Sercomtel Celular
Ultimamente muito se tem discutido sobre a venda ou não da Sercomtel Celular, em Londrina. Entre o povo, praticamente não se ouve falar do assunto, que na verdade tem tido mais relevância entre lideranças políticas e empresariais. O que a população espera, certamente, é um mínimo de seriedade na discussão e nos argumentos dos que são contra ou a favor da venda deste patrimônio.
É notável, infelizmente, que este já se tornou, para muitos, um tema muito mais político do que qualquer outra coisa. Percebe-se, dos que são contra a venda, argumentos um tanto vazios como: ‘‘Se forem feitos investimentos adequados na empresa ela continuará competitiva.’’ Será que é só isto que a Sercomtel precisará para continuar sobrevivendo? Não seria necessário um pouco de realismo diante dos desafios?
A TIM e a Global Telecom têm planos com tarifa única que vale para todo o Estado do Paraná e Santa Catarina, que é a sua área de abrangência. Como a Sercomtel poderá competir à altura se sua área de abrangência é bem mais restrita? Será que seus concorrentes serão bonzinhos e vão facilitar para que também tenha um plano semelhante? E a Banda C ainda nem começou! Esta é só uma questão, simples mas pertinente, determinante para quem deseja adquirir ou trocar um celular. Que as lideranças políticas de Londrina, que são contra ou a favor, tenham maturidade para discernir e que assumam com responsabilidade o que defendem, porque alguém terá que responder por eventuais prejuízos ao município e aos milhares de usuários da Sercomtel Celular.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Estrada do Colono (1)
Uma hora e meia: este é o tempo que um grupo de pessoas organizadas na Aipopec leva para mostrar à sociedade paranaense (nesse tempo estão suas perdas econômicas e seu atraso em todos os sentido) as razões para manter a Estrada do Colono aberta. E com esse grupo estão alguns políticos da região ou que pegam carona na desinformação da população local para fazer da Estrada do Colono um palanque.
Nos últimos 15 anos, o ambientalista do Paraná tem lutado pelo fechamento da Estrada do Colono, luta essa que significa a sobrevivência de milhares de seres vivos que estão à beira da extinção. Os que são a favor da abertura da estrada dizem que defendemos apenas uma raposa, mas será que a vida de uma raposa não vale mais que uma hora e meia?
Essa estrada aberta expõe a floresta à atividade humana, que pode modificar e ser nociva ao ambiente natural, interferindo no seu desenvolvimento. Se a política, em definição geral, é o meio pelo qual fazemos e tomamos decisões coletivas, a discussão deve tomar outros rumos. Não devemos tomar decisões imediatistas, principalmente porque o atual sistema econômico não consegue enxergar, e muito menos calcular o valor global das partes importantes do nosso mundo, da água, do ar, das florestas e dos seres vivos, e é com esse desconhecimento que seres políticos agem, porque só pensam em sua própria sobrevivência.
O PT tem sido e se mostrado como alternativa de poder, porém, alguns de nossos parlamentares têm defendido como bandeira a abertura desta estrada. Será que o PT no governo só pensará em ações pontuais? Acho que esse é o momento de reabrirmos o debate interno e nos posicionarmos para que a sociedade saiba o que pensamos, pois acho que se decidirmos que uma hora e meia é mais importante que o meio ambiente talvez não sejamos o que esperam de nós.
Nós somos considerados parte da natureza, mas não temos seguido os exemplos dos nossos pares naturais, pois todos os outros seres humanos se relacionam com a natureza sem destruí-la, enquanto caminhamos conscientemente pelo caminho da destruição.
- MANOEL OLIVEIRA DA SILVA, ambientalista e ativista político, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Estrada do Colono (2)
Quero manifestar minha satisfação pelo fechamento da Estrada do Colono, no Parque iguaçu. Espero que a decisão seja definitiva e efetiva para o cumprimento da conservação do parque.
- ELAINE CRISTINA TEIXEIRA PINTO, Curitiba, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Desgoverno
Na prática, o governo FHC ainda não aconteceu. O primeiro mandato foi dedicado total e exclusivamente à conquista da reeleição. O segundo, em desfazer as maranhas que lhe proporcionaram mais quatro anos como chefe da Nação. Para satisfazer suas vaidades e prepotência, o professor e então senador Fernando Henrique Cardoso, eleito presidente por favor de um plano econômico que daria uma ilusória estabilidade socioeconômica à população, vindo de seu período como ministro no governo anterior, negociou com o Congresso e à revelia do povo, o projeto que prorrogaria sua estadia no poder. Em troca, favoreceu alguns inescrupulosos parlamentares e aliou-se à elite empresarial, principalmente com o setor financeiro e as multinacionais, inviabilizando seu segundo governo.
Por ironia do destino, as negociatas feitas ocultamente estão vindo à tona, deixando-o em maus lençóis. E se não bastasse, seus auxiliares, quando não estão envolvidos em atos obscuros, são totalmente subservientes aos interesses de Washington e insensíveis aos problemas sociais, transformando seu governo em um dos piores de nossa história.
Parte da imprensa e os simpatizantes da política monetarista trabalham exaustivamente para manter esse modelo exclusivista, argumentando ser benéfico ao controle da inflação. Infelizmente esse argumento é falso e ilusório, mesmo porque a inflação não está totalmente eliminada, e o remédio usado provocou reação tão maléfica quanto essa.
O Brasil necessita de uma política arrojada que ao mesmo tempo combata a inflação e traga desenvolvimento. Obviamente isso não é fácil. É preciso pessoas competentes e descompromissadas com minorias. Entretanto, a política adotada pelo atual governo anda na contramão desse objetivo.
Infelizmente a modernidade tanto apregoada pelos neoliberais e almejada pela população brasileira, teve seu papel invertido. Estamos caminhando para as trevas, sem nenhuma perspectiva de futuro. E para contribuir ainda vem o apagão.
- SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM, relações públicas, Londrina
Reciclagem
Temos que ver o valor que a reciclagem traz para a natureza, e não só pensarmos em lucros financeiros. Alguns anos atrás, quando não tinha a reciclagem do lixo, as ruas viviam cheias de latas, vidros e papéis, o que trazia grandes consequências.
- AMÉLIA KUTZ VOLANSKI, Curitiba, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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