Meio ambiente
Como cidadão e ambientalista, fiquei feliz por ter contribuído como palestrante da 1ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, em que foi eleito o Conselho Municipal do Meio Ambiente, órgão para qual também fui designado conselheiro.
Espero que esse conselho, depois de 10 anos de ter sido criado por lei, venha cumprir o seu papel socioambiental e institucional como órgão sério, independente e representativo dos anseios e necessidades da comunidade nas questões afetas ao ambiente, conforme determina a nobre lei que o criou, tornando-se realmente um órgão normativo, consultivo, deliberativo e fiscalizador das questões ambientais em Londrina.
Diante disso, faço pública a minha reclamação e o meu desagravo, pois também vou fazê-lo em ato oficial do próprio conselho, contra cidadãos bem informados da comunidade, os políticos e ex-políticos e principalmente as autoridades e suas respectivas instituições que representam, por terem maior responsabilidade e o dever legal de fazer cumprir as leis, como Prefeitura de Londrina, Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Câmara de Vereadores, Promotoria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ibama e UEL.
Qual a explicação para, durante tantos anos, não terem feito as suas obrigações como cidadãos e principalmente como profissionais da área ambiental, cumprindo ou exigindo o cumprimento da Lei Municipal nº 4.806, de 10 de dezembro de 1991, que estabelece a Política Municipal do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de aplicação e formulação, cria o Conselho Municipal do Meio Ambiente e institui o Fundo Municipal do Meio Ambiente, sendo esta uma das mais avançadas e bem elaboradas leis ambientais dos municípios brasileiros?
Na condição de ter sido um dos poucos que durante todos estes anos questionaram, solicito agora, dos citados e de todos os outros novos conselheiros, todo o empenho e esforço no sentido de cumprirmos na íntegra a nossa missão e a citada lei, pois leis foram feitas para serem cumpridas. As leis afetam diretamente o nosso dia-a-dia, e também porque, além da cidadania e do dever legal, temos que ter uma prática de vida coerente com os nossos discursos, sob pena de perdermos o respeito e o crédito perante a sociedade.
- JOÃO BATISTA MOREIRA SOUZA, fundador e diretor da ONG Patrulha das Águas, Londrina
Camelódromo
No que diz respeito ao direito de trabalho de todos, não há polêmicas, ele deve atingir a todos. Entretanto, em benefício de alguns, privar o direito de ir e vir de todos não é correto. A Avenida São Paulo, ao lado do terminal, é o mais novo reduto dos camelôs em Londrina. Tal avenida, quando de sua construção, consumiu recursos da comunidade e não de uns poucos, devendo, portanto, ser de uso de toda a população.
Vale lembrar que os proprietários dos imóveis ali localizados são os contribuintes pagadores das taxas de iluminação pública, de limpeza e de esgoto do local. Não podemos nos esquecer que os comerciantes, localizados naquela via ou em qualquer outra, pagam múltiplos tributos para exercerem suas atividades.
Para acomodar os camelôs, criou-se o Camelódromo da Avenida Leste-Oeste, diga-se de passagem, imagem nada agradável para a arquitetura pública da cidade. No passado, acomodamos um grupo, em detrimento da estética do município e da passagem dos pedestres; no presente, acomodamos outro grupo prejudicando, além dos pontos citados, também o trânsito de veículos; no futuro, se a corrente de erros persistir, aplicaremos outro ‘‘remédio’’ paliativo, sem se buscar uma solução duradoura ao problema.
Apesar de não ser comerciante ou industrial, e por conseguinte não possuir nenhum estabelecimento instalado naquelas imediações, estou preocupado com as atitudes de nossos governantes, que continuam a tomar decisões eleitoreiras e imediatistas, não atacando o problema com afinco. Apesar da ampliação do Camelódromo, continuam existindo as barracas na Rua Professor João Cândido, em outras quadras da Avenida São Paulo, além de outros locais. As barracas escondem monumentos como o Museu Ferroviário, entre outros.
Desse modo, volto a afirmar, não sou contra o labor dos camelôs. O Poder Público deve buscar uma solução duradoura para o assentamento deles, proporcionando-lhes melhores condições de trabalho e maior conforto aos seus clientes, sem prejudicar a comunidade em geral. Caso isto não ocorra, corremos o risco de ver todo o centro de nossa cidade transformar-se num imenso camelódromo.
- ALFREDO CARVALHO, consultor de empresas, Londrina
Estradas
É inacreditável, mas não vai ser surpresa se o Brasil parar de vez devido à buraqueira descomunal das estradas. E pasmem, não será por falta de avisos: tanto a imprensa escrita e falada, como diversos especialistas no assunto vêm alertando para o ‘‘queijo suíço’’ em que se transformaram as rodovias brasileiras.
Portanto, não poderá alegar ignorância o presidente da República, como fez com a crise de energia elétrica, ou qualquer governador de Estado sobre a gravidade do problema que tanto tem injuriado as pessoas como provocado acidentes fatais.
Mas eles não parecem estar muito preocupados com o assunto: tanto que se mostram mais afoitos em privatizar e liberar as tarifas de pedágio, que em alguns casos são verdadeiros assaltos ao bolso do cidadão, do que investirem na manutenção e conserto das estradas que ainda restam. E sem essa de ‘‘não existem recursos para socorrer o setor’’. Cadê os bilhões de dólares arrecadados com a venda das estatais?
Ora, a responsabilidade do governo (federal, estadual e municipal) é fazer aparecer e dar conta da grana do povo e arrumar as rodovias, e é obrigação da opinião pública pressionar para que isso aconteça. Do contrário, para que serve então a democracia senão para a incessante busca do efetivo exercício da cidadania? E nesse exercício, estão presentes os direitos da população de exigir uma solução rápida e definitiva para as estradas, sob pena dos buracos paralisarem o País.
- ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, engenheiro de materiais, Santa Cruz de Monte Castelo
Espaço
Prezada editora Célia Musilli. Parabéns a você, sobretudo, e à Folha pelo espaço que dão aos poetas e aos ditos poetas, como eu. Uma sociedade deve aculturar seu povo, intelectual e artisticamente. A poesia, como a música, são sublimidades psíquicas da arte. E a arte literária, a poética, através da palavra inefável, sensibiliza e edifica o ser humano no útil-mensagem, e no dulce-prazer estético do belo. Parabéns, mais uma vez a você Célia, cabeça privilegiada, e ao nosso matutino.
- DONATO PARISOTTO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup