Menores
É com indignação que tomamos conhecimento, por meio dos jornais, que a CUT entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) caso o governo federal reduza o trabalho do menor de 16 para 15 anos. Em reunião extraordinária, a diretoria do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina e Região, juntamente com representantes de 38 cidades da base territorial e 24 sindicatos coirmãos, decidiu pelo apoio irrestrito ao trabalho do menor de 15 anos.
Diante do alto índice de desemprego e da criminalidade, devemos apoiar o ingresso do adolescente no mercado de trabalho, de forma a evitar a delinquência. Nessa fase da adolescência, quando se vive grande mudança física e comportamental, permitir o trabalho aos 15 anos, ao invés de 16, significa prevenir futuros problemas sociais. Um ano a menos pode significar muito nessa fase da vida. Por tais razões e pelo grande número de menores que procuram o comércio varejista em busca de emprego, queremos manifestar nosso desejo pelo trabalho a partir dos 15 anos.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina
Pedágio
É espantoso como os seguidos anos de crise afetaram a capacidade crítica, o nível de exigência e a consciência de cidadania de alguns brasileiros. É o caso da leitora Aline Cristine de Moraes de Maringá, que saiu em defesa da Concessionária Viapar/Pedágio (carta publicada nessa seção no dia 6).
Em primeiro lugar, é importante destacar que a maioria dos paranaenses é favorável à idéia do pedágio, mas totalmente contra a forma com que foram establecidos os contratos. Diga-se de passagem, desconhecidos até hoje do público. O que o governo do Estado e as concessionárias tanto têm a esconder?
É preciso que nos lembremos que as estradas do ‘‘Anel de Entregação’’ do Paraná haviam sido restauradas um pouco antes da privatização e que portanto, as concessionárias nada mais estão fazendo que manter (maquiar) aquilo que já estava pronto. A não ser perto das praças de pedágio. Aí sim, lá existem barreiras dividindo as pistas, barreiras de contenção nas laterais, iluminação etc. Mas é só lá também!
Outra coisa, atender bem aos usuários das estradas não é favor nenhum. As concessionárias nada mais estão fazendo que a sua obrigação, na medida em que são pagas, e muito bem pagas, para isso. E este serviço representa uma percentagem mínima na arrecadação das concessionárias.
Nós paranaenses somos hoje reféns de um governador antipopular, amigo de empresários e empreiteiras, que administra o Estado como se fosse o quintal da sua casa e que, infelizmente, conta com a ajuda de alguns deputados na Assembléia Legislativa, de uns poucos prefeitos ávidos por receber parte dos recursos ‘‘confiscados’’ dos trabalhadores que precisam usar as rodovias paranaenses e pior, com a simpatia de alguns cidadãos que talvez, de tão sofridos, já perderam a noção de direito e de cidadania.
- MÁRIO CESAR CARVALHO PINTO, professor, Londrina
Trânsito
O problema do trânsito em Londrina não está na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), muito menos nos agentes de trânsito, na cobrança da Zona Azul ou nas vagas dos juízes da Avenida São Paulo. O problema está nos próprios motoristas londrinenses, pois muitos são péssimos condutores, tão negligentes que não respeitam uma simples parada obrigatória. Esses motoristas passam no sinal vermelho com a maior naturalidade e se acham os donos da rua quando param em fila dupla. Eles acham que ruas e avenidas de nossa cidade são pistas de corrida, falam ao celular enquanto guiam e não se intimidam em pôr em risco a vida alheia. Prova disso são as trágicas estatísticas que aí estão e a estupidez da forma que acontecem os acidentes.
Concordo plenamente em instalar na cidade inteira as tais câmeras ‘‘pardais’’. Concordo com as blitze punitivas, a instalação de radares escondidos e em pontos estratégicos e com todos os meios que existem para punir os irresponsáveis do trânsito, para que assim se possa frear as barbaridades ao volante que acontecem nas ruas todos os dias, que ceifam vidas inocentes.
Os agentes de trânsito, os policiais, a CMTU, as pessoas responsáveis pela JARI, e todas aquelas que são responsáveis por punir os excessos e abusos dos motoristas londrinenses estão de parabéns, e espero que continuem firmemente no exercício de suas funções, punindo todas as formas de desrespeito às leis do trânsito, não se deixando esmorecer por aqueles que se defendem do seu próprio erro, caluniando os órgãos públicos e todos que estão ali para defender o bom motorista e protegê-lo daqueles que no trânsito, colocam em risco a sua vida e as alheias.
Deixo a minha sugestão à CMTU e ao Batalhão de Trânsito, de que os agentes de trânsito e os policiais deveriam trabalhar à paisana nos cruzamentos e nas ruas da cidade. Assim será possível coibir com extrema eficácia os abusos dos motoristas infratores. Ainda quero deixar uma ressalva de que para o bom motorista, aquele que respeita a vida, todas as medidas punitivas no trânsito serão sempre bem-vindas, pois ele é o maior beneficiado, ao contrário do motorista delinquente, que sempre as vê como prejudiciais.
- ALEXANDRE SERRANO LUPPI, desenhista industrial, Londrina
Apagão sem demissão
Esta é carta que enviei ao presidente Fernando Henrique Cardoso: ‘‘O senhor e os trabalhadores metalúrgicos que represento em Santo André e região sabem que o País vive sua pior crise de energia, desde 1951. O senhor sabe e a gente também sabe que é hora de sermos patriotas e continuar, como sempre fizemos, a apostar no futuro do Brasil.
Aqui na região, no coração do ABCD paulista, nós presenciamos atitudes que nos preocupam. Existem políticos apostando no quanto pior melhor. E existem, infelizmente, patrões apostando no apagão contra nossa mobilização a favor da solução da crise energética.
Muitos patrões estão nos ameaçando com demissão em massa. Tentam a todo custo nos colocar contra nosso País, excluindo-nos dos nossos postos de trabalho, retirando-nos a dignidade como cidadãos.
Senhor presidente: os trabalhadores e cidadãos brasileiros vencerão esta crise de energia. Como vencemos a inflação, como vencemos a ditadura militar. Para nós, o Brasil está vivendo uma crise de crescimento. Queremos continuar a apostar neste crescimento, a partir dos nossos postos de trabalho. Precisamos de ter garantias urgentes de que a crise de energia não significará crise de emprego.
Para o trabalhador, senhor presidente, sua principal trincheira de lutas é seu posto de trabalho. Queremos, junto com nossas famílias, ter o orgulho de patrioticamente trabalhar para o melhor para o Brasil.’’
- CÍCERO FIRMINO DA SILVA, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Região, São Paulo
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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