Rolim Amaro
À família e a todos os funcionários da TAM: nas difíceis horas, por vezes dificílimas, a que todos eventualmente somos submetidos ao longo de nossas vidas, aceitem o grande pesar pelo infausto e prematuro passamento do sempre bem lembrado Comandante Rolim Amaro.
Conhecido de grande parte dos usuários dessa prestigiosa companhia aérea, pelo seu estreito contato com eles, quer nos embarques e desembarques e mesmo durante os vôos, quando compartilhava de forma altamente democrática, Rolim granjeou o respeito e a admiração de todos que tiveram a ventura de com ele contatar.
‘‘Rei morto, rei posto.’’ Aos filhos, diretores e funcionários cabe a grande missão de continuar o seu trabalho, conduzindo essa grandiosa empresa, sempre mais alto, como era o seu total desejo e o desejo de todos os usuários.
- WILSON BAGGIO, líder ruralista, Cornélio Procópio
Penhor
Ao ler a reportagem sobre penhor, como uma forma mais viável e menos burocrática de obter empréstimos, publicada na Folha do dia 8, não pude deixar de notar o uso dos termos ‘‘penhorar’’ e ‘‘penhorada’’, quando se referia ao ato de dar algum bem em garantia de empréstimos (na reportagem se tratavam de jóias) e à situação jurídica que estes se encontravam.
Entretanto, os termos usados dizem respeito à penhora, que é a apreensão dos bens do devedor para garantir o juízo da execução, sendo estes depositados em juízo, o que se distingue de penhor, que constitui uma modalidade de direito real sobre a coisa móvel alheia, ou seja, o devedor entrega ao credor um bem móvel como garantia do futuro pagamento de um empréstimo.
Portanto, os termos ‘‘penhorar’’ e ‘‘penhorada’’ foram usados equivocadamente, pois quando se tratar de penhor, o termo correto é ‘‘empenhar’’ e ‘‘empenhada’’, os quais descuidadamente são objetos de confusão.
- ANDERSON CLEITON DA SILVA, estudante de Direito, Londrina
Essênios
No dia 24 de dezembro de 2000, este conceituado jornal publicou, com destaque, carta de autoria de Antônio Roberto, trazendo até nós a história dos desconhecidos essênios. De propósito, aguardei todos esses meses, para ver se alguém se manifestaria, através dessa coluna, sobre essa palpitante revelação.
Como isso não ocorreu até a presente data, talvez por desinteresse ou desconhecimento das fontes históricas por parte dos leitores desse jornal, quero somente hoje, manifestar o meu reconhecimento e solidariedade ao autor daquela carta que, através de seus estudos da história milenar do Egito e Israel, trouxe até nós, mesmo que de forma resumida, o conhecimento sobre os essênios, essa comunidade, segundo o autor, santa, homogênea e preparada por Deus para que em seu seio nascesse o Messias prometido, o Filho de Deus, Jesus Cristo.
De fato, na Bíblia não encontramos referências sobre os essênios com o devido destaque que essa comunidade deveria merecer. O que me causa surpresa é o silêncio, o desinteresse dos cristãos de um modo geral, sobre tão importante assunto, já que até a presente data, nenhuma opinião favorável ou contrária foi publicada por este jornal ou outro meio de comunicação sobre a história dos essênios que este jornal publicou na véspera do Natal passado.
Se a história publicada for realmente a expressão da verdade, devo concordar com o autor, que o livro da palavra de Deus cometeu uma injustiça irreparável, pela omissão de seus autores, nada mencionando em suas páginas sobre a grandeza de vida espiritual e pela importante missão que Deus teria atribuído a essa santa comunidade, qual seja, o de preparar os caminhos do Senhor com testemunhos de vida diante de seus irmãos da época.
Como interessado que sou sobre esse importante assunto histórico, gostaria muito que estudiosos da Bíblia e da história milenar, especialmente, pastores evangélicos e sacerdotes católicos, viessem através deste conceituado jornal, dar suas versões sobre o assunto. Caso contrário, a história dos essênios, apresentada por Antônio Roberto, apesar de resumida, deve merecer de minha parte e dos cristãos, leitores da Folha, o merecido crédito e reconhecimento.
- THIAGO ATTIZANO SIQUEIRA, Londrina
Maioridade penal
Um dos assuntos que mais preocupam as pessoas é a violência no cotidiano. Muitos opinam sobre como resolver esse grande problema. Será que todas essas soluções são adequadas e eficazes? Gostaria de tratar de uma dessas proposições, que é a redução da idade penal para os 16 anos, defendida por alguns setores.
Em primeiro lugar, cabe salientar que 90% dos crimes são praticados pelos adultos. De cada 100 mil brasileiros, existem três infratores juvenis e 88 criminosos adultos. A Alemanha e a Espanha voltaram atrás, em reduzir a maioridade para os 16 anos. Nos Estados Unidos, em sete anos de endurecimento de sentenças, o resultado foi a triplicação de crimes entre adolescentes. Das infrações praticadas por jovens, 62,5% são contra o patrimônio a apenas 2% das infrações são contra a vida. Os homens representam em torno de 92% do total de presidiários no Brasil.
Essas informações foram obtidas junto ao censo penitenciário do Ministério da Justiça, a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), revista ‘‘Veja’’ e no livro ‘‘Os Adolescentes e a Lei’’, de João Batista Saraiva e Mário Volpi.
Que tipo de exemplo os adultos são para as crianças e adolescentes? De criminosos impunes, uma vez que na maioria das vezes não cumprem pena nenhuma. Ao proporem o rebaixamento da idade penal para os 16 anos, ocultam que o jovem não é impune segundo a lei. Até querem confundir as pessoas dizendo que o jovem não responde pelos seus atos. Responde sim, mas diferentemente do adulto. O importante é reeducar o menor infrator. O jovem que fizer algo errado e tiver uma chance de estudar, de frequentar um curso profissionalizante, poderá ter uma perspectiva melhor para sua vida. Colocá-los em prisões com adultos não contribuirá em nada na sua reeducação.
Pelos motivos expostos, entendemos que defender o rebaixamento da idade penal do jovem dos 18 para 16 anos é uma irresponsabilidade. Temos que investir cada vez mais na educação das nossas crianças e jovens e não em prisões. Defendemos essa posição baseados em dados e desafiamos aqueles que querem rebaixar a idade a fundamentar sua posição da mesma forma. Ao defender o rebaixamento, eles transformam os que são fruto da nossa violência como os principais vilões dessa problemática.
- SÉRGIO SOARES, coordenador regional sul da Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente (Amencar), Brasília
Correção
- Por equívoco, o artigo ‘‘Reflexões sobre uma derrocada’’, de autoria de José Fernando Boucinhas, de São Paulo, publicado na página 2 de Opinião na edição de domingo, foi repetido na página 2 de Folha Economia de ontem (‘‘A derrocada das ponto.com’’)
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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