Luminosidade
Londrina apresenta elevado índice de poluição luminosa. Com a crise de energia, é hora de se pensar nisso. No centro, mesmo num local escuro, pode-se observar estrelas apenas até a 4ª magnitude, quando o normal é a magnitude 6.5. Isso acontece por três causas: o desenho das luminárias, que permite que parte da energia seja emitida para uma direção superior à linha do horizonte; a utilização de lâmpadas de vapor de mercúrio, que desperdiçam três vezes mais energia do que as lâmpadas monocromáticas amarelas, de vapor de sódio; e o excesso de iluminação, que tem origem na crença de que a quantidade de luz numa rua é proporcional à segurança dos cidadãos que transitam por ela.
Existe uma entidade internacional, a International Dark-Sky Association (Ida), que se ocupa em coibir o excesso de poluição luminosa em cidades. Cidades americanas e européias já aderiram a esse movimento. Essa entidade surgiu quando um grupo de astrônomos, preocupados com o efeito da poluição luminosa sobre os equipamentos dos observatórios, realizou uma pesquisa e chegou a uma conclusão: a grande maioria dos crimes geralmente ocorre em locais densamente iluminados.
Segundo, a percepção de luminosidade é relativa, dependendo do diâmetro da pupila, que regula a sensibilidade da visão noturna. Por exemplo, ao ler esse texto, sua pupila deve estar com 2 a 3 mm de abertura quando, em condições de menor luminosidade, ela pode se expandir a até 7,1 mm. Estudos demonstram que a quantidade de iluminação noturna pode ser reduzida em cerca de 35% sem qualquer prejuízo decorrente para o trânsito e para a questão da segurança.
Por que não adotar esta medida em Londrina como, se não me engano, já está ocorrendo em São Paulo? Por que não substituir, a longo prazo, as lâmpadas de vapor de mercúrio pelas de sódio, em benefício da população? Afinal, cada lâmpada de vapor de mercúrio (geralmente, de 175 watts), que permanece ligada 11 horas por dia (4,1 mil horas por ano) representa um custo que está sendo pago pela população.
- DARIO ROSTIROLLA, astrônomo amador, Londrina
Amamentação
No que diz respeito à prática e à continuidade da amamentação, na década de 90 a OMS, o Unicef e o Ministério da Saúde transferiram da mulher para toda a sociedade a responsabilidade do aleitamento materno. A comunicação do bebê com a mãe acontece já durante a gravidez. Movimentando o seu corpo em formação, dentro do útero materno, ela faz entender que está bem e que está crescendo. Faz lembrar que, ao nascer, ele precisa de espaço psicofísico e precisa de alimento especial e genuíno, precisa do leite materno.
Durante todo o período de amamentação, é acentuada e complexa a comunicação mãe-filho. A troca de olhares estimula a ‘‘descida’’ do leite. A sucção da mama pelo bebê comanda os estímulos nervosos e envia informações para o corpo da mulher. Em resposta, os hormônios produzem leite na hora certa, na quantidade e temperatura certas e com os anticorpos e os nutrientes necessários para o bebê se desenvolver e crescer em cada estágio de sua vida. Existe também a comunicação informal sob a forma de protestos do organismo do bebê: náuseas, vômitos, diarréia, perda de peso, cólicas e intestino preso. O bebê rejeita o leite de animais irracionais e os vasilhames artificiais.
O ‘‘Engenheiro Divino’’ formou a humanidade por meio de detalhes anatômicos. Dotou a mulher de órgãos e potencialidades hormonais asseguradoras da sobrevivência de sua cria. Até 6 meses, é imperioso que o bebê seja alimentado somente com leite humano.
Documentos registram que foi na década de 50 que aconteceu o desmame precoce devastador em quase todos os países. A principal causa foi a industrialização do leite em pó. As consequências desastrosas foram rápidas: aumento dos índices de mortalidade infantil e de doenças crônicas.
Convocamos a comunidade acadêmica e populacional a utilizar a comunicação oral e os meios de comunicação disponíveis para manter e aprimorar a cultura da amamentação. Vamos criar condições que permitam às mulheres exercer o direito de amamentar o seu bebê exclusivamente ao peito até 6 meses e, juntamente com outros alimentos, até 2 anos.
- SELMA CAMPESTRINI, enfermeira e professora universitária, Curitiba
Corrupção (1)
A continuar esse mar de lama em que o governo se atolou, não vemos luz no fim do túnel. A corrupção e a gatunagem neste governo são inadmissíveis. Toda a sociedade assiste todos os dias as manobras de FHC para barrar tudo que é contra seu governo. Quem não deve não teme, oras! Se assim continuar, corremos o risco de os militares interferirem. É questão de tempo.
- OSVALDO FIDELIS DE CASTRO, bancário aposentado, Cruzeiro do Oeste
Corrupção (2)
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram gastos R$ 2,5 milhões em propaganda. Só por isso alguém já teria que estar preso. No município, o processo do prefeito cassado vai se arrastando e os milhões que sumiram não aparecem. Só por isso alguém já deveria estar preso. No Paraná, várias cidades estão quebradas, pois foram saqueadas pelos seus prefeitos e administradores. Alguns roubaram até da Igreja. Só por isso alguém deveria estar preso.
No País, algumas pessoas aprenderam a valorizar ladrões que administram o bem público dizendo ‘‘ele rouba, mas faz’’. São vários os políticos suspeitos de terem conta em paraíso fiscal. Tem dinheiro para ranário, para multinacionais que constroem fábricas de automóveis que não duram um ano, tem dinheiro para todo tipo de banco quebrado, só não tem dinheiro para educação, saúde e segurança, ou construir usinas hidrelétricas.
Essa falta de respeito pelo homem de bem, que trabalha, gera riqueza, emprego, impostos, provoca uma tristeza profunda, pois se no Brasil as autoridades de verdade fossem atrás destes bandidos e praticassem os mesmos métodos que aplicam na população, tenho certeza que muito mais que esta lama que está aí apareceria, e chegaríamos ao esgoto, lugar de onde vieram todos os que roubam este País.
- ROBERTO G. TEIXEIRA, empresário, Londrina
Políticos
A legislação eleitoral brasileira permite ao candidato eleito – por exemplo, deputado federal – ser empossado no cargo de secretário de Estado. Assume em seu lugar um suplente de deputado – que o povo não elegeu. Ora, isso é um abuso com o eleitorado. E o que ainda é pior: o designado secretário continua intitulado de deputado federal. Distorções iguais e equivalentes a esta devem ser corrigidas. Por esta e outras os políticos estão desacreditados, sem moral.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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