no Brasil vai bem? O capitalismo faz parte do socialismo avançado. Deve ser usado bem em benfício do social. Isso já ocorre nos países europeus, todos com governos socialistas. Defendem seus interesses mesmo em um mundo globalizado. Até a Inglaterra, que teve Margareth Tatcher, optou nos últimos anos, por Tony Blair, um trabalhista.
Não é possível dar um novo rumo ao Brasil? Só uma observação, já que não pretendo falar de partidos: o povo do Rio Grande do Sul é considerado culto pela média brasileira. Lá, com povo politizado, faz 12 anos que votam nos socialistas do PT. Se tudo estivesse errado, será que aquele povo culto reconduziria esses políticos aos postos de comando?
A segunda declaração é do governador Jaime Lerner. Diz ele: ''Fui eleito pelo povo do Paraná. A decisão de privatizar a Copel foi tomada pela Assembléia Legislativa.'' Isso é verdade. Mas será que o povo deu a ele ou aos deputados um cheque em branco? Claro que não. E tanto é que mesmo agindo contra o povo, ele poderá ter dinheiro para gastar à vontade na condução da próxima campanha política. Essa turma não está morta e não é à toa que hoje, mesmo com a grande maioria da opinião pública contra, ele afirma que fará o seu sucessor.


- EDGAR BAER, advogado, Londrina


Santa Casa


Fecharam em caráter definitivo a maternidade da Santa Casa de Londrina, que há mais de 40 anos atende os londrinenses e região. Isso é digno de tristeza.


- EDUARDO BARROS, Londrina


Plebiscito


Os veículos de comunicação de Londrina se empenharam na ampla cobertura do processo de consulta popular sobre a privatização ou não da Sercomtel Celular. Londrina, que foi exemplo para o Estado e para o País, contou mais uma vez com o bom trabalho dos profissionais da área de comunicação, que contribuíram para a condução do plebiscito de forma ética e transparente. Assim, agradecemos a todos por mais essa oportunidade de divulgar e motivar a população de Londrina para o exercício da cidadania e da democracia.


- TERCÍLIO TURINI, presidente da Câmara Municipal de Londrina


- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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