O LEITOR ESCREVE
Segurança
No momento em que os órgãos de comunicação social, a nível nacional, trazem diariamente vasto conteúdo a respeito de segurança pública, tivemos a grata satisfação de ler no editorial desse grande jornal do Paraná, dia 6, matéria da mais alta consistência, atualíssima, inteligente e com propostas coerentes, visando resolver, na prática e a curto prazo, o problema de segurança pública no Brasil. É nossa esperança que as autoridades, a nível federal e de outros Estados, tenham lido aquele editorial para que, com serenidade e, despidas das influências momentâneas, saibam, com prudência, estudar e defender as mudanças que retratem ‘Ordem e progresso’. Afinal, esse é o dístico da nossa flâmula mater.
Felizmente no Paraná a Polícia Militar vive situação diferente, onde os investimentos têm sido feitos e podemos prestar bons serviços à população. Posicionar-se da forma prática, corajosa e coerente na defesa do povo é a demonstração inequívoca de independência jornalística e profissional, características próprias desse jornal, desde os seus primórdios. A análise do problema, a nível nacional, retratada no citado editorial, nos mostra o preparo, cultura geral, atualização e senso crítico da Folha do Paraná. Quando a ‘Folha’ fala em respeito à população, segurança pública e soluções, está sustentada nos dados mais atuais sobre o assunto, acompanhando tudo com a seriedade que o fato e o momento atual merecem. Parabéns.
- Coronel VALDEMAR KRETSCHMER, comandante do Policiamento do Interior, Curitiba
Reforma agrária
Os direitos humanos são medidos de acordo com a justiça social oferecida ao povo, onde a própria justiça, a solidariedade e o amor devem prevalecer. Mas não temos percebido empenho suficiente do poder central brasileiro em estabelecer uma eficaz e imediata reforma agrária no Brasil. Até podemos argumentar sobre a temeridade que os mandatários devem sentir ao lidar com os latifundiários poderosos do Brasil. Isto é óbvio. No entanto esta protelação já antiga pode custar caro para a manutenção da ordem social na nação, pois já estamos nos deparando com movimentos que, atropelando nossa Carta Magna, a Constituição brasileira, ignorando a própria lei, invadem propriedades alheias, produtivas ou não.
Isto é crime. Apossar-se do que não lhes pertence é roubo, é rapinagem. Mesmo utilizando tratores potentes e telefones celulares. Se o Movimento dos Sem Terra (MST) deseja uma reforma agrária correta, honesta, legal, tranquila, deve escolher representantes que comunguem com as suas idéias e que sejam inteligentes, idôneos e culturalmente preparados para tratar do assunto com o governo e então o governo, ouvindo-os, tem obrigação de efetivar a reforma. O que não pode acontecer é oportunistas inescrupulosos especularem com terras ocupadas. Com certeza haverá reação por parte dos invadidos. Muitos já estão se armando. A história mundial já mostrou diversas situações semelhantes.
Se não houver um controle imediato da situação, o que poderá vir a suceder será irreversível. Poderá ocorrer o início de uma tragédia que ninguém conseguirá deter pacificamente. Então será tarde demais. O sangue começou a correr. Infelizmente. Alguma coisa real deve ser feita, imediatamente.
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, médico em Londrina
Adeus, Beto
De repente, ficamos sem o Carlos Alberto Rocha, o Beto, essência da alma irmã, do homem bom, do sorriso infinitamente amigo. Magrinho, o bigodão que se abria num dos mais bonitos sorrisos que conheci, os braços sempre à busca do abraço. O nosso Beto se foi. Londrina perde um filho querido e vai ter que se arranjar sem ele. Tragédia. Ao sofrimento da família, tão presente em toda a história da cidade de gentes que aqui um dia enfrentaram a mata e plantaram uma epopéia de pioneiros, os sentimentos de uma perda tão irreparável, mas também a gratidão, por nô-lo ter emprestado nestes anos de amizades e retidão, em uma das mais bonitas religiosidades que conheci. Feliz no templo, nas ruas, na vida, Beto foi para a serenidade. Se Deus quiser, outros Betos virão. Mas este que se foi para a Tua paz, foi cedo demais. Ora por ele, Londrina.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, médico em Londrina
Dia do Estudante
Nossa passagem por esta vida é indubitavelmente um constante aprender e, quando produtivo este aprendizado, transforma em prazerosa fonte de realização e felicidade. Onze de agosto é Dia do Estudante. Substantivo que se associa à figura de juventude, alegria, energia e descontração, mas que também tem pelo seu caminho não pouco sacrifício, privação, ansiedade, temores a transpor. Jovens que ainda não encontraram a resposta para seus dilemas não são poucos. Dúvidas como qual o curso superior seguir; se haverá colocação profissional, entre outras, atormentam.
Não obstante vivenciamos um dos mais agradáveis períodos da vida. E o que dizer dos jovens, centenas de milhares, que afluem de diversas partes para Londrina, em busca de um futuro tão sonhado, condizente com suas aspirações e que sacrificam a convivência com seus preciosos familiares. Apoiando-me nos versos do genial e festejado Fernando Pessoa, ‘tudo vale a pena, quando a alma não é pequena’. Somos eternos aprendizes da arte de amar, da busca do sucesso, brasileiros que com seu talento podem fazer um país mais justo e progressista.
- ANTONIO SHIZUO TSUCHIYA, Londrina
Estacionamento
O Com-tour Shopping Center vem cobrando taxa de estacionamento de veículos de consumidores. A medida gera desconfiança, desrespeito, insulta, irrita e abusa. Uma mensagem esclarece: ‘Compras acima de dez reais o Muffatão paga.’ Será que a diferença no preço não é compensada no valor de produtos de consumo? Desrespeito porque este não é o tratamento adequado que o consumidor espera receber. É medida antipática que afasta, cada vez mais, o consumidor dos centros de compra. Sofrem com isto, também, comerciantes que lá possuem estabelecimentos, a maioria de pequeno porte.
- JORGE DOS SANTOS DA SILVA COSTA, Londrina

mockup