Sistema penitenciário
Quero manifestar em primeiro lugar minha oração pelo agente Luciano Aparecido Amâncio, morto na última rebelião da Penitenciária Central do Estado (PCE), como também à sua família que com certeza vive um momento de duelo pela perda do seu filho querido, tão jovem, que teria tantos sonhos para serem realizados.
Quando rezamos pelo irmão Luciano devemos também ver a situação caótica que se encontra a segurança do nosso Estado. Por esta razão venho apoiar também a manifestação acontecida no Calçadão pelos agentes penitenciários no último dia 16 de junho. É extremamente necessário fazer este protesto! E toda a classe no Estado e os cidadãos, especialmente nós em Londrina, devemos apoiar esta reivindicação justa.
O secretário de Segurança do Estado mostrou a sua incompetência para gerir todo o problema ocorrido na PCE. Esta rebelião mostrou que o número de agentes penitenciários é desproporcional nas unidades penitenciárias.
O que tem feito o secretário para executar eficazmente uma política de execução penal viável para a recuperação dos presos? O que tem feito pela categoria dos agentes penitenciários? Infelizmente, a reflexão sobre esta problemática somente surge quando acontece uma catástrofe. Estou constantemente acompanhando a luta dos agente penitenciários e as condições de trabalho são péssimas.
Há mais de seis anos que não acontece uma reciclagem funcional. E agora começaram a querer desmontar o sistema aqui em Londrina, quando começam a fazer certas transferências arbitrárias. E para garantir o direito de nossos agentes se faz necessário recorrer ao Poder Judiciário em função de uma liminar. Aconteceu a mudança da política prisional da Secretaria de Justiça para a Secretaria de Segurança. Mudou o nome de Depen para Copen. E quais foram as melhorias?
Realmente se percebe que a finalidade, como afirma o secretário na Folha, é a terceirização. Quantos interesses não surgirão em função das empresas que deverão cuidar do sistema prisional? Avante agentes e povo paranaense, pois não podemos mais tolerar este descaso deste governo em todos os setores públicos.
- PADRE CÉSAR BRAGA DE PAULA, assessor arquidiocesano da Pastoral Carcerária, Londrina
Barulho
A Folha publicou no dia 17 as reportagens ‘‘Bares da Higienópolis podem ser lacrados’’ e sobre a situação de postos de gasolina que viraram ‘‘ponto de encontro’’. Isto é mais um caso ‘‘político’’, em que se fala muito e soluciona-se menos ou será que os moradores do alto da Higienópolis são mais ‘‘bonitos’’?
Moro próximo ao Posto Select (esquina da JK com Pará) onde o barulho noturno é insuportável. Se ligarmos para o 190 a polícia normalmente não vem; quando vem dá uma passadinha, pede para que diminuam o barulho e vão embora, mas o barulho continua. Quando há reclamação na prefeitura, o fiscal vem durante o dia fazer a fiscalização, não encontrando nada que comprometa o funcionamento.
O fato é que depois das 2 horas, nos finais de semana, é difícil dormir, pois o pátio do posto fica tomado por carros e pessoas, conversando, ouvindo música em alto volume, acelerando carros barulhentos e tomando bebida alcoólica. É comum às 6 horas ainda encontrar pessoas bebendo. Essas pessoas saem dirigindo pela cidade.
Não sou contra a bebida ou o ponto de encontro, mas se querem manter esta atividade que façam as adaptações necessárias para que todos possam ter seus direitos resguardados e convivam em paz. Por que só os bares da Higienópolis, os quais não conheço, podem ser fechados enquanto as áreas de maior população sofrem o mesmo problema?
- JOSÉ EDUARDO ROSA, Londrina
Impostos camuflados
Não precisamos ser ‘‘cientista políticos’’ ou técnicos em administração pública para saber a que fim se destinam os impostos que pagamos. A grande maioria da população reconhece a necessidade dos impostos com os quais o governante cuida de medidas básicas ao bem-estar da coletividade.
Medidas básicas como educação, saúde, transporte, segurança etc., também são do conhecimento de todos, mesmo não sendo cientistas políticos. Através de dados, sabemos que o Brasil é campeão de impostos, tanto em número quanto em valor. Portanto, seria inconcebível, para qualquer governante, a criação de um novo tributo.
Diante deste grande obstáculo, os governantes, como ‘‘grandes cientistas’’, inventam os impostos camuflados ou embutidos cobrados através do IPMF, pedágios, planos de saúde, ensino privado etc.
Também sabemos que, devido à grande corrupção que corre solta neste País, mesmo com o valor elevado dos impostos que pagamos, não contamos com um sistema de saúde eficiente, estradas bem cuidadas, baixo índice de criminalidade e escolas públicas exemplares.
Há muitos anos, nossos governantes vêm incentivando escolas particulares e planos de saúde não condizentes com o bolso da maioria. Os pedágios, por exemplo, se não cuidarmos, em pouco tempo serão cobrados de metro em metro.
Se olharmos com pessimismo, vamos enxergar o Brasil andando como caranguejo, ou seja, em marcha à ré. Mas se olharmos com otimismo, restará um grande consolo: dentro de pouco tempo não precisaremos mais destes governantes e não teremos mais impostos, pois tudo estará privatizado ou camuflado, para ‘‘o bem do povo e a felicidade geral da Nação’’.
- WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, Londrina
Idosos
É incorreta a afirmação de Oswaldo Militão, em sua coluna do dia 7 deste mês, de que a Prefeitura de Londrina extinguiu a Secretaria do Idoso. Como foi amplamente divulgado pela imprensa, esta secretaria está em processo de transformação para coordenadoria, sem nenhum prejuízo a suas atividades. O processo de transformação faz parte da reforma administrativa pretendida pelo prefeito Nedson Micheleti e encontra-se na Câmara de Vereadores para aprovação.
- JOSÉ ANTONIO PEDRIALI, assessoria de Comunicação da Prefeitura de Londrina
- Resposta de Oswaldo Militão
Transformar uma secretaria em coordenadoria é diminuir a sua importância, é tirar a amplitude de sua atuação, é, portanto, extingui-la. E se existia e não mais haverá, foi extinta. A Secretaria do Idoso, criada na administração anterior, sofreu ‘‘captis diminutius média ou máxima’’. Mas está em tempo do prefeito Nedson Micheleti pensar melhor, pois o projeto ainda está na Câmara. Os idosos precisam da atenção que só uma secretaria especial poderia lhes proporcionar.
Correção
- Texto da manchete da edição de ontem, 18 de junho, na capa do jornal, contém erro de concordância. O correto é ‘‘Projeções para os principais indicadores econômicos apontam quadro pessimista’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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