O LEITOR ESCREVE
Baderna
Qualquer cidadão decente sabe que o seu direito vai até onde começa o do seu próximo. O direito não pode ultrapassar um milímetro sequer a linha (imaginária ou não) que existe entre vizinhos, pois estaria prejudicando um em detrimento do outro. Então, para poder exigir meus direitos, devo, em primeiro lugar, assumir minhas obrigações, respeitando os direitos do próximo. Acontece que não tem sido assim.
Moro no Calçadão de Londrina (Avenida Paraná), onde é cobrado o mais caro IPTU da cidade e vejo que só tenho obrigações. Meu direito ao silêncio e sossego não existe, ver que por qualquer coisinha o Calçadão é invadido por baderneiros. Presenciei mais uma baderna, e quase fui agredido ao reclamar.
Existe uma grande diferença entre reivindicação e baderna pura e simples. Só não sabem ou não querem saber a diferença os cabeças que conduzem as vaquinhas-de-presépio, que só sabem obedecer.
Alguém tem de tomar uma providência, pois essa vergonhosa omissão do Poder Público (respeito aos moradores) acabará permitindo ao particular a tomada de medidas justas porém necessárias. Mesmo correndo o risco de responder a processo-crime por infração ao artigo 345 do Código Penal, alerto às autoridades para o problema. E a persistir a omissão, agirei.
Não vai ser agora que os sem-terra, sem-teto, sem-emprego, e principalmente os sem-educação terão mais direitos que as demais pessoas, arvorando-se no direito de agredir a quem lhes peça um pouco de respeito e consideração. Qualquer situação fora disso é baderna pura e simples. E lugar de baderneiro é longe da sociedade pacífica e organizada. Rogo que os dignos diretores da CMTU doravante usem os fiscais da autarquia para coibir tais abusos.
- TADEU ARILSON STULZER, advogado, Londrina
Trânsito (1)
Há muito tempo que os moradores da região sul de Londrina clamam por melhorias nos bairros. Eles estão cansados de implorar para que haja uma atenção maior com relação às reivindicações. Quanta luta não foi deflagrada para não conseguir o semáforo da Avenida Inglaterra! Mas as autoridades do trânsito diziam que era desnecessário o semáforo naquele local, mesmo diante do fluxo intenso de veículos. Parece que há falta de vontade política para atender aos clamores populares.
Pela estupidez humana advêm tragédias que ceifam vidas preciosas como os anjos Amanda e Lucas, que precocemente foram para o céu, por causa da insensibilidade de mentes doentias. Por falta de sinalização adequada e presença de fiscalizadores no trânsito, os mal-educados do volante fazem, nas ruas, uma cidade sem leis, não respeitando nada: passam em sinal vermelho, assassinam quem passa nas faixas de segurança, param em filas duplas e ninguém faz nada.
O povo está cansado de circo. A Avenida Inglaterra precisa, além da maquiagem dos sinais de trânsito, urgentemente, de módulo policial. Os assaltos são frequentes. Várias vezes foi solicitada uma solução para o cruzamento diante da Cativa. Tem-se a impressão que sinalizam tudo, mas quando chega perto desse cruzamento eles não sabem o que fazer. Vai continuar desse jeito ou vamos esperar um acidente grave?
Quando os políticos vão respeitar o povo e parar de pensar em eleições? Em cada parte do Brasil há meia dúzia de políticos que mandam e querem continuar mandando para acumular fortunas, numa eterna labuta do poder. Muitos nada fizeram de bem para os semelhantes, achando que fizeram e fingindo que farão. Nos pequenos e nos grandes municípios há vestígios crassos de corrupção e as leis não conseguem punir ninguém, pois forças maiores se sobrepõem.
Não se esqueçam na vida tudo passa, só as obras boas ficam. Os moradores da região sul esperam obreiros para que as melhorias aconteçam.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, professor de sociologia, Londrina
Trânsito (2)
Há tempo venho acompanhando as reportagens da Folha onde se discute assuntos sobre violência do trânsito, indústria de multas, recursos indeferidos, campanhas educativas etc., em Londrina. Vejo que muito se fala e pouco se faz. Já tentei várias vezes opinar junto à Comurb (hoje CMTU) e ao IPPUL, e indicar algumas falhas no sistema viário, mas não obtive crédito.
No cruzamento das avenidas JK com Higienópolis não existem semáforos para pedestres em quatro sentidos das avenidas; no Terminal Urbano (Rua João Cândido com Benjamin), milhares de pedestres disputam diariamente este cruzamento junto com automóveis e ônibus entrando no terminal. Não seria bom um semáforo de três fases? Na Avenida Dez de Dezembro, desde a Avenida Brasília até o Jardim Igapó (mais de 6 km) não existe um semáforo para travessia de pedestre. Imaginem quantos cruzam esta avenida por dia! Nas avenidas Brasília, Leste-Oeste, JK, rodovia PR-445 e outras ruas da cidade, faltam placas de indicação de sentido de trânsito. Há placas, trevos e saídas erradas.
Gostaria muito de poder colaborar. Sei que qualquer resultado positivo será importante para todos. Pelo que se vê, a culpa do trânsito violento não é só de motorista e de pedestre.
- CARLOS ALBERTO COSTELINI, Londrina
Trânsito (3)
A Avenida Higienópolis, em Londrina, é um grande perigo para os pedestres por causa da falta de sinaleiros de três tempos. Em todos os cruzamentos com ruas que cruzam essa avenida, quando o sinal verde abre para o pedestre atravessá-la, ele abre também para os carros que entram nela, com o perigo iminente para quem atravessa, mesmo na faixa, com risco de atropelamento, pois o motorista não dá chance ao pedestre.
Simultaneamente, os carros costumam parar sobre a faixa, dificultando ainda mais para quem atravessa a avenida, sem nenhum guarda para proteger o cidadão em sua preferência. Isso também acontece em outras vias públicas em situação semelhante. Seria bom tomar providências.
- JOSÉ LUÍS PASCOAL, Londrina
Auditoria
Os pareceres de auditoria têm uma finalidade muito específica: a de expor resumidamente a opinião do auditor a respeito da fidedignidade das demonstrações contábeis. O parecer é de fundamental importância para todas as partes que, de alguma forma, estão envolvidas com demonstrações contábeis. Por isso, a sua redação deve ser cuidadosa, de modo que reflita criteriosamente o julgamento do auditor.
A crescente sofisticação do mundo dos negócios e o melhor entendimento por parte do público a respeito da utilidade dos serviços dos auditores, criou uma demanda excepcional por uma variedade de serviços muito além das tradicionais auditorias de balanço.
A Ernest & Young reconhece que o trabalho que um auditor pode ser chamado a fazer, a diversificação de relatórios resultantes e os problemas que emergem são infinitos. Muitas vezes, o auditor sente a necessidade de incluir em seu relatório informações adicionais, que podem contribuir para um melhor entendimento do assunto e, nesse caso, o parecer de auditoria, isoladamente, não é suficiente. O relatório em forma longa pode conter, como enfeixe, o parecer de auditoria, no qual o auditor expressa uma opinião.
- JÚLIO SÉRGIO DE SOUZA CARDOZO, empresário, Curitiba
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