Plebiscito (1)


Vinícius de Moraes dizia em uma das suas fenomenais canções que ''a hora do sim é o descuido do não''. Mas numa inversão das palavras, o sentido não varia muito e se aplica bem ao nosso plebiscito Sercomtel Celular. Passado o plebiscito, contados os votos, pouco mais de 50% dos votantes optaram pela permanência do município de Londrina como gerenciador desta empresa. Por que um número tão pequeno de votantes para um assunto tão importante? Dizem os mais entendidos que se o voto fosse facultativo nas demais eleições, esse número não seria muito diferente. A população estava muito mal informada, ou até mesmo confusa.
Os dois grupos antagônicos tentaram, de todas as formas, conseguir com seus argumentos, o voto do eleitor. As informações evasivas e muitas vezes desencontradas, deixaram a população receosa de opinar. Um dos grupos, nos debates na televisão, defendiam a tese de que se a Sercomtel Celular não fosse privatizada, iria virar sucata pura. O outro grupo, mais sentimentalista e doméstico, preconizava que se fosse privatizada, a primeira providência da nova operadora seria dispensar parte dos funcionários, causando enormes problemas sociais.
Para quem votou, ficou a satisfação de ter opinado com seu voto. Se venceu ou foi voto vencido, se votou certo ou votou errado, só o tempo vai indicar. O tempo, o grande conhecedor da verdade, infelizmente não foi chamado para votar.


- WALTER ABOU MURAD, biomédico, Londrina


Plebiscito (2)


Antes de tudo quero agradecer aos londrinenses do sim, não, branco e nulo, por sua bela aula de democracia participativa. Londrina, mais uma vez, dá um bom exemplo. Parabéns também à Câmara, ao vereador Turini em especial, por terem instrumentado o povo com uma arma definitiva de opinião pública, no que pode muito bem ser o início do fim de uma época da falta de sua voz nos assuntos de interesse de todos. Há decisões que pertencem não aos poderes constituídos, mas a quem os constituiu o povo.
Por um mero detalhe, votei no não, mas poderia ocorrer o contrário, e meu voto teria o mesmo valor, ainda assim. Ficou-me claro que também os vendedores da Sercomtel Celular, em momento algum, sabiam navegar com convicção e nunca foram convincentes em seus porquês.
Inesperadamente, o assunto virou campo para posicionamentos religiosos, tentando absurdamente o divisionismo dentro das igrejas e templos, em um tema leigo e momentâneo reprovável. São dores da democracia. O céu e o inferno, por certo não estão atrelados aos nossos celulares, assim como o limbo para os nulos, ou o purgatório para os indecisos. A coisa é bem mais abrangente, e reflete a mente de cada um.
Nós próximos plebiscitos, o povo cada vez mais comparecerá, para gaudio dos democratas e tristeza dos pescadores em águas turvas. As coisas públicas pertencem ao público e ninguém deve vendê-las sem consultar seus donos legítimos e reais. Ninguém disse que a Sercomtel Celular jamais será vendida nem que o será, se a maioria assim decidir. Mas a voz se fez ouvir e o respeito a todos é obrigatório.
Espero, como dezenas de milhares de londrinenses, minhas ações, para que possa votar não somente em plebiscito, mas numa assembléia de donos reais, que são todos os que compraram as linhas, e de cujos lucros nasceu a Sercomtel Celular, que claramente pertence ao proprietário do capital investido.
Isso é democracia participativa. Parabéns a todos os que votaram, pois mostraram sua consciência. O plebiscito é uma arma popular imbatível e pode ser que um outro à frente, autorize o que agora negou, se a maioria se sentir segura para tal.


- LINCOLN BRASIL E SILVA, médico, Londrina


Plebiscito (3)


Num processo democrático, há de se lutar, também, pelo resgate de valores do nosso povo. O respeito à escolha de cada eleitor é um deles. O processo do plebiscito é legítimo. É um retrato dos que votaram pelo sim, pelo não, dos que em silêncio creditaram aos demais o resultado! Isto é democracia!
A luta continua. Queremos ver a nossa Sercomtel Celular despontando nacionalmente pela qualidade, satisfação dos usuários e, acima de tudo, pela comprovação de que há espaço para empresas competitivas. O tempo e a história têm mostrado que uma empresa se constrói com a inteligência de seus colaboradores, com a ousadia de seus dirigentes e com a humildade de todos em partilhar e compartilhar tecnologias em prol da universalização dos serviços de telecomunicações. Essa é e será sempre a nossa luta!


- SANDRA GRAÇA, vereadora em Londrina


Convenção


As negociações que definirão os parâmetros da nova Convenção Coletiva de Trabalho, que irá valer até maio de 2002, continuam em andamento. Representantes do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina se reúnem constantemente para acertar os últimos detalhes da convenção.
Enquanto isso, é importante que os empresários não adiantem os índices nem antecipem o cálculo de banco de horas. As negociações estão em processo avançado e os dois sindicatos estão atrás de encontrar soluções duradouras para o comércio local.
Nós, do Sincoval, achamos viável manter o comércio da área central aberto não só no primeiro sábado do mês, que já é de direito, mas sim adicionar o segundo sábado, ou seja, o comércio aberto até às 18 horas nos dois primeiros sábados do mês. Também somos favoráveis a abertura dos shoppings aos domingos.
O Sincoval e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina usufruem de um relacionamento amigável. O que está facilitando a chegada a um entendimento. Desejamos e trabalhamos para que em breve, a convenção seja fechada.


- VALMIR RAFAEL DOS SANTOS, presidente da Comissão de Negociação do Sincoval, Londrina


Bonde


Vocês estão dando um banho em cobertura, via Internet, no site concorrente sobre a votação da Copel. Detalhe: Assim como texto e conteúdo também apresentam superioridade incomparável. Parabéns a todos.


- MARIA TEREZA BOCARDI, Curitiba, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br


Pólo cerâmico


É insustentável a mediocridade econômica e social na qual o pólo cerâmico de Londrina e região se encontra. Durante mais de meio século, o preço fixo do milheiro era de um salário mínimo. Hoje não passa dos R$ 100. É verídica essa deturpação que o setor de construção civil de Londrina conseguiu. Os pequenos e grandes revendedores não conseguem administrar o preço do que vendem. E para finalizar, o consumidor acaba deplorando essa situação questionando: ''Mas se é feito de terra, por que esse preço absurdo?'' A resposta é simples: invista no mínimo R$ 300 mil, pague impostos e administre, no mínimo, 20 funcionários. A resposta caberá àqueles cuja consciência couber.


- FABRÍCIO RODRIGO DIANA, universitário, Tamarana


- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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