Lalau
O País está acompanhando um dos casos mais humilhantes e vexatórios de toda a sua história, o vaivém do superjuiz Nicolau dos Santos Neto, o mesmo que levou milhões do TRT de São Paulo, e que agora vive meio entre sua mansão em prisão domiciliar e a sede da PF em São Paulo.
Essa brincadeirinha de gangorra reflete a situação do nosso corrupto e desorganizado País, a começar pela nossa Justiça que em poucas horas concede e revoga mandados de prisão de superladrões. Justiça da qual o super Nicolau fez parte e através dela meteu a mão nos cofres públicos. Mas o que mais nos faz refletir é saber se compensa toda esta movimentação em torno do juiz Lalau, pois até o momento nada do que ele roubou foi recuperado. E com certeza não será. Basta olharmos para trás e ver o caso da nossa super Jorgina de Freitas. A fraudadora do INSS hoje desfruta de sua riqueza adquirida ilegalmente.
O pior é sabermos que enquanto centenas de policiais se encontram de prontidão para remover o juiz Nicolau, faltam policiais para proteger nosso povo, como está acontecendo em Salvador, onde os nossos sofridos comerciantes estão sendo obrigados a fecharem suas portas, para se protegerem dos saqueadores diurnos. Estes, na frente de câmeras de televisão, usam e abusam da falta de policiais.
Por todas essas razões, nada adianta estar dando tanta atenção para um superladrão como Nicolau, pois com certeza o dinheiro que ele roubou nunca voltará. E com certeza a liberdade será mais prejudicial a ele, pelo repúdio que o povo brasileiro vai ter, do que ficar neste vaivém, em que o juiz passa o tempo dentro dos carrões da Polícia Federal. Em nosso País o povo tem mais decência e caráter do que a nossa Justiça e a nossa polícia, que deveriam ser os precursores dessas qualidades.
- FRANCISCO ANTONIO BONI, universitário, Santa Cruz de Monte Castelo
Vestibular
Londrina é uma cidade privilegiada. Durante duas vezes por ano é cobiçada por milhares de jovens. O vestibular da Universidade Estadual (UEL) mexe com os sonhos das pessoas. O sonho de vislumbrar novos horizontes. O sonho de mudar de vida. O sonho do recomeço. O sonho de se tornar jovem novamente.
Nesta época do ano tomamos uma injeção de ânimo. Muitos esperam a oportunidade de se tornarem cidadãos londrinenses. A tão almejada vaga na UEL, uma das melhores universidades do Brasil segundo várias pesquisas, é um trunfo na carreira de qualquer profissional. E tudo isso é fruto de nosso trabalho, de nossa história. Cada cidadão londrinense é responsável por esse sucesso. Uns de forma mais direta, outros não, porém todos têm sua parcela de contribuição.
O fato é que Londrina é apaixonante. É difícil não gostar daqui. Uma cidade que possui uma infra-estrutura invejável. Nossa medicina é modelo para o Brasil. Temos um comércio forte. Uma cena cultural ativa, com festivais renomados internacionalmente. Também passamos por problemas, como o resto do País e do mundo, mas como todos os brasileiros lutamos contra eles, com muita vontade de vencê-los.
Londrina é forte. Uma realidade. Nosso povo é guerreiro. E todos estes aspectos refletem em nossa cidade, brilha no nosso cotidiano. Talvez seja por isso que muitos gostariam de sentir o mesmo que eu sinto, orgulho de ser londrinense.
- RUBENS CANIZARES, vereador, Londrina
Balé
Tive o prazer de apreciar na Funcart a excelente apresentação do Ballet e do Ballezinho de Londrina. Apresentação de gala. As meninas do Ballezinho exibiram desenvoltura surpreendente. Não sou versado em balé, mas me encanto com a combinação dos movimentos da dança com a música. ‘‘Female’’, sob o coral de vozes da TV Búlgara, atestou a ‘‘maioridade’’ do Ballezinho. As meninas virtualmente flutuaram no palco com seus movimentos elegantes, suaves e coordenados. Parabéns garotas, vocês estavam lindas. Pontos para o coreógrafo Wagner Rosa e as ensaiadoras Adriana e Carla.
‘‘Era uma vez...’’, apresentado pelo Ballet de Londrina, com música de Beethoven, merece ser revisto. O coro de vozes solenes extraído da Ode à Alegria parecia incompatível com a pantomima do texto. A impressão se desfez logo. A encenação foi digna dos palcos profissionais. Samuel Frare e Marx Bruno exibiram uma terrível luta corporal, em câmara lenta, sensacional!
Impressiou-me a apurada técnica do gesto, da mímica. Lembrei-me do dramático embate dos samurais de Kurozawa em oposição à pantomima bem-humorada. Samuel conseguiu harmonizar movimento corporal, gesticulação e expressão facial. Nem se percebia o palco, mas a tela do cinema, a ação em câmara lenta. O resultado foi magnífico. A platéia vibrou. O público, talvez empolgado pela farsa
bem-humorada de ‘‘Era uma vez...’’ exagerou algumas vezes com a apresentação de ‘‘Tchibum’’, riu quando devia chorar, na récita do belíssimo soneto de Augusto dos Anjos; a platéia, descontraída por ‘‘Era uma vez...’’ prejudicou a dramaticidade do texto. Quem sabe o problema seja resolvido com a inversão da ordem das apresentações?
Não obstante, parabéns ao público que soube aplaudir e incentivar o grupo excelente do Ballet e do Ballezinho de Londrina. Em tempo: Ettiene, você esteve muito bem. Prossiga, a arte da dança é extenuante, mas a dedicação será recompensada no futuro.
- JOSÉ DE ALENCAR SOARES CORDEIRO, Londrina
Aterro
Gratos, lemos no Espaço Aberto da Folha, no dia 8 de junho, o professor André Virmond Lima Bittencourt ampliando a discussão em torno dos aterros sanitários com seu artigo ‘‘O lixo é vilão ou parte da solução?’’. Rolândia é citada pelo professor como município que quer um aterro sanitário sob normas técnicas. Na ONG Ambiental Movimento Nossa Terra tivemos a oportunidade de convidar duas vezes Bittencourt, engenheiro químico, doutor em geologia e professor universitário em Curitiba, que atendeu de pronto nosso pedido em conhecer e avaliar o aterro sanitário de Rolândia em construção.
Dessas visitas resultaram pareceres que levantaram desde o local inadequado do aterro, da falta de poços de monitoramneto das águas superficiais, da impermeabilização incompleta da trincheira, da irresponsabilidade de ter sido perfurado um poço profundo na área, não previsto no projeto, e da rede elétrica mal localizada no aterro. Concluiu o professor que mesmo com tantos problemas, a obra do aterro sanitário de Rolândia poderia ser corrigida, opinião que comunicou ao IAP e a Suderhsa, de Curitiba.
No entanto, as coisas no aterro só vêm piorando. Às escondidas, o aterro incompleto foi inaugurado nos últimos dias da gestão passada. Por ocasião da entrega da obra pela Suderhsa à atual gestão, a presença da ONG foi proibida. Meio ano se passou, continua o não-cumprimento do projeto e na área do aterro verificamos roubos, depredação e abandono. Para efeito de mídia, foi feito no aterro uma faxina estética. Isso causou rompimento da lona impermeabilizante em alguns locais e destruiu a entrada do único poço de monitoramento. Como ONG ambiental não podemos aceitar mais um lixão ‘‘travestido de aterro sanitário’’.
- DANIEL STEIDLE, presidente da ONG Movimento Nossa Terra, Rolândia
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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