O LEITOR ESCREVE
Copel (1)
Quero parabenizar o economista Almir Rockenbach pela brilhante entrevista na Folha no dia 14. Seu conteúdo me deixa indignado: o governador Jaime Lerner e seus ''grandes aliados'' estão dilapidando o patrimônio público com péssima gestão de nossos recursos, pedágio, falta de conservacão das rodovias estaduais, universidades estaduais sucateadas, venda do Banco do Estado do Paraná (negócio este que não trouxe quaisquer benefícios). Agora querem vender a Copel, que na avaliacão do economista vale mais de R$ 22 bilhões e não R$ 5 bilhões. Senhores deputados e senhor governador, nós vamos avaliá-los muito bem nas próximas eleições. Estamos de mangas arregaçadas. Aguardem.
- ANTÔNIO DE OLIVEIRA RIBEIRO, comerciário, Londrina
Copel (2)
Em meio à batalha da venda da Copel, aconteceu um fato que deixa qualquer londrinense envergonhado pelos votos que porventura tenham dado nas últimas eleições. Sucede que o deputado estadual Moysés Leônidas (PSB), muito lembrado em nossa cidade pelo seu programa televisivo de estilo ''popular'', teve a capacidade de trocar seu voto pela venda da Copel com o governador Jaime Lerner, por um cargo na diretoria técnica Fundepar (órgão destinado, pasmem, a cuidar da educação).
O presenteado com o cargo foi o sobrinho do deputado e vereador em Londrina, Rubens Canizares, que por sinal elegeu-se pelo PHS, partido de linhagem cristã, e que, sempre que pode, vangloria-se como ''bom católico''. O que eles imaginam ser o jargão tão propalado em campanhas políticas ''Servir a Deus e ao povo através da arte política''? Pelo contrário, jogam o patrimônio público, e que no caso deve continuar público, na lama em troca de benesses, para, no final, gerar mais corrupção. E o povo que aguente. Sou da opinião que se deve ter todo o cuidado quando se mesclam fé e política. O resultado pode propiciar um ótimo meio de ludibriar o povo, já tão agredido pelas circunstâncias da vida. Tenhamos muito cuidado nas próximas eleições!
- MÁRCIA CAROLINE PORTELA AMARO, universitária, Londrina
Copel (3)
Não é necessário adivinhar que possamos fazer o prognóstico de que ainda votaremos em Jaime Lerner para presidente da República. Decidindo acertadamente, ele, ao privatizar a Copel receberá recursos para pagar todas as contas do Estado, deixando-o em dia. A Copel não sairá daqui, continuaremos contando com a energia necessária à continuidade do nosso crescimento. O crescimento continua na Região Metropolitana de Curitiba com a instalação de novas indústrias e geração de novos empregos. Verificamos a sedimentação do Anel de Integração e o desenvolvimento que se espalha pelo interior do Paraná, um Estado reconhecidamente emergente. Acresça-se, graças a Deus, que colhemos safras boas e com bons preços. Diante de tudo isso, é compreensível que a oposição esteja ouriçada, pois com a venda da Copel, o Paraná continuará tendo energia e terá dinheiro em caixa, fato que destacará Jaime Lerner como o governador do único Estado com tais vantagens. Faço esse comentário depois de percorrer vários Estados e constatar e escutar essa tendência.
- ROMEU DEMATTÉ JÚNIOR, engenheiro e empresário, Londrina
Região Metropolitana
Em breve deve se tornar realidade o anseio de muitos londrinenses: ver a Região Metropolitana de Londrina sair do papel e se firmar como um projeto que, a longo prazo, dará sustentação ao desenvolvimento regionalizado. A exemplo da Região Metropolitana de Curitiba, solicitei e está em andamento, na Anatel, projeto que isenta a cobrança de interurbanos entre as cidades que compõem a região de Londrina, já inseridas como Região Metropolitana. A criação de uma agência para estudar o desenvolvimento, o trânsito, o transporte coletivo, o lixo, o telefone e os demais serviços necessários a estrutura urbana e rural se faz urgente, haja vista que o crescimento planejado ajuda em muito na soluções dos problemas.
Haveremos de unir num só projeto Adetec, prefeitura, Codel e as prefeituras de Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Bela Vista do Paraíso, Rolândia e Tamarana, visando à elaboração de projeto arrojado que venha a garantir melhorias para nossa região. Fortalecer o comércio, a indústria, a produção rural, o esporte, a educação, a saúde e a cultura deve ser o caminho mais seguro para obtermos a garantia de um futuro melhor. Vamos reunir na mesma mesa deputados federais e estaduais, vereadores, prefeitos, técnicos e empresários e buscar alternativas e soluções. Seremos fortes se conseguirmos alavancar nossa economia de forma programada, nos unirmos politicamente e se acima de tudo tivermos competência para apontar rumos para melhorar a vida da gente que aqui vive.
A Região Metropolitana de Londrina deverá congregar mais de 2 milhões de habitantes, que movimentam o comércio, desde o ambulante até as butiques mais famosas. São milhões de reais todos os dias circulando pela região.
Convocarmos a sociedade civil organizada para o projeto mais arrojado de todos os tempos, pois é importante a interação para o desenvolvimento e para a qualidade de vida. A região que mais cresceu em menos tempo no País, a terra mais fértil, o clima de melhor adaptação e a localização estratégica trazem para cá os olhos do mundo, e é necessário que estejamos prontos para os novos desafios econômicos. Vamos brindar um novo recomeço, a luz no fim do túnel, e comemorar o progresso que sempre fez de Londrina o melhor lugar para viver.
- HÉLIO CARDOSO, vereador, Londrina
Internet
A empresa telefônica de Londrina, cujos serviços são alardeados pela imprensa como impecáveis, modelares etc. não está respondendo à altura, entretanto, à demanda de clientes que utilizam a Internet. Embora por quase todo o interior de São Paulo e outros Estados o acesso rápido à Internet já esteja disponível há algum tempo, para o município de Londrina apenas existem promessas, de cumprimento sempre adiado. Em cidades como Marília, Bauru, Ribeirão Preto, o internauta pode escolher entre, pelo menos, três ou quatro serviços de Internet rápida como o ADSL. Em Londrina, entretanto, o serviço é restrito a apenas uma ou outra empresa localizada na zona central da cidade. Não quero mexer no vespeiro político em que se transformou a venda da Sercomtel Celular, mas será que uma coisa não está ligada à outra? A crise provocada pela livre concorrência e abertura do mercado em todo o País que alguns ''patrióticos'' vereadores e religiosos do município teimam em querer esconder já não teria começado, como antevêem os próprios dirigentes da empresa telefônica?
- PAULO MOREIRA SANTOS, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Correção
- O presidente nacional do PSB é o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. A reportagem ''PSB pede a saída de (Moysés) Leônidas'', publicada ontem, à página 6, informava erroneamente que a presidência do partido é ocupada pelo governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Filiado ao PSB, Garotinho é o presidenciável do partido.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





