Copel (1)


Não sou funcionário da Copel, mas não posso deixar de registrar a minha indignação com as palavras de Carlos Lemos, publicadas em carta nesta seção no dia 22, com relação ao caso Copel. Ele demonstra, de forma muito clara, tratar-se de pessoa desinformada, já que praticamente a maioria maciça da população paranaense posicionou-se contrária à privatização daquela que sempre foi considerada ''uma das melhores empresas de energia elétrica do País'', não somente no tocante aos aspectos técnicos como também naquilo que diz respeito ao seu desempenho financeiro, mesmo com todas as ingerências a que foi submetida. E isso, com toda a certeza, não ocorreu por mero acaso ou por obra de seres de outro mundo, mas graças aos seus funcionários, que sempre trabalharam de forma eficiente. Posso afirmar que pouquíssimas foram as vezes que faltou energia elétrica na residência deste mesmo senhor. Até porque, mesmo que isso acontecesse, imediatamente os técnicos da Copel se mobilizavam para restabelecer o seu fornecimento, ainda que debaixo de chuva.

Acompanhei pela TV aquela sessão até o seu encerramento, a qual ficará marcada como o dia em que homens que foram eleitos para representar a vontade daqueles que os elegeram, literalmente viraram as costas ao posicionamento contrário a esta questão, declarado abertamente pelos verdadeiros donos de seus mandatos, nós, os eleitores, que mais uma vez nos decepcionamos profundamente.

Recordo-me das palavras do deputado estadual Waldyr Pugliesi, a quem quero parabenizar pelas palavras que, na minha opinião, foram as mais lúcidas pronunciadas naquela noite, quando dizia que nenhuma das câmaras de vereadores manifestou-se favorável à venda da Copel, a Igreja foi igualmente contrária, a OAB e praticamente todas as entidades representativas também seguiram o mesmo pensamento e nem isto foi suficiente para demover aqueles 27 deputados das suas intenções, as quais evito, neste momento, de discorrer sobre elas. Espero que esta mesma maioria maciça que demonstrou a sua contrariedade a mais este ato de descaso para com os eleitores, se faça ser ouvida e percebida nas próximas eleições.


- LUIZ GASTÃO PINTO JÚNIOR, comerciante, Londrina



Copel (2)


As notícias sobre a situação econômica e social do Brasil não têm sido das mais animadoras. Todos os dias são feitas novas denúncias de corrupção, há motins em presídios, a violência cresce, a fila dos desempregados também, doaram o patrimônio público, não explicaram onde enfiaram as migalhas que receberam das doações, a dívida do País é um bruta susto e o futuro, fica adiado para o futuro.

Há quanto tempo se escuta que o Brasil é o país do futuro? Como construir um futuro com essa escória que vem comandando o País? Os remanescentes do atraso se perpetuam nos políticos que a cada dia são mais corruptos; nos empresários que enviam dólares (via contas CC5) para garantir o futuro longe da gentalha e da baderna; nos juízes e promotores que engavetam processos envolvendo ''gente graúda'' atolada na corrupção e mantêm em liberdade homens tão perigosos como os anões do Orçamento, o Cacciola, Jader, Maluf, Eduardo Jorge, Lalau, Gianoto, Paolichi, Belinati, entre outros, de uma enorme lista. Em breve, com certeza, muitos nomes serão acrescentados nesta lista.

O senhor FHC e sua equipe de economistas, monitorados pelo FMI, devem estar tendo orgasmos com o sadismo com que vêm violentando o povo desse País. Pois agir de forma tão covarde como eles têm agido contra o os brasileiros só pode ser coisa de sádicos. Até quando o povo vai continuar acreditando nas bruxarias dessa equipe que tem como objetivo maior agradar aos investidores estrangeiros, dos quais até há alguns dias atrás eles eram empregados? Não importa a que custo, pois quem paga a conta é ''o meu, o seu, o nosso dinheiro''.

Apesar das claríssimas evidências dos estragos da globalização para os países hoje chamados de emergentes (outrora subdesenvolvidos), os governantes insistem na sanha de doar o patrimônio público aos estrangeiros. A insistência do senhor Lerner e da corja de deputados que o acompanham, de doar a Copel, contra a vontade da maioria dos paranaenses, é o exemplo mais gritante e vergonhoso de traição contra o povo, destes lacaios do interesse próprio.


- UESLEI TEODORO, professor, Maringá


Copel (3)


Esclareço que o e-mail publicado ontem, neste espaço, não tem a minha procedência. No entanto, afirmo que a venda da Copel é uma perda para o povo do Estado do Paraná e que nós, estudantes, sentimo-nos ofendidos com tamanho descaso de nossos legisladores e governantes. Não medimos esforços para que o desejo da população de nosso Estado tivesse seus apelos atendidos, porém não fomos ouvidos. Tenho, sim, o que falar das privatizações impensadas e não dos deputados que estão ao lado do povo.


- FLAUBERT SEMPREBOM, Ibiporã, através do site da Folha no portal www.bonde.com.br



Copel (4)


Entendo que com a venda da Copel, quem realmente se beneficiará é a população do Norte do Paraná, já que temos, a nos representar, o deputado estadual Moysés Leônidas, fruto de nossa cidade. Apesar de receber muitas críticas sobre sua decisão, eu pessoalmente como liderança comunitária, entendo que o deputado agiu em favor do povo de Londrina, que necessita de muitas obras de infra-estrutura.

Desde o início de seu mandato, ele sempre procurou atender a comunidade carente. Não seria nesse momento que ele iria contra o povo, já que as intenções são exatamente beneficiar quem realmente precisa. Com relação aos dizeres de pessoas alheias as necessidades do povo, que a ''Copel é nossa'', discordo plenamente. Como pode ser nossa, se a maioria da população carente não consegue pagar suas contas de energia, e não tem nenhum atendente a quem posssa pedir socorro? Somente com a venda da Copel, algo poderá ser feito a favor de nossa região.


- ALDEMIRO JOSÉ DOS SANTOS, presidente da Associação de Moradores do Conjunto Habitacional José Belinati, Londrina



Copel (5)


Em relação as declarações do deputado estadual Moysés Leônidas à Folha do dia 23, tenho a declarar o seguinte: os advogados chamam de ''jus esperniandi'' (direito de espernear) dos derrotados e sem argumentos. Não costumo me nivelar por baixo, mas, indignado com a calúnia assacada pelo referido deputado contra minha pessoa (NR.: A quem Leônidas acusou de estar pedindo empregos para seus familiares na Assembléia), sou obrigado a repelir a infâmia. Não fui eu que declarei à imprensa que negociaria o voto contra a venda da Copel, traindo as diretrizes partidárias.

Aliás, esse deputado é useiro e vezeiro em usar as armas da traição. Na última eleição, ele foi acusado de descumprimento de determinação partidária, só não sendo punido por ter saído do partido em que era filiado e tem se prevalecido da imunidade parlamentar para caluniar e mentir.

Faço política no Paraná há 36 anos, fui assessor dos deputados federais Alencar Furtado e Heitor Alencar Furtado, no primeiro mandato do governador Jaime Lerner e José Richa e continuo pobre e honrado, respeitado por correligionários e adversários, ao contrário do inditoso parlamentar.


- SEVERINO NUNES DE ARAGÃO, presidente estadual do PSB-PR, Curitiba




- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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