O LEITOR ESCREVE
Celular (1)
O ex-prefeito e atual diretor de autarquia Cheida tem razão quando diz que o atual prefeito e ex-diretor de autarquia Nedson está numa sinuca de bico. Cheida não precisa gastar verbo para convencer-me da necessidade e conveniência da privatização da Sercomtel Celular. Aliás, os mesmíssimos argumentos servirão para vender a Sercomtel Telefonia Fixa logo após e, talvez, antes mesmo do final da gestão Nedson.
Sou um liberal convicto e defendo a privatização como parte do modelo econômico que entendo o mais viável para qualquer nação participante da aldeia global. Entretanto, um aspecto muito importante deve ser considerado. À época de sua surpreendente campanha eleitoral, Nedson já dispunha ou deveria dispor de todas as informações que hoje possui sobre as finanças do município. Idem sobre a marcha de privatização da telefonia brasileira. Naquela oportunidade, ele defendeu com unhas e dentes que a Sercomtel não deveria ser privatizada em qualquer hipótese. Agora, tenta fazê-lo a qualquer custo. Recentemente, chegou a empelezar o debate, dando a entender que o povo não sabe votar. Talvez não saiba mesmo.
Se Nedson privatizar a Sercomtel entrará rapidamente para o rol dos distritáveis aqueles que podem, a qualquer momento, ver-se presos num distrito policial. Está andando a passos largos. Distancia-se mais e mais de seu passado-coroinha, dirigindo-se com a velocidade de um caminhão de lixo e a agilidade de um pardal rotativo aos braços do belzebu. Até quando Londrina suportará?
- GUSTAVO LESSA NETO, advogado, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Celular (2)
São tantas as incógnitas, que me pergunto. Em qual acreditar? No padre Manuel Joaquim, que em 2000 apoiava o então candidato Nedson contra Barbosa Neto? Ou no padre Manuel Joaquim, que em 2001 apóia Barbosa Neto contra o prefeito Nedson?
Antes das últimas eleições, esse padre apoiava as propostas de Nedson e o intitulava de salvador, a única saída para Londrina ter um futuro digno no cenário nacional. E que sua índole era inabalável, que suas propostas eram as melhores, inclusive, apoiava uma possível venda da Sercomtel Celular. Dizia mais. Que votar em Barbosa Neto era continuar na mesmice da corrupção e do mau-caratismo, dos desmandos e das trocas de favores questionáveis. Ele era um dos mais fervorosos defensores das propostas de governo do então candidato Nedson.
Quando questionado sobre suas intenções, respondia que era uma cruzada pela moralidade. Agora, após a posse do novo prefeito, que tenta pôr suas idéias e propostas em ação, o que acontece? O padre entra em outro movimento, o Movimento do Não.
Para quem será este não? Para a venda da Sercomtel Celular? Para o prefeito? Para Londrina? Para a administração tranquila? Para a falta de cargo comissionado? O que será que aconteceu com o padre? Será que Nedson, recém-eleito, não o convidou para fazer parte do secretariado? Ou pelo menos na secretaria que queria? Não lhe deu autonomia de fazer indicações? E sim ao PPS? Será que foi a somatória desses fatos o que bastou para o que era, não ser mais? E a cruzada que era pela moralidade? Agora é para inviabilizar o governo de Nedson? Nem que para isto ocorrer, tenha que se unir ao senhor Barbosa, que segundo ele, trazia a mesmice que outrora repudiava?
São tantas perguntas sem respostas. Só me resta fazer mais duas. A primeira é: se o padre Manuel Joaquim, com tantas agendas políticas, ainda tem tempo para pensar em Deus e rezar missa? A segunda é: será que daqui a alguns dias, ao caminhar pelo Calçadão, correrei o risco de deparar com mais um movimento em Londrina, com o nome de Movimento dos Sem-Cargo Comissionados?
Uma resposta eu sei. Se este movimento for formado, a inscrição de número 1 será do Sr. Manuel Joaquim.
- CELSO TENÓRIO, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Esclarecimentos
Em atenção a recente menção publicada nesse jornal, tenha a esclarecer o que segue: A) No mês de novembro de 98 viajei aos Estados Unidos acompanhada do meu marido, Mauro Ticianelli, tendo lá permanecido por duas semanas; B) Como não poderia deixar de ser, custeei todas as minhas despesas, dentre elas as passagens aéreas de ida e volta, que foram pagas por cartão de crédito e financiadas em cinco parcelas. O que vejo, outrossim, é que meu nome foi indevida e injustamente envolvido nesse processo de apuração de eventuais irregularidades na UEL, sendo certo que em momento algum fui consultada por qualquer autoridade ou repórter sobre a origem ou veracidade dessa informação.
A apuração de irregularidades dentro da coisa pública é corolário do princípio democrático, é inevitável e salutar ao processo de desenvolvimento de uma comunidade. Todavia, o excesso nesse processo de apuração pode implicar em injustiça grave, especialmente quando o autor de denúncias infundadas e sem motivação, na maioria das vezes, esconde-se no anonimato, mesmo sabendo que sua atitude pode macular a integridade moral de pessoas honestas que, como eu, vivem na cidade há mais de 30 anos, causando espécie que parte da imprensa local dê guarida a informações tão sem causa.
Noticiando que o presente esclarecimento está sendo enviado aos conselheiros universitários, ao Ministério Público e outros órgãos de imprensa, espero deixar bastante evidente o equívoco para, ao mesmo tempo, informar expressamente que não autorizo a utilização de meu nome, ou menção a ele, para qualquer finalidade.
- DARCI VELTRINI TICIANELLI, Londrina
N.R.
- Na edição do dia 4, a Folha referiu-se à autora, sem nominá-la; a denúncia das viagens consta do relatório final da Comissão Especial de Investigação do Conselho Universitário da UEL, que apurou irregularidades na instituição.
Corrupção
Lendo todas essas reportagens a respeito de corrupção pelo Brasil afora, tenho me questionado sobre o porquê estão fazendo toda essa maldade com o Belinati. Em Maringá, os desvios foram muito maiores que aqui, os prefeitos têm dinheiro na conta, compraram colheitadeiras com cheques da prefeitura e com eles nada acontece. Aliás, se puderem me responder, por que o MP de lá oferece apenas uma ação e o MP daqui oferece várias (desmembrou o problema?). Meu faro me diz que é para permanecer na mídia, além de sacanear o Belinati. A própria imprensa já publicou que não tem um tostão sequer na conta dele e que ele também não adquiriu nenhum bem. Isso me parece pura perseguição.
- ANDRÉ BORGES JÚNIOR, Londrina
Correção - Diferentemente do que foi informado na notícia sobre a morte de Jorge Amado, na página 6 da Folha2, o corpo do escritor será cremado hoje.
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