Copel (1)


Horas antes do início da votação na Assembléia Legislativa, encaminhamos por fax aos deputados Antônio Carlos Belinati, Moysés Leônidas e Luiz Carlos Alborghetti, um veemente apelo em nome dos aposentados da região que legalmente representamos, para que os mesmos reconsiderassem suas posições e votassem pela aprovação do projeto de iniciativa popular, cujo objetivo era impedir a venda da Copel. O resultado, todos já sabemos: os deputados preferiram votar defendendo interesses outros, contrariando e ignorando assim a vontade de mais de 90% da população paranaense.

Essa associação, por decisão de seu Comitê Ação e Cidadania, em fase de formação, sente-se na obrigação de manifestar sua indignação e também preocupação em relação ao futuro, pois ficou mais uma vez evidenciado que temos um Poder Legislativo inoperante e com sua maioria atrelada ao Executivo. Lamentavelmente, dessa subserviente maioria fazem parte os três representantes eleitos pela nossa região.


- MOACYR PIANTAVINI, presidente da Associação Beneficente e Cultural dos Aposentados e Pensionistas de Londrina e Região Norte do Paraná



Copel (2)


O cerco à Copel se fecha a cada dia: de um lado está o governador Jaime Lerner, que precisa de grana para tapar os buracos no Estado e eleger o sucessor no ano que vem. Do outro lado estão o Banco Mundial (Bird) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que ditam as normas do neoliberalismo e exigem de nós, como moeda de troca dos empréstimos para pagar empréstimos, a venda de todas as estatais, especialmente as estratégicas e lucrativas, como a nossa companhia de eletricidade.

A Copel, empresa pública que gera, transmite e distribui a energia elétrica no Paraná, é lucrativa, é modelo de atendimento ao consumidor, trabalha com tecnologia de ponta e investe, sabiamente, em pesquisa e desenvolvimento tecnológico do LAC (convênio Copel/Universidade Federal do Paraná), que muito vem contribuindo para o avanço científico em nosso Estado e promovendo importantes inovações no setor elétrico através de projetos de pesquisas em eletrocerâmicos, corrosão, degradação em material etc. Portanto, não por acaso, é a maior empresa pública do Paraná e uma das melhores no segmento de eletricidade do País.

Só mesmo um governo malungo e adepto do neoliberalismo poderia ter a coragem de privatizar, em momento de escalada de desemprego, crise Argentina e racionamento de energia elétrica, uma empresa tão importante e promitente para o desenvolvimento do Estado do Paraná, como a Copel.

Ademais, o povo paranaense não vai se esquecer da afronta dos deputados que votaram contra o projeto de iniciativa popular e saberá dar o troco no momento propício: nas próximas eleições. Quanto ao governador Jaime Lerner, este sempre será lembrado por todos nós, tanto pela privatização do Banestado, doado ao Itaú, como pelo cerco e provável venda do maior orgulho e símbolo de eficiência, qualidade e pujança dos paranaenses: a Copel.


- ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, engenheiro de materiais, Santa Cruz de Monte Castelo



Copel (3)


A Copel é nossa! A Copel é nossa! É o que mais se ouve por aqui. Agora, respondam-me com sinceridade: o que, por um acaso, algum dia, foi de fato dos paranaenses a não ser o prejuízo? O Paraná, hoje mais do que nunca, é deles! Graças à democratura. Ah, mas nas próximas eleições me pagam. Mas aí já será tarde demais e os ladrões estarão viajando e gastando ''seu'' dinheirinho de contribuinte. Assim, bye, bye Paraná.

- YURY MIYAMURA, Curitiba, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br



Comércio


Como uma trabalhadora no comércio de Londrina, fico revoltada e indignada com a falta de respeito do sindicato patronal de ainda não ter fechado a convenção coletiva que era para ser fechada em maio. Até agora não recebemos o percentual de reajuste salarial. Aí vem o presidente Sinézio Scudeler, que é um visionário, dizer que quer que o comércio funcione durante dois sábados por mês. Acho que falta ele saber que não é o comércio ficar aberto que se vai vender. O falta para o consumidor é dinheiro no bolso para poder comprar.

Se até nós, funcionários do comércio, estamos sem o reajuste, imagine-se o consumidor que vive do salário mínimo. Acho que o que falta é um consenso entre os sindicato do comércio e dos empregados para fechar um acordo urgente. Aqui em Londrina devíamos protestar como ocorre em outras cidades e nas outras categorias.

É revoltante a falta de respeito aos comerciários de Londrina. O comércio funcionando apenas um sábado por mês já é bom demais. Não adianta nada abrir a loja se não aparece ninguém para comprar. Vamos torcer para que isso acabe logo.


- CRISTINA AMARO DOS SANTOS, vendedora, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br



Memória

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