O LEITOR ESCREVE
Estradas
O editorial do último dia 23 (Estradas abandonadas), da Folha de Londrina/Folha do Paraná, afirma equivocadamente que o governador do Estado ignora a situação de 4 mil quilômetros da malha rodoviária estadual quase totalmente esburacada. O governador não só não ignora o assunto como tem buscado alternativas de recursos para garantir a recuperação e manutenção dessas estradas. É preciso deixar claro que a falta de conservação é decorrente da escassez de recursos financeiros, algo que atinge igualmente muitos trechos de estradas federais no Paraná e em outros Estados.
Um exemplo do esforço do governo do Estado para recuperar as estradas estaduais é a criação, em janeiro último, do Fundo Estadual de Conservação Rodoviária (Funcor) para assegurar a manutenção de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais. O fundo é formado pela reserva de R$ 0,01 sobre o ICMS recolhido de cada litro de gasolina comercializado no Estado e de R$ 0,02 sobre cada litro de óleo diesel.
Mesmo com a criação do fundo, as necessidades continuam muito maiores que as disponibilidades. Essa constatação vem de há muito tempo e embasou a argumentação que levou à criação do Anel de Integração, com a concessão de rodovias federais (1,7 mil quilômetros) e estaduais (300 quilômetros) à iniciativa privada, que assumiu ainda a responsabilidade pela conservação de mais 300 quilômetros de estradas estaduais.
Está igualmente equivocado o cálculo usado no editorial sobre o movimento no recém-inaugurado viaduto da BR-277 com a Avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais, segundo o qual isso resultaria em arrecadação de R$ 125 mil por dia. O cálculo leva em conta a hipótese de todo o movimento do viaduto passar pela praça de pedágio, que fica a 14 quilômetros de distância, em direção a Paranaguá. Na verdade, boa parte do trânsito do viaduto tem como roteiro o trecho Curitiba-São José dos Pinhais, que não passa pela praça de pedágio. Finalmente, o editorial omite que muitas obras do passado, sobretudo as rodoviárias, dispunham de recursos externos que hoje não mais existem. Só isso já explica muita coisa.
- DEONILSON ROLDO, coordenador de Imprensa do governo do Paraná
Trânsito
Com relação à carta de Lincoln Brasil e Silva, publicada por este jornal no dia 23, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU-Ld.) esclarece que as multas pela utilização de telefone celular (NR. Por motorista em trânsito) estão entre as três principais infrações cometidas no trânsito londrinense. O leitor afirma que o fato em questão ocorreu na gestão anterior e apenas os trâmites de defesa estão sendo agora verificados.
Por isso, esclarecemos que defesa prévia é apenas a primeira fase do processo, em que se verifica a alegação de inconsistência do auto de infração preenchido pelo agente, sem analisar o mérito da defesa, ou seja, se o auto de infração está preenchido com os dados previstos no Código Nacional de Trânsito, se não há divergência entre as características do veículo e a placa apontada e se o local da ocorrência é consistente.
Lincoln terá ainda a oportunidade de detalhar todas as informações contidas em sua carta na segunda e mais importante etapa de sua defesa para a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), ocasião em que seus membros analisarão o mérito da argumentação apresentada. Para garantir a transparência da Jari e sua independência perante a CMTU-Ld., seus membros são pessoas da comunidade, de categorias de contato diário com o trânsito e apenas assessorados por técnicos da companha.
- WILSON SELLA, presidente da CMTU, Londrina
Pelé
A esnobada do rei Pelé, recusando o título de cidadão honorário de Curitiba, na Câmara dos Vereadores, serve de lição não só para a Câmara de Curitiba, como também para todas as outras desse meu Paraná. Os vereadores paranaenses têm que parar com essa mania de outorgar títulos a qualquer um. Basta uma pessoa, alheia totalmente ao Paraná, que mal conhece o nosso Estado, destacar-se no cenário nacional, e pronto. Está concedido o título de cidadão honorário. Ora, vereadores, há tanta gente importante em nosso Estado, em nossas cidades, que trabalha firme para o bem comum. Prestem mais atenção nessas pessoas e serão melhor correspondidos.
- ANTÔNIO CARLOS JANNINI BARTHOLOMEI, dentista, Santo Antônio da Platina
Educação
Antes de mais nada, parabenizo a Folha pelo trabalho sério que realiza com o público. Gostaria de poder contar com a colaboração desta equipe para chamar a atenção das autoridades de educação do Estado do Rio de Janeiro, a respeito do descaso que está havendo nas escolas técnicas com relação à falta de professores. Tenho duas filhas cursando o 2º ano do curso de edificações na Escola Técnico Henrique Lage, em Niterói, e elas estão tendo aulas em apenas dois dias na semana. Os professores alegam que a Faetec não dá solução. De quem é o problema? Quem paga por isso são os estudantes? Aonde querem levar nossa educação?
- HELOISA SECCO, São Gonçalo, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Farmácias
Nos últimos tempos muito se tem falado em política de medicamentos no Brasil (genéricos, bioequivalência, biodisponibilidade, preços) mas se deixou de lado, talvez, o principal modificador de todo este processo a farmácia e o farmacêutico. Não há como discutir política de medicamentos sem discutir a mudança organizacional das farmácias no Brasil. No Brasil, a farmácia (salvo raras exceções) tem como principal finalidade a obtenção de lucro fácil. Lucro esse obtido graças a um mercado consumidor formado por pessoas pobres intelectualmente as quais foram assimilando a cultura da automedicação associada a um sistema de saúde extremamente precário. Como resultado tem-se o chamado mercado da doença.
Empolgados com esse mercado promissor, os ditos empresários do ramo farmacêutico investem em suas lojas (farmácias) e em seus funcionários com cursos sobre técnicas de vendas (empurroterapia), diferentemente dos países da Europa, onde o farmacêutico (profissional qualificado de nível superior) controla todas atividades da farmácia. Aqui essas atividades são ocupadas por pessoas com nível de conhecimento extremamente precário que não têm o menor interesse com a questão de saúde pública.
Enquanto na Europa os farmacêuticos praticam a denominada farmácia-clínica, que é o acompanhamento farmacoterapêutico documentado, otimizando o tratamento medicamentoso e consequentemente diminuindo os gastos no setor de saúde pública, aqui no Brasil ainda se discute a presença do farmacêutico na farmácia.
- FÁBIO CODAGNONE, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Correção
- Crédito da foto da Catedral de Jacarezinho, na 1ª página de domingo, foi publicado incorretamente. O autor da foto é Sérgio Ranalli.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





