Celular (1)


A hora está chegando. Neste domingo, decidiremos se a Sercomtel Celular poderá ser vendida ou não. É importante que votemos, todos, para que a decisão que sair das urnas seja legítima; para que uma questão de tamanha importância não seja definida por uma minoria. Uma vez que foi atribuída à população a responsabilidade de optar pelo ''sim'' ou pelo ''não'', temos que marcar presença na votação e, principalmente, saber por que estamos votando. Votamos pelo futuro de Londrina.

Até agora, nós que apoiamos o voto no ''sim'' nos empenhamos em esclarecer a população sobre os inúmeros motivos pelos quais a venda tornou-se indispensável. Por outro lado, temos a impressão de que a oposição é menos contra a venda e mais contra o prefeito e contra o PT e aqueles que o apóiam. Incomoda a muitas pessoas a possibilidade de que o governo municipal disponha de algum dinheiro em caixa e que, com isso, faça uma boa administração, em benefício de toda Londrina.

Já ficou plenamente comprovado que a Celular não terá condições de competir no agressivo mercado de telefonia celular. O governo federal encarregou-se de montar um cenário que, no setor das telecomunicações, prejudica a sobrevivência de empresas públicas. É uma política deliberada. E por isso e não por vontade ou capricho a administração se viu na contingência de ter de vender a Sercomtel Celular, sob pena de perderem-se milhões com a inevitável desvalorização da empresa.

Temos ainda o compromisso e o dever de acompanhar e fiscalizar a aplicação dos recursos. Optar pelo ''sim'' significará, em primeiro lugar, preservar o patrimônio de Londrina. Em segundo lugar, significará decidir em favor da cidade, em benefício de todos os londrinenses.

- MÁRCIA LOPES, vereadora (PT), Londrina



Celular (2)


Na análise de um contribuinte que tem por oportunidade colocar seu humilde protesto, não entendo como a massa de sofredores que nem sequer têm o conforto necessário, decida pela estagnação de um processo tecnológico que é evidente, no plebiscito amanhã relativo à Sercomtel Celular.

Essa massa é conduzida pela conveniência de poucos que irão ter sua continuidade na carreira política, graças à indução da informação equivocada de que o patrimônio deve ser preservado, sem sequer pensar como será mesmo patrimônio sendo extinto por concorrentes tecnologicamente com poder suficiente. Como será sobreviver num mercado onde as empresas que estão se sobressaindo estão dispostas a inovar e dar condições de melhor atendimento?

Devemos participar do processo, porém não podemos nos juntar à escória que tem como objetivo tornar o povo marionetes ao que lhes convém. Temos condições de extirpar de todas as áreas de Londrina os personagens que estão atrás da cortina e no aguardo do resultado, protegidos contra o conhecimento e a manipulação de interesses que de forma alguma trarão melhorias à sociedade, desamparada pelos próprios defensores da manutenção do patrimônio da Sercomtel.


- LUIZ CARLOS DE ALMEIDA, eletricitário, Londrina



Copel


Uma coisa já ficou clara: o governo Jaime Lerner tem a perspectiva de contemplar um final de mandato melancólico, isolado. Se vender a Copel, conseguirá agradar uns poucos, do segmento político e credores do próprio governo, ávidos por recursos. De outro lado, vai desagradar vários segmentos da sociedade. Empresários, comerciantes, trabalhadores rurais, do comércio, estudantes, professores, funcionários públicos, aposentados. Mesmo porque, sabem que pouca coisa o povo do Paraná verá do dinheiro da venda da Copel. A maior parte será destinada para cobrir rombos financeiros praticados por esse mesmo governo, ou desgoverno.

Apesar de todo esse quadro, por que será que o governo mantém o seu projeto de desestatização? Simples. O grupo de Lerner já não tem mais nada a perder e, para reforçar a sua posição, conta com apoio de deputados que pretendem a reeleição no próximo ano com apoio da máquina do governo. Os parlamentares estaduais já sentiram, nos últimos dois anos, que sem o funcionamento da máquina e com escassez de recursos no governo, fica difícil fazer política e garantir a reeleição. A venda da Copel aparece como tábua de salvação e o governo promete distribuir benefícios para as bases eleitorais dos deputados que estão do seu lado.

Mas a verdade é que o governo, no desespero para ganhar apoio de segmentos da sociedade, está prometendo recursos para todos os lados. Se os deputados favoráveis à venda da Copel abrirem melhor os olhos, poderão enxergar claramente que o governo já não tem condições para garantir o que está prometendo.

Claro que muitos deputados estão votando com o governo por questão de fidelidade política. Mas uma boa parte está querendo vender a Copel para tentar abocanhar um pedaço dos recursos. Esses sim, deverão sofrer decepção. E o pior: serão lembrados nas urnas pelo seu próprio povo, sua base, que hoje se manifesta contra a privatização. Será que o processo democrático não está sendo atropelado? O povo elege o deputado, seu representante. O deputado vota contra a vontade do povo. O que está errado aí?


- ELIZEU VITAL DA SILVA, economista, Umuarama



Atleta


Venho apresentar minha solidariedade à atleta Cleusa Maria Irineu. A principal atleta fundista londrinense (com títulos internacionais, vencedora da meia maratona de Buenos Aires-2000) demonstra, na carta publicada no dia 15, sua frustração por não ter uma carteira de trabalho assinada e portanto impedida de atividades do cidadão comum como ela própria diz, de ''alugar um imóvel, possuir cartão de crédito, ou simplesmente abrir um crediário''.

Sabemos que mesmo para o cidadão com carteira assinada é difícil exercer atividades em bancos (que continuam batendo recordes atrás de recordes de lucros verdadeiros atletas monetários). O que precisamos é de uma política local que prestigie o atleta amador londrinense como nos moldes da lei de incentivo à cultura.

Foi muito triste presenciar, em 1998, a atleta Cleusa Irineu subir ao pódio da Corrida de São Silvestre em São Paulo e ser aclamada a melhor brasileira na prova, sendo patrocinada pela Prefeitura de Cascavel. Quem não conhece a atleta pode encontrá-la qualquer dia da semana em qualquer condição climática a partir das 17 horas em algum ponto do Zerão, em Londrina. Quem quiser vê-la, atente-se pois ela passará correndo. Todo atleta precisa de tranquilidade no ambiente familiar e apoio no cotidiano para desempenhar bem suas responsabilidades esportivas.


- FREDERICO DE CARVALHO FRAGA, médico, Londrina


Correção

- Por problemas técnicos, o horóscopo de ontem (Folha 2) foi publicado incorretamente.






- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup