O LEITOR ESCREVE
Celular (1)
Sabia es la maxima, aunque no por todos relembrada, quizás por fuerza de ser trivial, de que las cosas deben comenzar por el comienzo, disse Marcelino Menendez y Pelayo, historiador espanhol. Acho que o pensamento cabe magnificamente na questão da Sercomtel Celular. Há que se respeitar a história, já que se trata de uma mera cria da Sercomtel. Nada tenho contra o plebiscito, que é uma interessante pesquisa de opinião, mas a meu ver, o problema precisará ser decidido, antes e acima de tudo, em uma assembléia dos reais proprietários das linhas, que são dezenas de milhares de londrinenses.
Quando a Sercomtel foi criada, todo o seu capital foi arrecadado de um modo muito semelhante ao do nosso Terminal Rodoviário, no qual, aliás, a prefeitura participou. A história desse caso é uma aula de lisura e respeito aos acionistas, e aquele vem manchando de todos os contrários. E enquanto isso não for resolvido e definida a propriedade de cada um que comprou desde as primeiras linhas, qualquer venda vai afrontar as próprias raízes da Sercomtel.
Quando o prefeito Hosken de Novais lançou a Sercomtel, claramente foi comunicado a todos, que seríamos acionistas da firma. Só se pode pensar em vender, após assembléia de todos os acionistas verdadeiros. Como é que a Sercomtel vai querer sair de fininho, lesando-nos a todos, duplamente, ao negar sua palavra e sua própria capitalização, e com a prefeitura se propondo a embolsar todo esses milhões, que na verdade, são das dezenas de milhares de donos reais? Obras públicas e outras coisas mais, devem usar o dinheiro público, impostos, taxas e afins, mas os que investiram na Sercomtel, devem receber o que lhes é devido.
O tempo de autoritarismo do Poder Público, felizmente, está com os dias contados, e os exemplos de suas decisões, como se percebe, nem sempre obedeceram a boa bússola. Sinto na população, que esse assunto pertence a cada um e a todos. Que se devolva, antes, o capital que virou sorvete por uma tecnicalidade esperta, que me tirou o que me era devido, assim como a dezenas de milhares, muitos inclusive já falecidos, antes de se sair vendendo o que sempre teve dono. Seria o caso de um de nossos eficientes promotores levantarem o pó da história que tenta cobrir o incobrível.
- LINCOLN BRASIL E SILVA, médico, Londrina
Celular (2)
É simplória a comparação do que se pode obter com a aplicação do resultado da venda da Sercomtel em caderneta de poupança, e o lucro gerado atualmente com a atividade produtiva da própria empresa. A caderneta de poupança não está repondo nem mesmo a inflação. Além disso, o índice inflacionário é manipulado pelo governo para esconder a verdadeira situação. No caso da Sercomtel existe além do lucro derivado de sua operacionalidade, a valorização potencial da empresa que se bem administrada, cresceria como outra do ramo.
O mal maior está na formulação das políticas públicas do governo federal, subserviente aos interesses internacionais, que sucateia e denigre o serviço público, para atingir os seus objetivos que é a total privatização sem critérios e sem levar em conta os interesses nacionais. Aí estão as consequências dessa fúria privatista que impossibilitou investimentos no setor estratégico e fundamental para o desenvolvimento de qualquer país.
Apesar da independência dos poderes e da autonomia dos Estados e municípios, no regime presidencialista não há como desvincular as decisões no poder central que afeta e atinge as administrações federativas. No caso da venda da Sercomtel, é um fato consumado, fruto de decisões superiores que encurralaram qualquer outra tomada de posição local a não ser a privatização. Ano que vem temos eleições majoritárias, e o brasileiro deverá pensar na importância de seu voto.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Indiciado
Em recente anúncio de novo processo civil produzido pela Promotoria Pública (de Londrina), relativo ao caso AMA-Comurb, surpreendentemente verifiquei estar sendo indiciado nesse indigitado caso. Nesse momento, fruto de um sentimento de indignação e inconformismo, ocorre-me somente o desejo de declarar que jamais pratiquei ou praticaria qualquer ato lesivo ao município de Londrina.
Indicado para assumir o cargo de secretário municipal de Agricultura e Abastecimento por um conjunto de entidades públicas e privadas, preocupei-me durante todo o período em que permaneci à frente do referido órgão em exercê-lo com competência e integridade, como fiz em todos os demais cargos que ocupei.
Os diversos programas, projetos e atividades estabelecidos foram cumpridos com a clara percepção de minha responsabilidade para com a sociedade. Não é o momento de uma prestação de contas, mas sei que deixei a secretaria com a certeza de haver realizado o melhor possível dentro das condições disponíveis.
Por outro lado, não há porque me esquivar do fato de haver auxiliado no processo eleitoral, em especial na área rural de Londrina. Não posso deixar de reconhecer que, solicitado por um deus corrdenadores, recebi determinado recurso para trocar em miúdos e efetuar pagamentos de campanha.
Não posso deixar de esclarecer, por oportuno, que jamais tive participação ou conhecimento do processo de arrecadação de recursos para campanha, particularmente quanto ao fato desse ter tido origem em licitações fraudulentas. À época, agosto de 1998, não se conhecia qualquer atitude ilícita na administração, entendia que os fundos de campanha provinham de doações legais, como soe acontecer em campanhas eleitorais.
Ao prestar esses esclarecimentos desejo manifestar minha confiança na ação da Justiça, oportunidade em que ficará evidente que minha participação nessa campanha eleitoral não produziu nenhum ato que possa comprometer a mim ou àqueles que me indicaram.
- SAMIR CURY, Londrina
NR. O autor foi secretário municipal na gestão do prefeito Antonio Belinati.
Título
Atualmente devemos nos questionar sobre o verdadeiro objetivo do nosso tão poderoso título eleitoral, que na época de campanha, passa a ser o objeto de desejo de muitos, se não todos, os candidatos. Todos são lindos, maravilhosos e o melhor: vão resolver todos os problemas da nossa tão massacrada população.
É sempre a mesma ladainha e nós sempre engolimos. Uns se aproveitam da humildade da população, prometendo mil e uma soluções para os seus principais problemas como desemprego, habitação, saúde, educação. Já outros vão um pouco mais longe: partem para o lado do sensacionalismo mostrando a cara do nosso povo sofrido. E é claro que aquele abraço fraterno sempre vai estar presente nas telas da hipocrisia.
Exemplo claro mostrando esse tipo de atitude ocorreu nesse última semana, quando o nosso ex-prefeito cassado (Antonio Belinati) fez do seu programa de rádio um verdadeiro picadeiro. Aproveitando todas as lentes da imprensa em cima dele, ele resolveu virar o jogo utilizando de táticas mais que repetitivas e exaustivas, criticando a atual administração em relação ao Pronto Atendimento Infantil (PAI).
Dizia o nosso ex-prefeito: E as nossas crianças? Elas não têm título mas merecem todo o nosso respeito. Francamente, elas como todo o restante da cidade, merecem é o dinheiro comprovadamente desviado da prefeitura e demais órgãos públicos de volta. Todos nós temos a obrigação de reaprendermos a usar o nosso título de eleitor para não passarmos por essas e outras palhaçadas impostas por esses mercenários da política.
- RENATO CRISTOPHER DOS SANTOS, 1º tesoureiro da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (ULES)
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