O LEITOR ESCREVE
Indústria de multas (1)
Com respeito aos motoristas que teriam sido multados por estar utilizando telefones celulares (em Londrina), mas alegam não ter estes aparelhos, sinto muito, mas em que pesem as alegações dos recorrentes, eles não serão capazes de elidir as infrações em apreço. Acontece que eles poderiam estar utilizando telefones celulares que estão em nome de outras pessoas, sem contar a possibilidade de seus veículos estarem sendo utilizados por outros condutores que possuam telefone.
Desta forma, serão mantidas as penalidades impostas em todos os seus efeitos, tendo em vista a presunção de legitimidade dos atos administrativos, o que inverte o ônus da prova. Não quero aqui defender a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e seus agentes porque, para dificultar ainda mais as coisas, o prefeito Nedson destituiu a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), no dia 1º de junho. A junta possuía seis membros, que se reuniam de quatro a seis vezes por mês e estavam julgando recursos de fevereiro. Agora os processos estão todos engavetados e sabe-se lá quando serão analisados e de que forma o serão.
- CLAUDEMIR RODRIGUES DE SOUZA, ex-membro da JARI da CMTU-LD, Londrina
Indústria de multas (2)
Quero parabenizar este jornal pela oportuna e necessária manifestação a respeito das multas de trânsito, aplicadas sem muitos critérios, pela Guarda de Trânsito Municipal de Londrina. O editorial do dia 28 exprime com muita clareza e objetividade o pensamento de toda a comunidade londrinense. Alguém está falando por ela e isso é muito bom, porque as autoridades não poderão ignorar o que de fato pensa o cidadão. Outro ponto importante em tudo isso é a forma que vem sendo adotada por pessoas da cidade, expressando sem medo seu sentimento de revolta contra os abusos e incoerências que vêm sendo cometidos.
- CLAUDINÊ DE OLIVEIRA, funcionário público estadual, Apucarana
Patrimônio público
Antigamente quando se falava em bens público, logo vinha à mente um local onde o acesso seria de todos: praça pública, ruas, uma esquina. Hoje, graças a atuação de nossos ilustres representantes esse termo público corre sérios riscos de vida. Aliás, a cada momento eles esfaqueiam o público dando origem ao privado, sem antes consultar ninguém.
O deputado Divanir Braz Palma, que é a favor da privatização de tudo que é público, em conjunto com outros deputados também aqui de Maringá que inclusive votaram a favor da doação do Banestado, têm demonstrado uma atuação que nos faz ficar com a vergonha saltada aos olhos. Palma sugere um projeto para a privatização dos estacionamentos das universidades, até então públicas das quais ainda querem cobrar mensalidades.
Eu sou estudante, prestei seis vestibulares para conseguir estudar em uma universidade pública, não por mera opção, mas sim por ausência de condição de bancar uma faculdade particular, e agora estão querendo burlar meu direito de adquirir algum conhecimento. Tudo bem que o interesse dos grandes é de calar os pequenos e a ignorância é um dos mais fortes esparadrapos disponíveis.
Já vendemos a preço de banana nossa água, nosso banco que já não é mais nosso, as estradas também já foram e com isso perdemos nosso direito de ir e vir assegurado pela CF/88 e agora querem levar nosso conhecimento e de quebra nossa energia elétrica Copel. Por favor Requião, PT, Judas, alguém da oposição! Segurem o Paraná pois ele corre o risco de sumir até do mapa, pois aqui está tudo à venda, ou melhor: For Sale.
- EDJAN BALDO DE CARVALHO, universitário, Maringá
Festa junina
Viva São João! Quando ouvimos essa premissa de festas, imediatamente nos lembramos dos festejos juninos, que se compõem de diferentes costumes e tradições e vêm sendo comemorado de geração em geração. O que é tradição não vem ao caso. O que interessa em primeira mão é festejar os costumes vividos ou simplesmente implantados por nossos ancestrais. O Jeca hoje está sendo confundido e até visto como uma ofensa ao homem da roça ou aos moradores do campo, por determinados críticos, que não sei como explicam o fato de essas mesmas pessoas gostarem de vestir-se de jecas para festejar esse dia.
Alguns críticos podem até negar essa realidade, mas junto com a fogueira e a bandeira que é de origem católica, foi incluída a fantasia de Jeca representando os costumes camponeses. Ao negarmos essa realidade estaremos também negando as nossas origens.
O fogo, as comidas, as danças, as bandeiras e os balões são simbologias que representam o sagrado e o profano. Não se sabe ao certo qual símbolo dessa festa nasceu primeiro. Sabe-se apenas que foram sendo acrescentados, e com o passar do tempo, foram sendo introduzidos novos costumes, como os santos de junho: São Pedro, Santo Antônio e São João, trazidos pelos portugueses. Costume de muitas regiões brasileiras, a quadrilha, com suas palavras aportuguesadas, mas de origem francesa, com seu romantismo de conquista amorosa introduziu a dança de salão.
Nesse momento em que estão todos envolvidos com as festas juninas, é necessário que as escolas tomem cuidado para inovar sem descaracterizar ao introduzirem novas tradições como o fandango, dança típica do Estado do Paraná, e pau-de-fita, dança típica gauchesca.
Devido à sua simplicidade recatada, a festa junina se dá ao luxo de extravasar colorido no carvão, na graxa, e até na beleza de um vocabulário simples mas rico de verbetes que correm o risco de serem esquecidos ou considerados arcaísmos em nossa linguagem.
Ao colorir os costumes de diferentes origens, a festa junina está sempre em aberto, pronta para receber tudo o que se quiser acrescentar de novo e de melhor, sem substituir, para não correr o risco de confundir ou esquecer as verdadeiras características das tradições de uma festa caipira.
- MARICLER RUWER, professora, Bom Sucesso do Sul
Agradecimento
Muito nos prestigiou a presença da Folha durante o Curso de Pecuária de Corte realizado na última sexta-feira, dia 22, no auditório do nosso Sindicato Rural. Ao mesmo tempo, agradecemos a colaboração que constantemente temos recebido de toda a equipe jornalística da Folha.
- LUIZ FERNANDO DE ALMEIDA KALINOWSKI, presidente do Sindicato Rural de Londrina
Genéricos
É preciso estar atento e forte, mas é preciso não temer a morte. Como canta Caetano, a Dra. Vera Valente (gerente-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Anvisa, em entrevistas recentes) deve encarar de frente a máfia dos laboratórios, sempre de vigília, para desestabilizar por meio do descrédito, a política dos genéricos. Pedir um equivalente genérico ainda soa como palavrão para certos farmacêuticos deste País. É preciso avançar na campanha, e produzir de forma diversificada. Afinal, 30% ainda é muito pouco, de um total dos medicamentos cartelizados pela indústria farmacêutica brasileira.
- DERMEVAL RIBEIRO VIANNA, Assis Chateaubriand, através do site da Folha no portal www.bonde.com.br- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





