Apagão
Caro leitor, desculpe a franqueza, mas você é um trouxa. Você, eu, cada brasileiro que será obrigado a apagar luzes, abrir mão do seu sagrado direito de usar roupas passadas, de comer pão torrado, de aquecer seu quarto neste inverno, de acender a luz. É nisso que a incompetente equipe de Fernando Henrique Cardoso nos transformou: em trouxas. De que mais podem ser chamados os milhares de cidadãos que elegeram FHC duas vezes e por ele e sua sensacional tropa de assessores foram enganados?
Eu sou um grande trouxa, porque jamais imaginei que se pudesse chegar a uma crise de energia como a atual, que os investimentos necessários para garantir o abastecimento não estavam sendo feitos e, principalmente, que o governo ‘‘não sabia’’ que estávamos à beira do colapso. Falam como se a culpa fosse nossa, ameaçam com punições como se tivéssemos feito algo de muito grave, fora, é claro, ter acreditado neles.
Atacam a população, as leis, os juízes. É uma barbaridade o que representantes do ‘‘ministério do apagão’’ têm falado dos juízes que se manifestaram contra os absurdos que o governo está nos impondo. É impressionante a desfaçatez: de uma penada revoga-se aquele que eu considero o mais importante conjunto de normas de amparo ao cidadão, que é o Código de Defesa do Consumidor. E o advogado-geral da União tem a coragem de dizer que era necessário fazer isso porque o código não prevê situações como a que o País está vivendo.
E a ‘‘doença’’ é contagiante e galopante: passaram a nos cobrar serviços essenciais sobre os quais não temos mais o menor controle, jogaram a Petrobras nas mãos de neófitos que mandaram para o fundo do mar uma plataforma de petróleo gigantesca e que valia meio bilhão de dólares, perderam fortunas oceânicas dando a mão amiga a banqueiros pilantras e, finalmente, permitiram que se instalasse uma crise de energia elétrica que vai penalizar Deus e o mundo.
É um conjunto tão grande de trapalhadas que ofusca qualquer mérito que se possa atribuir a esse governo ou a desacertos de administrações passadas. Certamente o grupo que ‘‘governa’’ este País vai entrar para a história. Pelas portas dos fundos.
- LUIZ CAVERSAN, universitário, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Jornal
Sou leitor assíduo da Folha de Londrina há muitos anos. Aproveito para parabenizá-los pelo excelente trabalho desenvolvido. É envaidecedor o fato de termos no nosso Norte do Paraná um veículo de comunicação com tamanha estrutura técnica e editorial.
- WESLEY BORGES, contador, Cornélio Procópio
CPIs e pizzas
Há uns três anos, quando começou a onda das constitucionalmente garantidas CPIs, fiquei contente e vibrante, pois parecia que iriam dar fim aos corruptos e colocar moral em nosso País. O tempo foi passando e CPIs foram sendo criadas. Deputados e senadores foram ganhando espaço no cenário nacional, quase tudo e todos passaram a serem investigados. Porém, os relatórios sempre acabaram em pizza. Neste tempo quase perdido, os nossos políticos deixaram de lado a função para a qual foram eleitos e atuaram como detetives, à procura de fatos de relevo nacional, para assim buscarem as páginas dos jornais, e quem sabe garantir sucesso em futuras eleições.
As CPIs estão passando por meros palanques políticos. E neste embaraço, quem paga o preço da sacanagem é o povo humilde, que mais uma vez está sendo enganado com promessas. Percebemos que a grande preocupação dos políticos é com a mídia e não com o seu povo. Percebemos também que o Judiciário é o meio mais eficaz de punição no Brasil, pois apesar de lento, ainda é muito melhor que as nossas precárias CPIs, que só estão servindo para afastarem os nossos políticos de sua função principal que é legislar. Enquanto isso, o povo brasileiro sofre na miséria e no descaso.
- FRANCISCO ANTONIO BONI, universitário, Santa Cruz do Monte Castelo
Pensamentos e ações
Tenho lido praticamente todos os artigos escritos pelo jornalista Walmor Macarini na Folha. Confesso que tenho discordado sobre alguns poucos e concordado sobre muitos outros. Nas vezes em que divergi de seus pontos doutrinários, procurei expressar-me fazendo uso do espaço mais democrático existente neste conceituado jornal que é ‘‘O Leitor Escreve’’.
Agora volto, para concordar com o brilhante artigo de sua lavra, publicado no dia 21, ‘‘Pensamentos e palavras’’, em que elabora com muita propriedade e grande inteligência que a prece deve ser a manifestação do sentimento e crença em nosso próprio poder, sem a necessidade de nos prostrarmos em preces pedindo graças.
Concordo com você, Macarini! De que adianta rezar e pedir tanto para alguém? Que ajuda estarei prestando a essa pessoa? Que força estranha seria capaz de ajudá-la, se não for pela ação positiva e consistente? A intenção, por melhor e sincera que seja, nada ajuda, nem modifica nada.
Se eu tiver que orar para ajudar alguém, é muito mais eficaz se rezar para mim mesmo, no sentido de buscar forças para auxiliá-la, desde que por meio de uma atuação efetiva, através de uma ação concreta.
- CLAUDINÊ DE OLIVEIRA, funcionário público estadual, Apucarana
Pena de morte
Quem é contrário à pena de morte com certeza nunca teve um filho morto em uma simples parada de sinal de trânsito, nunca teve uma filha estuprada e morta quando voltava para casa à noite sozinha da escola, nunca teve um parente sequestrado e morto mesmo após pagar o resgate, nunca teve sua casa invadida por marginais selvagens e drogados que após abusarem de sua esposa na frente de seus filhos ainda a mataram, deixando a todos traumatizados.
Isto é um fato. Algo assim está ocorrendo neste momento em algum lugar do nosso País. O Brasil já chegou ao limite. Na maioria das capitais há bairros em que não se pode sequer transitar durante o dia sem correr o risco de ser morto, há escolas fechadas por falta de segurança. Só a pena de morte pode amenizar a crescente violência que flagela o Brasil.
Há pessoas que não têm recuperação. Só os políticos não enxergam esta realidade, porque podem desfrutar do dinheiro público para pagar dezenas de seguranças e andar em carros blindados. O governo tem que atender os anseios do povo, e qualquer pesquisa de opinião pública mostra que mais de 85% dos brasileiros são a favor da pena de morte. Quem mata um inocente tem que pagar com a própria vida. Einstein já dizia em uma de suas obras, em 1953: ‘‘A sorte das nações depende, ao que parece, inevitavelmente de homens políticos, sem nenhum escrúpulo e sem qualquer senso de responsabilidade.’’
- SÉRGIO TORETO, escriturário, Goioerê
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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