Celular (1)


Manifestamos apoio à venda da Sercomtel Celular. Esta é uma atitude coerente, transparente e acima de tudo, inteligente. Além de estar salvando o patrimônio de uma empresa londrinense, não permitindo que ela sucumba frente aos grandes grupos de telecomunicação, o prefeito Nedson Micheleti vai ter a oportunidade de investir o capital angariado com a venda das ações em projetos sociais. A efetivação da sua venda possibilitará ainda investimentos na ordem de 10% na Sercomtel Fixa, para que a ela se torne competitiva face a outras empresas do setor, podendo inclusive prestar serviços em outras regiões do País.

Cumprimentamos Nedson pela sábia decisão. Ele mostra, mais uma vez aos munícipes que essa administração age com muita lisura e responsabilidade. Temos convicção que a população saberá votar no plebiscito de hoje, por estar preparada política e culturalmente para decidir o que é melhor para o futuro da cidade. Votando pelo sim, a prestadora terá apenas a sua razão social mudada, continuando a gerar empregos e riquezas para Londrina, projetando cada vez mais esse município no cenário nacional.


- VOLDIMIR MAISTROVICZ, presidente do Grupo Promotor de Desenvolvimento Regional (GPDR), Londrina



Celular (2)


Tenho recebido perguntas do porquê não me posiciono em relação à proposta de venda da Celular e não ficarei em cima do muro. Primeiro: como e por que surgiu esta emergência (de venda)? Segundo: o que foi prometido no horário eleitoral? A proposta de campanha do atual prefeito não era a de manter a Celular? Terceiro: influiria a questão da Copel estar na iminência da privatização? Afinal, ela, Copel, é dona de boa parte da Sercomtel. Quarto: como ficamos, nós, eleitores e cidadãos?

Por último, que PT é este? Totalmente light, globalizando-se e se diluindo? Onde ficam as suas propostas sociais? Não me importa se o prefeito de Ribeirão Preto fez isso ou aquilo e deu ou não certo, se o Zeca do PT é referência de modernidade, se FHC o elogiou. A questão é outra. Não sou filiado ao PT, nele nunca votei, embora respeite e queira bem muitos dos seus partidários, mas como ficará a verdadeira cara desse partido que prega ser dos ''trabalhadores'', mas nessa questão tão importante quase faz gorar o plebiscito?

O prefeito tem a obrigação de dizer o que vai fazer com o dinheiro da venda e proporcionar aos proprietários de linhas o retorno financeiro do que empregaram. Sou contra a venda. Se a questão é investir para concorrer com os grandes, qual o problema? Invista-se! Londrina já perdeu muito. Não mantém um bom time de futebol com seu nome! Futuramente, não quero passar pelo prédio da Sercomtel, ver outro nome ali e ficar humilhado: ''Aqui era a antiga Sercomtel Celular, orgulho digital da cidade, e que agora se chama...'' Prefiro não carregar o ônus de me desfazer de um patrimônio que é (ou deveria ser) de Londrina.


- LUIZ EDGARD BUENO, escritor, Londrina



Celular (3)


Ouvi dizer que uma parcela dos defensores do ''não'' à venda da Celular estaria articulando outras estratégias caso o plebiscito desse pelo ''sim''. A princípio achei que o assunto era coisa de especuladores de plantão. No entanto, depois da ida da vereadora Sandra Graça a Brasília, supostamente enviada pela Câmara, as cogitações de outrora começaram a ter nexo.

Qual foi o objetivo da Câmara ter enviado a Brasília a vereadora? Esclarecimento dos vereadores? Esclarecer a população? Se este fosse o objetivo, por que a Câmara não trouxe a Londrina alguém da Anatel que pudesse participar de um amplo debate com a população? E agora todos recebem, num pacote pronto, o produto, moldado à imagem e semelhança da interlocutora, dando a entender que o mesmo seja a palavra final sobre o assunto. Pouco nobre e bastante duvidosa a intenção desta viagem a Brasília. Se a Câmara quisesse ter prestado um serviço à população, teria ido bem mais além, mas há um bom tempo que não tem sido esta a sua característica.

Por mais que alguém tente provar o contrário, a questão da privatização ou não da Celular virou, mais do que qualquer outra coisa, uma questão política, um jogo de braços, ''um terceiro turno das eleições em Londrina'', como disse o arcebispo D. Albano Cavallin, sobre o que não deveria ser de hoje. Uma conjuntura que se poderia dizer crucial para Londrina, poderia ser debatida com mais isenção, bom senso e decência. Mais do que nunca, a politicalha do oportunismo e da conveniência, que não mede esforços e nem conchavos, nos moldes belinatianos, continua presente sob velhas e novas máscaras.


- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br



Copel e Sercomtel


Diz o dito popular: ''Todo povo tem o governo que merece.'' Isto não pode ser verdade. O povo brasileiro, pacato, sério, trabalhador, não merece este castigo. É verdade que o povo elegeu estes que aí estão no plano federal, no estadual e no municipal. Elegeu-os porque acreditou nos seus discursos, nas suas promessas,
porque a índole da maioria do povo não é a mentira, a falta de escrúpulo, a desonestidade, a falta de honra, princípios básicos da convivência humana esquecidos por grande parte de nossos políticos e governantes. Hoje me pergunto: por que eleger um deputado, ou para que serve um deputado, se ele não representa a vontade dos que os elegeram, mas sim a vontade do governo que ele deveria fiscalizar? Nós os elegemos, nós os pagamos regiamente e eles só aprovam leis e projetos que nos prejudicam (pedágio, venda do Banestado, Jogos da Natureza, auxílio às montadoras).

Elegemos também um governador e um prefeito para que administrassem os recursos e o patrimônio público, não elegemos corretores ou intermediários para leiloar os bens construídos ao longo do tempo por várias gerações. O governador jurou que não venderia a Copel, o prefeito jurou que não venderia a Sercomtel; se fossem senadores, ambos perderiam seus cargos por falta de decoro parlamentar; se apenas mentissem para seus pais, certamente, pela idade que ambos têm, levariam uma boa surra, pois seus pais abominam a mentira e não admitiriam a falta de palavra. Antes, palavra dada era palavra honrada e a honra era o bem maior de um homem. E é por acreditar nesta honra que o brasileiro tem este governo, estadual e municipal, que não merece.


- TARCÍSIO MARTINS, Londrina



Copel (2)


A privatização da Copel, segundo o próprio governo, servirá apenas para o pagamento das dívidas do Estado, como por exemplo o saneamento do Paraná Previdência e o pagamento dos precatórios do Banestado. Ora, se os deputados assumem a postura a favor da entrega da mais eficiente empresa do setor à iniciativa privada, que somente se preocupa em obter mais e mais lucros (e não dão a mínima para o social, leia-se: a população), eles demonstram seu comprometimento com esse governo em detrimento do povo. A Copel é patrimônio do Paraná e não uma poupança de Jaime Lerner e associados.


- SERGIO FAJARDO, Mandaguari






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