Copel (1)


Diante da insensibilidade da maioria de nossos governantes e deputados, existe uma forma simples, e ao meu ver bastante convincente para mostrar a esses cabeças-duras o que o povo do Paraná realmente deseja com relação à Copel: trata-se do apagão voluntário. Durante três dias, em horários estratégicos, todos os paranaenses que são contra a venda da Copel desligariam a luz de suas casas durante uma hora. Por exemplo: na segunda-feira, dia 27, cada um desligaria o relógio de luz das 18 às 19 horas; na terça, das 19 às 20 horas e na quarta, das 20 às 21 horas.

Na verdade, seria um pequeno sacrifício para todos nós, mas garanto que diante da demonstração de força e determinação de todo o povo do Paraná, os governantes não teriam coragem de praticar este crime de lesa-pátria que representa a venda da Copel, cuja única finalidade, sabemos, é cobrir os rombos já praticados por este governo, e beneficiar empresas privadas como o Banco Itaú, que levarão na moleza a bagatela de R$ 500 milhões do que for arrecadado com a venda. É claro que o apagão voluntário exclui hospitais, delegacias, bombeiros, residências onde doentes utilizam equipamentos eletroeletrônicos e outras prioridades.


- YOLANDA COSENTINO, PAULO SAKAMOTO, EDUARDO CARDOSO, PRISCILA SAKAMOTO, EDGAR BAER, advogados, Londrina



Celular (1)


Ouvi uma pessoa dizer algo sobre o plebiscito da Sercomtel Celular que é verdade: venceu quem fez a melhor lavagem cerebral. O grupo do ''Não'', formado por velhos representantes da ''moralidade'' em conchavo com outros, outrora tidos como corruptos, ladrões ou coisa pior pelos primeiros, ludibriou muito bem o povo com seu discurso demagógico de ''a Sercomtel é nossa'', aproveitando-se da carga negativa que as privatizações adquiriram na mentalidade do brasileiro e em virtude da qual a maioria não conseguiu enxergar que o caso da Sercomtel era diferente.

Muito preocupado com o patrimônio público estava o grupo do ''Não'', participante de uma verdadeira ''fogueira das vaidades''! Seus integrantes, tão preocupados, que queriam, em nome desta mesma vaidade, impedir o governo municipal de conseguir recursos para obras extremamente necessárias da cidade. Quem conhece a realidade da periferia sabe disso.

É uma pena que a maior parte da pequena população votante não soube enxergar todos estes problemas. Não se pode e muito menos se deve acreditar no destino de um patrimônio público e de muita verba pública que há de ser gasta para manter a Sercomtel pelo menos de pé, a uma pregação leviana feita por verdadeiros Belinatis da Igreja, da política, da economia ou de qualquer setor da sociedade, como os fatos têm mostrado ser os integrantes do grupo do ''Não''.

Enfim, é mais fácil ser oposição do que situação e, para um ''padre de papel'', por exemplo, pouco importa a situação difícil em que o prefeito, alguém até pouco tempo amigo a ponto de se aparecer em seu horário político, vá ficar juntamente com toda uma cidade. Onde está o real valor da Bíblia e das leis da Igreja na vida de certos representantes eclesiásticos de nossa cidade? Com a palavra o arcebispo, a quem compete as providências cabíveis.

Agora, Londrina, é aproveitar o momento difícil que se inicia para aprender e amadurecer a mentalidade. Ficaremos com o prejuízo de hoje, mas, se Deus quiser, não precisaremos carregá-lo para o amanhã, através das próximas eleições.


- MÁRCIA CAROLINE PORTELA AMARO, universitária, Londrina



Celular (2)


Mesmo sendo preso duas vezes pelos descaminhos causados à nossa cidade, o patriarca do clã Belinati parece não aprender o senso do ridículo e da moral. Quando prefeito, Antonio Belinati vende parte da Sercomtel sem pedir licença para ninguém; não concede direito aos proprietários e torra os recursos da forma mais marginal possível e que a imprensa noticiou com todas as letras.

Quando posta em plebiscito a decisão da venda por essa administração, que a público demonstrou os riscos de mercado em permanecer estatal, ele torce e comemora a vitória do ''Não'' alegando um pseudopatriotismo por nossa cidade. Na votação do projeto popular contra a venda da Copel, ao invés de orientar o deputado adolescente a brigar pelo não, demonstrando à população que a prisão o vem recuperando, o herdeiro da vergonhosa marca Belinati vota em bloco com os vendilhões do templo, enchendo de desesperança o sofrido povo paranaense.

Ninguém em sã consciência enfrentaria a reprovação das ruas (que chega a 90%) sem interesse, já que vão precisar de votos ano que vem. Estaria o tilintar das moedas sufocando as vozes das ruas? Por essas e outras que acredito no que o advogado Ronaldo Neves afirmou sobre a cumplicidade do governador Jaime Lerner com a família Belinati. A continuar as investigações dos escândalos AMA-Comurb e Sercomtel-Copel, chegaremos no Palácio Iguaçu. Deus nos livre dos déspotas.


- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina



Celular (3)


O Sinttel vem respeitosamente agradecer a toda a equipe da Folha, pelo empenho em dar cobertura a todo o trâmite do plebiscito em relação a venda da Sercomtel Celular S/A. Pudemos ver todo o esforço da equipe em levar à população londrinense o esclarecimento feito de forma transparente, e o trabalho para que o cidadão fosse as urnas expressar a sua vontade para o futuro da Sercomtel Celular, como patrimônio público e como empresa do qual o povo se orgulha.

Quero parabenizar todos que estiveram envolvidos durante os trabalhos que antecederam o plebiscito, e que não se cansaram até termos o resultado final. E que após o resultado continuam levando informações e esclarecendo que Londrina precisa estar comprometida com a Sercomtel. Toda a nossa gratidão e admiração por esse incansável trabalho, feito com tanta garra.


- JOSÉ APARECIDO DE MOURA, direitor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas no Estado do Paraná, Londrina



Pesquisa


O editorial ''O Brasil que dá certo'' publicado na edição de ontem da Folha, expressa o elevado nível de compreensão desse órgão com relação à missão da pesquisa e a função social de suas descobertas/resultados, que se materializam em inovações tecnológicas, no nosso caso para a agricultura, na busca contínua de competitividade, mas com sustentabilidade e equidade.

Foi uma injeção de estímulo para a equipe de pesquisas do Iapar e também dos demais institutos, universidades e empresas direta ou indiretamente envolvidas com a pesquisa e produção não só do feijão, mas de todos os produtos agropecuários do País. É gratificante para nós todos, agentes desse processo, que formadores de opinião, como a imprensa, entendam e valorizem o esforço para que ciência e tecnologia façam parte do ideário de construção de uma nação cada vez melhor.


- FLORINDO DALBERTO, diretor-presidente do Instituto Agronômico do Paraná - Iapar, Londrina


Correção

- Na edição de ontem da Folha2, na coluna de vídeo (página 6), foram trocadas as fotos dos filmes ''Mais que o Acaso'' e o ''Caminho para Casa'' nos textos correspondentes.






- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup