Sercomtel Celular
É uma questão de inteligência, de simples raciocínio, o entendimento a respeito das vendas de Sercomtel Celular e da Copel. São transações comerciais completamente diferentes. A Sercomtel Celular, que é simplesmente um segmento da empresa Sercomtel e que no ano passado detinha 100% do mercado de telefonia celular em Londrina, atualmente vê o mercado absorvido em 40% pela Global Telecom, e com isso vem se desvalorizando diariamente. Está entrando no mercado londrinense a megaempresa italiana TIM, campeã européia na telefonia celular.
Com isso, a Sercomtel Celular que poderia ser imediatamente vendida por um valor extremamente benéfico para Londrina, cerca de R$ 130 milhões, após oposição político/demagógica que está ocorrendo, quando puder ser negociada não valerá nem um décimo desse montante.
Os londrinenses precisam se dar conta da grande perda que pessoas
mal-intencionadas nessa cidade estão trabalhando para que ocorra. Então o dinheiro que estaria disponível para ser utilizado de forma transparente na construção de obras públicas de primeira necessidade não virá. Que esses prestadores de desserviço para com Londrina respondam a isso quando quiserem concorrer a algum cargo eletivo ou quando quiserem reclamar. Não terão a mínima razão.
Agora haverá plebiscito. Que as pessoas de inteligência digam ‘‘sim’’. A Sercomtel-empresa continuará a crescer. O povo ajudará a amenizar as consequências desastrosas decorrentes do desvio ilegal de dinheiro público ocorrido na gestão municipal passada.
Quanto à Copel, a venda é um descalabro que o governo do Estado do Paraná está tentando realizar e deve ser esquecida, evitada, combatida. A Copel é o maior bem que o Paraná possui, depois do seu povo. Rendeu mais de R$ 430 milhões de lucro no ano passado. Quais seriam as verdadeiras razões dessa ansiedade do governo Jaime Lerner para se desfazer de uma empresa que tantos benefícios e orgulho traz aos paranaenses?
Consta que dos deputados estaduais que representam Londrina e região, somente o deputado José Maria Ferreira se manifestou contra a privatização, certamente desastrosa. Os que forem a favor da venda da Copel, fatalmente estarão estigmatizados politicamente e certamente sofrerão a rejeição popular, quaisquer que sejam suas pretensões políticas futuras.
- ANTONIO FUNFAS NETO, médico, Londrina
Primeiro Mundo
Sempre combati severamente a marquetagem política de que existia um ‘‘Primeiro Mundo’’ no Paraná, localizado na capital. Como conheço a ambos bem, jamais percebi qualquer semelhança. Agora estou entendendo melhor. É que o senhor (com meu voto, que absurdo) que deveria ficar lá o tempo todo, só saindo para ouvir as vaias e eventuais aplausos que porventura mereça, realmente vive no Primeiro Mundo.
Só agora me ‘‘caiu a ficha’’: ele não está falando de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, de Curitiba, aí meu engano. Ele está falando sobre onde mora. Só após ele vir pela 41ª vez, é que entendi a pegadinha. Ele vem sempre aqui, mas, ‘‘ligeirinho-ligeirinho’’, volta para o Primeiro Mundo.
Agora mesmo, quando ele foi para o Primeiro Mundo, e houve uma ‘‘revoada de secretários’’, cada um para um lugar do ‘‘Primeiro Mundo’’, é que entendi sobre o que falava. Ele voltou. Até li uma nota oficial sobre as esposas dos policiais militares, mas será que ele estava por aqui na greve, no frio delas, na época?
Caríssimas senhoras: acho melhor se informarem na agência de turismo quando ele vem. Ou volta, sei lá. Quarenta viagens para ver o palácio. Até que vêem bastante, não acham? Governar na base de ‘‘nota oficial’’, puxando a orelha das esposas de PMs, é novidade. Na outra volta, fique mais. Ou melhor, fique por lá.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, médico, Londrina
Paradoxos brasileiros
O governo federal está divulgando nos meios de comunicação de todo o Brasil um informativo publicitário saudando os sete anos do Plano Real, completados em julho, que segundo apurou jornal do centro do País, custou R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.
As notícias principais do informe ufanista falam que o plano econômico orquestrado por Itamar Franco e levado a feito por FHC mudou radicalmente o Brasil, permitindo que 11 milhões de brasileiros saíssem da condição de pobreza, que crescesse o nível de emprego, aumentasse o poder de compra do trabalhador e que fossem assentadas 500 mil famílias, através de programa de reforma agrária.
A tática divulgada pelo ex-ministro Rubens Ricupero, assentada na divulgação do que é bom, ou fazendo a leitura que a cada um melhor aprouver dos números está flagrante neste aniversário do Real.
Com inflação média de mais de 80% no período, o crescimento da dívida pública para patamares acima de 50% do PIB, dois relatórios, um do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e outro do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, sobre o ‘‘mapa da fome no Brasil’’, apresentados também em julho, contradizem ou colocam por terra todo o ufanismo governista.
Os documentos revelam que o Brasil tem 50 milhões de miseráveis, com renda mensal inferior a R$ 80, que não garante os recursos para ingestão mínima de alimentos recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de continuar com uma das piores situações de distribuição de renda, ficando em quarto lugar entre 162 países pesquisados pela ONU, bem como em 69º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano.
Esta é claramente a parte mais importante de qualquer plano de governo dos futuros candidatos à Presidência da República: atacar as mazelas e investir definitivamente no desenvolvimento de infra-estrutura e de condições que permitam reverter a situação escabrosa de miséria e ‘‘apartheid’’ social que ainda vivemos, apesar do governo tentar vender outra imagem em matérias pagas na mídia.
- VILSON ANTONIO ROMERO, auditor fiscal do INSS e diretor da Associação Gaúcha dos Fiscais de Previdência, Porto Alegre
Correios
Até o dia 13, a postagem de uma carta no Correio custava R$ 0,27 (simples) e R$ 1,67 (registrada). Aumentaram respectivamente para R$ 0,40 e R$ 2. Ora, entendemos que o preço justo, tendo como referência o minguado salário mínimo, deveria ser no máximo R$ 0,50.
O sistema continua massacrando as camadas mais pobres com aumentos desproporcionais. O povo brasileiro é ‘‘cordeiro’’ pela sua ignorância, aceita tudo que lhe é imposto. Não temos representantes competentes para impedir abusos. Devemos colaborar para que um dia esse quadro caótico mude.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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