Celular

Londrina se encontra mais uma vez diante de uma séria questão que vai exigir de todos nós uma decisão no dia 19. Está convocado um plebiscito onde a população deve dizer sim ou não quanto à privatização da Sercomtel Celular. Neste momento tão importante da nossa história, o Conselho de Pastores de Londrina não pode se omitir e por isso manifesta publicamente a sua opinião.
Sabemos que a história recente de Londrina na área da privatização não nos encoraja a promover mais uma. O emprego dos recursos adquiridos nas privatizações passadas continua sendo disputado na Justiça como temos acompanhado pelos noticiários. Por isso, o povo tem reservas de toda e qualquer privatização, principalmente quando o nome Sercomtel está envolvido. Todavia, cremos que estamos vivendo um momento novo nesta cidade e precisamos ver a privatização da Sercomtel Celular dentro desta nova ótica.
A Sercomtel Celular é um patrimônio da cidade e está em processo de rápida depreciação em virtude da entrada de empresas multinacionais no setor. Estas empresas investem milhões de dólares no aprimoramento dos seus serviços. Estas empresas operam em todo o Brasil com sistemas interligados, podendo assim oferecer um serviço mais ágil por um custo menor. Enquanto isso, a Sercomtel Celular não pode se expandir. Está limitada à cidade de Londrina e cada dia opera com aparelhagem que vai envelhecendo, necessitando, de altos investimentos para continuar concorrendo.
O Conselho de Pastores de Londrina é favorável ao salvamento deste patrimônio através da privatização da Celular. Os recursos da privatização serão investidos em viadutos, passarelas, asfalto, melhoramentos das estradas rurais e na própria expansão da Sercomtel fixa para outras cidades além de Londrina. Vidas serão beneficiadas com a melhoria dos bairros, das ruas. Assim, entendemos que vidas são o bem precioso que está cidade possui e se tivermos oportunidade de preservar estas vidas, devemos fazer.
Registramos o nosso apelo para que os recursos da privatização sejam fiscalizados criteriosamente por toda a população para que o seu destino final não gere dúvidas. Queremos honestidade e transparência através de prestação de contas das finanças públicas. Londrina é a nossa cidade e nós a amamos.
- CLOVES DE PINHO, presidente do Conselho de Pastores de Londrina

Liquidação

O comércio tem se modernizado e há muitos daqueles que não se aperfeiçoaram e fecharam suas portas. O freguês ficou muito mais esperto, mas se a maioria dos comerciantes não acompanhasse essa mesma evolução, seria fácil entrar no mercado e ganhar dinheiro. Mas, ao contrário, o que se observa são mercados altamente competitivos com lojistas muito bem informados e preparados.
É correta e salutar, porém nada revolucionária, a idéia de se adotar preços menores. Os preços não são feitos ao gosto do comerciante. Além de se considerar a margem de lucro, o custo da mercadoria, as despesas fixas, a inadimplência e outras despesas, deve-se considerar as perdas com pontas de estoque.
Em um mercado extremamente competitivo, as margens de lucro estão cada vez menores, não está sobrando espaço para especulações. Equivocam-se aqueles que acreditam que os comerciantes adotam preços abusivos para obterem maiores ganhos. Buscam sempre, é verdade, maiores ganhos, mas obtidos nos detalhes, economizando e racionalizando onde se pode economizar e também investindo quando necessário.
Pensar que se faz liquidações pelos valores reais das mercadorias chega a ser ingenuidade. Os clientes não são tão ingênuos e sabem o valor delas. Ao contrário do que defende o editorial desse jornal ‘‘As campanhas de liquidação’’, publicado no dia 4, às vezes o comerciante é sim forçado a ‘‘jogar mercadoria fora e ter prejuízo’’ com algumas delas. Bom seria que não houvesse pontas de estoque, que tudo aquilo que se comprasse fosse exatamente aquilo que os fregueses quisessem e não houvesse perdas. Com certeza seria possível trabalhar com preços menores e não seriam necessárias as liquidações, podendo-se até ‘‘operar em regime de liquidação o ano inteiro’’.
Importa perceber que as liquidações ocasionais não são artimanhas de que se utilizam os maus comerciantes. Fazem parte de todo o processo de compra e venda, ganhando com elas o freguês que se sujeita a comprar uma blusa de lã quando não faz mais frio, pagando menos por isso, e o lojista que mesmo vendendo com uma margem menor, não vê seus prejuízos aumentarem tendo que manter a blusa em estoque por um ano inteiro, que arcar com os custos de estocagem, e vender com preço menor no ano seguinte.
- FÁBIO YOSHIMURA AJITA, administrador de empresas, Londrina

Energia

O Paraná tem grande parte de sua superfície alagada por hidrelétricas, sendo que dessa área mais da metade corresponde a áreas alagadas por hidrelétricas paulistas – leia-se CESP (índices fornecidos pelo IAP) e Itaipu. Em 1969, a CESP fechou as comportas da Usina Xavantes, mas tem a casa de forças em Ribeirão Claro, município paranaense esse que perdeu sozinho mais de 5 mil alqueires de terra, que representou 27,5% do total alagado.
A Ourinhos Energia S/A construirá entre Ourinhos e Jacarezinho uma barragem, que irá atingir mais uma parte do Norte Pioneiro, e consequentemente nosso município. A Copel, paranaense, gera a energia consumida no Paraná e mais ainda, o que sobra é vendida à Região Sudeste. Só que a Comissão de Gestão da Crise de Energia Elétrica não levou nada disso em conta.
Os municípios de Barra do Jacaré, Jacarezinho e Ribeirão Claro, situados no Norte Pioneiro do Paraná, foram incluídos no racionamento imposto à Região Sudeste do Brasil, porque têm a sua energia elétrica fornecida pela Companhia Luz e Força Santa Cruz, que a gera em terras de Piraju, em São Paulo, não por opção, mas sim porque essa empresa ganhou a concessão há muitos anos.
O Norte Pioneiro, que depende basicamente da agricultura, tenta alçar vôo rumo à industrialização e ao turismo, só que para isto depende de energia. Suas granjas, frigoríficos, indústrias moveleiras, seus laticínios são movidos à eletricidade. Racionar sua energia é tolher seu progresso. Os municípios do Norte Pioneiro já perderam terras, população, FPM, ICMS e consequentemente progresso com as geradoras de energia e agora não podem ser novamente penalizados, por falta de energia.
A imprevisão do governo federal não pode buscar compensações na discriminação de cidades. Já basta a recessão causada pela globalização da economia, para que o Governo nos queira impingir mais recessão por falta de energia.
- MÁRIO AUGUSTO PEREIRA, prefeito de Ribeirão Claro
N.R.
- Ao contrário do que foi publicado na edição de anteontem do Caderno de Esportes, na página 3, em relação a notícia sobre futebol suíço, a equipe da Aful/Unimed/Admita RH venceu na final da Copa Kaiser o time da Skol 10, por 2 a 0, e não por 10 a 0 como foi publicado.
- Os preços dos passeios de barco pelos rios Paraná e Iguaçu variam entre R$ 50 e R$ 100 com quatro opções que incluem refeição e visitas ao lado paraguaio. A Folha Turismo de ontem omitiu a informação sobre os preços.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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