O LEITOR ESCREVE
Mutuário
A velha e eterna luta dos mutuários da casa própria contínua. Antes havia o BNH, que foi extinto por não corresponder aos anseios da população. Ficou em seu lugar o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), cujos recursos viriam do mercado financeiro. Diante de sucessivos planos econômicos e da política eminentemente monetarista cultuada pelo governo e pelos neoliberais com o objetivo de dar sustentação ao Plano Real, ocorreu grave distorção entre o custo do financiamento e a valorização do imóvel. Dessa forma surgem as aberrações do sistema, em que depois de pagar mais da metade das prestações o mutuário observa que o seu saldo devedor é superior ao valor de mercado do próprio imóvel financiado.
A conclusão a que podemos chegar dessa distorção é de que a valorização dos imóveis não acompanhou o custo (juros) do dinheiro. Os mutuários estão diante de duas soluções: a primeira é via judicial, reduzindo o saldo devedor; a segunda, tornando-se inadimplente e depois arrematando o seu próprio imóvel através de terceiros. Contudo, essa mesma distorção ocorreu àqueles compradores à vista, que estão no prejuízo em relação ao custo do dinheiro, pois a sua casa própria encontra-se desvalorizada em relação à moeda em pelos menos a metade.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Agradecimento
Os homens de bem têm em comum os mesmos valores, a coragem para empreender e a constante busca por uma sociedade mais justa e progressista. Esse é o alicerce da fé que nos une e que você tão bem representa nós acreditamos nessa cidade e nos homens que construíram e que estão construindo a sua bela história. Por essa razão, ficamos honrados e agradecidos com a presença (do fundador da Folha, João Milanez) no evento da nossa Certificação de Concessionária Chevrolet Nível A. Ao dedicar essa conquista a Londrina, o fazemos através do amigo João Milanez que reflete em seu espírito o que nossa cidade tem de mais valioso: sua vocação para o trabalho e para a grandeza.
- ASSAAD NABHAN, diretor presidente, Londrina
Transporte escolar
Inúmeros secretários estaduais de Educação têm questionado a participação federal no transporte escolar. Atualmente, o importante serviço público prestado através do Programa Estadual de Transporte Escolar (Pete) é insuficiente para tal, com uma distribuição de recursos que tem como custeio básico o número de alunos e o tamanho dos municípios.
O Conselho Estadual de Secretários de Estado de Educação (Consed), procurou reformular o Programa Nacional de Transporte Escolar (PNTE), de uma forma mais justa aos municípios, propondo: 1. Financiamento do custeio do transporte; 2. Transformar o PNTE em um programa universal, com recursos ditribuídos por aluno transportado (per capita); 3. Aumento dos recursos alocados para o programa.
Essa reivindicação, mais que justa, visa a solução do problema. O PNTE, de uma forma injusta transfere valores a todos os municípios do Brasil, não levando em consideração as peculiaridades de cada um. Assim, os valores para 2000, liberados a cada município até R$ 50 mil para o ensino regular e, até R$ 25 mil para o ensino especial, não levam em consideração especificidades do município. Aqui vemos a injustiça: não importa o tamanho ou o número de alunos e, mesmo assim esses valores são extremamente baixos.
O pleito defendido pelo Consed visa modificar o PNTE, pois atualmente, com essas verbas ínfimas contemplam unicamente: 1. Compra de veículo
zero-quilômetro; 2. Não financia o custeio do veículo; 3. Não prevê uma distribuição aos municípios, de acordo com sua dimensão e número de alunos transportados. Pretende-se a melhoria mencionada conforme ocorre com os recursos de merenda escolar, per capita. Nada mais justo e democrático.
- MÁRCIO ARTUR DE MATOS, deputado federal, Brasília
Gaijin II
Gostaríamos de mais uma vez agradecer o importante apoio da Folha em relação ao filme Gaijin II. Com a sua participação estamos próximos da realização dessa importante obra cinematográfica que contará a história dos imigrantes no Brasil. Estamos implantando a nossa base de produção em Londrina, a ser inaugurada hoje, dia 31, e em janeiro iniciaremos as filmagens no Norte do Paraná, para lançamento comercial previsto para depois da Copa do Mundo.
- TIZUKA YAMASAKI, diretora, Londrina
Poluição visual
A respeito do texto Poluição visual publicado em carta do leitor, nesta Folha, no dia 27, por Francisco Carlos Navarro, temos a esclarecer: na referida carta, o Sr. Navarro diz que coloca em dúvida a ética das empresas que se utilizam de um bem público para fins particulares. É bom esclarecer ao leitor, que a Quadra Construtora é uma empresa que respeita as regras do mercado e cumpre rigorosamente seus deveres constitucionais há mais de 15 anos. Como empresa administrada e comandada por londrinenses, sempre assumimos um importante papel no desenvolvimento político e social desta cidade, com participação ativa nas questões do interesse público.
E é justamente por cumprir a lei que a Quadra Construtora utilizou-se dessa modalidade de propaganda, embora o Sr. Navarro desconheça, que é regulamentada e cobrada pela CMTU e Copel, e diga-se, não é nada simbólico. Ainda com referência à poluição visual concordamos com o leitor, que esta bela cidade que é o orgulho de todos nós, está poluída visualmente demais, e achamos que o papel da CMTU em dar novas diretrizes a chamada mídia exterior vem em boa hora e deverá começar pelos irregulares, que não recolhem absolutamente nada aos cofres do município e que só poluem visualmente nossa cidade.
Quanto à Quadra Construtora, além de sempre estar em conformidade com as leis que regem o município e Estado, certamente fará sua parte para que Londrina continue a nos encher de orgulho como uma das principais cidades brasileiras em beleza e qualidade de vida.
- LUIZ CARLOS MORO PIRES, diretor da empresa, Londrina
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na notícia Governo usa carteira profissional para pressionar empregador, na página 2 de Folha Reportagem do dia 29, quando o prestador de serviço é cooperado, ele tem uma relação jurídica diferenciada e não uma relação empregatícia diferenciada.
- Prefeito Edgar Bueno (PDT), de Cascavel, foi identificado erroneamente como Rubens Bueno (deputado federal do PPS-PR) na primeira página de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





