O LEITOR ESCREVE
Copel
Tenho visto propagandas do governo dizendo o quanto é bom e vantajoso vender a Copel. Já vimos bem o exemplo do Banestado: pais de família que perderam seus empregos, atendimento do público que está deixando muito a desejar. Bom e vantajoso será só para o próprio governo que quer dinheiro para fazer, na última hora, o que deixou de fazer em seis anos. E tem a história de que a maioria do dinheiro vai para o fundo da Paraná Previdência. Quando inventaram esse fundo, ninguém disse que ia ter que vender os bens do Estado para mantê-lo.
E por que não usaram o dinheiro da venda do Banestado para cobrir a Previdência? O que foi feito com o dinheiro? E quando o funcionalismo terá aumento? Se os senhores não perceberam ainda, em seus anos aumentou tudo, luz, água, escola, aluguel e custo de vida em geral. E o salário do primeiro escalão do governo, também está congelado a seis anos?
Se Jaime Lerner responder tudo isso pessoalmente, com suas palavras, sem mandar recados, eu posso até pensar em apoiá-lo. Aliás nós, funcionários públicos estamos descontentíssimos.
- LOURDES APARECIDA MARTHO, funcionário pública estadual, Ibiporã
Avanço
O Hospital Universitário Cajuru (Curitiba), da PUC, firmou parceria com a Associação Suíça para o Estudo da Fixação Interna de Fraturas (AO-ASIF). Na oportunidade, foram repassados aos hospital equipamentos, instrumentos e material para implante nas áreas de traumatologia e ortopedia, num montante aproximado de US$ 500 mil. Esse convênio reforça a trajetória do Cajuru para tornar-se hospital de referência para a América Latina e um centro avançado de treinamento ortopédico para o País.
A Fundação AO-ASIF tem ramificações no mundo inteiro. No momento em que essa associação nos aceita como parceiros a usar seus produtos e equipamentos, pode-se dizer que os esforços e o nosso estágio de desenvolvimento já são reconhecidos internacionalmente. O maior beneficiário será o paciente. Essa conquista é motivo de alegria, mas também uma vitória da sociedade paranaense.
Outro aspecto a destacar-se é que graças a essa aliança com um grupo de excelência, talvez o mais importante nessa área, abrem-se novas oportunidades para a pesquisa científica brasileira tomar vulto nos países da Europa e América do Norte, elevando a qualidade do ensino no campo da saúde e a assistência hospitalar. Tanto pacientes de baixa renda como o de melhores condições financeiras devem ser beneficiados em igualdade de condições com o progresso da ciência.
- CLEMENTE IVO JULIATTO, reitor da PUC, Curitiba
Autenticidade
Os leitores desta Folha são privilegiados por contar com toda a sabedoria e a autenticidade de Walmor Macarini, sem sombra alguma de dúvida um dos melhores colunistas que atuam na imprensa brasileira. Sua sinceridade e seu inestimável bom senso na abordagem tanto de temas cotidianos como de assuntos mais profundos relacionados ao ser ou à nossa condição humana, fazem-nos um atraente convite à reflexão, ao mesmo tempo que nos envolvem prazerosamente na leitura edificante de seus textos.
A maneira como ele coloca suas sinceras e sábias opiniões, bem como a arte e o talento que emprega na articulação de suas palavras nos mantém ansiosos por chegarmos logo às quintas-feiras e podermos enfim apreciar o que ele tem por nos sugerir. A Folha está de parabéns e nós, leitores assíduos e fiéis deste respeitoso jornal, temos em nosso benefício um grande diferencial: poder ler Walmor Macarini. Parabéns à Folha.
- RICARDO GARCIA, estudante, Londrina
Show
Foi amplamente divulgado que o show de Sandy e Júnior em Londrina, no dia 23, aconteceria no Parque de Exposições Ney Braga. Achei uma boa idéia, já que o parque dispõe de um recinto de shows razoavelmente confortável.
Para minha surpresa constatei que o evento não se realizaria no recinto, mas em outro lugar, dentro do parque, desprovido de qualquer conforto, numa área completamente plana. Resultado: nossos filhos, todos pequenos, não conseguiram ver nada.
Ninguém pensou que neste show existiriam centenas de crianças? Sinto-me lesada, enganada e frustrada. Será que os patrocinadores não pensaram em nenhum momento nas crianças? Isso me entristece. Não e possível que os responsáveis pelo evento não tenham conhecimento que uma grande parte do público da dupla ainda sejam crianças.
Nossas crianças também merecem respeito, e que alguém se preocupe com a segurança delas. Fiquei frustrada por não ter conseguido realizar, com êxito, o que minhas crianças esperaram tanto tempo.
- LUCIA HELENA BRAGA, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Arroz orgânico
Foi com uma pontinha de orgulho e com uma montanha de satisfação que temos com atenção, palavra por palavra, a reportagem de capa da Folha Rural, Arroz orgânico. Com rara felicidade, a repórter Rosana Félix (de Curitiba) conseguiu captar o clima vigente entre os produtores orgânicos e os seus técnicos (da Emater), bem como buscou em outras searas opiniões pertinentes e importantes de pessoas que lidam com preservação de ar, solo e água. Único jornal da grande imprensa paranaense que se dedica a editar um caderno semanal de agronegócios, a Folha está duplamente de parabéns. Como produtor orgânico do município de Antonina, acostumado apenas a ouvir o choro e o ranger de dentes de ONGs radicais, que desejam usar a preservação ambiental como um álibi para formar Latifúndios Ecologicamente Improdutivos (LEI), criando um impacto social altamente prejudicial à nossa região, a referida reportagem deu voz e imagem ao lado mais frágil (que não recebe milhões de dólares de subsídio internacional): o produtor rural.
- PAULO CLEVE DO BOMFIM, Curitiba/Antonina
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