Política
Os jornais têm noticiado que os irmãos senadores Alvaro e Osmar Dias estariam sendo excluídos do PSDB, porque ambos se posicionaram a favor da instalação da CPI da Corrupção, contrariando a orientação do partido e a do próprio governo federal. O que os dirigentes do PSDB e de todo partido político precisam entender é que os parlamentares, nos regimes democráticos, não são mandatários das agremiações políticas a que pertencem e sim dos eleitores que os elegeram. É notório que a maioria esmagadora da Nação está ansiosa para que se apure a corrupção administrativa que grassa em nosso País, através de competente Comissão Parlamentar de Inquérito.
Sem querer defender os irmãos senadores, até porque eles não precisam disso, ao aderirem à instalação da CPI da Corrupção, eles nada mais fizeram que dar cumprimento aos mandatos que lhes foram conferidos por seus eleitores, entre os quais não me incluo.
Poderiam eles aproveitar a oportunidade e saírem espontaneamente do partido, se é que pretendem continuar vitoriosos na vida política, pois, ao que tudo indica, o PSDB dificilmente fará sucessor na Presidência da República e até mesmo nos Estados que governa.
O governo do PSDB tem se revelado o pior dos últimos tempos. A propósito, segundo a revista ‘‘Isto ɒ’, para o renomado jurista Celso Antônio Bandeira de Mello este é o pior governo da história do Brasil. É sem dúvida o mais injusto, cruel e incompetente que se tem notícia, perdendo até mesmo para os governos da malsinada e de triste repressão.
É injusto porque conseguiu convencer o Congresso, através da Emenda Constitucional 19/98, a derrubar antigo sonho dos servidores públicos civis da União, conquistado pela Carta Constitucional de 1998, que era a garantia de reajuste salarial em percentual igual ao dos militares e na mesma época. É o mais cruel dos governos por deixar de conceder reajustes aos servidores civis por longos sete anos, apesar da existência da expressiva inflação no período.
É o mais incompetente porque, apesar de poder legislar isoladamente através de sucessivas reedições de Medidas Provisórias, permitiu que o País mergulhasse na atual crise de energia elétrica, provocando a queda do crescimento econômico, o aumento do desemprego e de suas nefandas consequências.
- ARÃO MOREIRA SANTOS NETO, advogado, Londrina
Siate
No dia 17 de junho de 1996, há exatamente cinco anos, o Corpo de Bombeiros local entregou aos londrinenses e região um serviço que dividiu sistematicamente a história do antendimento pré-hospitalar e socorro médico local, isto é, Londrina antes e após o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate).
Como profissional de saúde e socorrista venho parabenizar os pioneiros e demonstrar de forma poética e direta uma reflexão diferenciada da sigla Siate. Simplicidade: com essa virtude os bombeiros socorristas, médicos e todos os multiprofissionais da equipe triunfarão; Imparcialidade, por atender toda a comunidade de forma rápida, eficaz e padronizada; Amor, sábios que para tal missão, primeiro é preciso amar, gostar juntamente com o saber se realizarão; Trabalho, ininterruptamente, em situações adversas, entre o sangue, suor e lágrimas. Lutam ferozmente e conseguem minimizar a dor, as sequelas e salvar vidas. Exemplo a ser seguido nas próximas gerações.
- JOÃO BARBOSA FREIRE, socorrista, Londrina
Grito de alerta
Os sertanejos do Vale do Piancó, na Paraíba, pedem socorro. É extremamente grave, gravíssima, a situação dos sertanejos desta região, de modo particular a dos agricultores. Como é notório, o quadro de miséria se alastra a cada dia que passa, levando esses cidadãos a uma situação infra-humana. A fome aguda está deixando um rastro devastador. São centenas de pessoas, sobretudo crianças, desnutridas, macérrimas, desfiguradas. E por conta disso, vítimas de algumas doenças. Como pessoa humana e padre da Igreja Católica, que vive inserido no meio dessa gente sofrida e esmagada pelo peso insuportável da cruz da fome e miséria, venho sentindo na minha alma de cristão o grito de dor e desespero desse povo tão bom e trabalhador.
Diante desse cenário sombrio, lanço um veemente apelo às autoridades constituídas deste Estado e do País: em nome da cidadania e da dignidade humana, socorram todos aqueles que são vítimas diretas da seca. Não os deixem morrer de forma desumana. Não dá mais para esperar, é questão de urgência.
No que tange às nossas autoridades políticas da região do vale e demais segmentos, é imprescindível unirem-se em favor da vida ameaçada. Suplico que façam reivindicação junto aos governantes, no sentido de que sejam viabilizados meios alternativos de combate a esse drama desumanizador. Pois o homem sofrido do vale é brasileiro, é cidadão, e por conta disso, merece ser tratado com justiça, respeito e dignidade. Urge que nos unamos – políticos, Igreja, trabalhadores, imprensa, estudantes, artistas – em defesa da vida. Agora, é questão de vida ou morte.
- PADRE DJACY PEREIRA, vigário de Boa Ventura, Diamante e Curral Velho (PB)
Calçadão
Todos concordam que o Centro de Londrina, além de decadente, está necessitando de uma revitalização geral. Esse lugar, que foi em outras épocas um belíssimo cartão-postal, imagem do progresso e qualidade de vida do londrinense, está sujo, malcuidado, inseguro, feio. A Rua Sergipe é um verdadeiro caos para a multidão que ali diariamente passa a trabalho, a passeio, ou a caminho do terminal de ônibus.
Essa rua é estreita, e por isso, não deixa o trânsito intenso de veículos e ônibus fluir, provoca congestionamentos e um excesso de poluição sonora e atmosférica que é extremamente prejudicial à saúde, principalmente de quem trabalha o dia todo nas lojas e escritórios dos prédios ao longo dela, que ficam a poucos metros da rua, absorvendo toda essa poluição.
As calçadas são insuficientes para tanta gente, principalmente na hora do pico e em datas especiais, quando as pessoas andam sem espaço. Com as calçadas estreitas, há aglomeração de pessoas em frente às lojas e não é raro alguém ser vítima de batedores de carteiras e objetos de sacolas. Além disso, o perigo de um atropelamento é iminente, pois ônibus e carros disputam o mesmo espaço na rua com as pessoas e passam a centímetros das calçadas cheias de gente. Por isso, a Rua Sergipe deve ser fechada e dar lugar a um grande calçadão. Um calçadão popular em quase toda a sua totalidade, ou pelo menos, no seu ponto mais crítico que vai da Mato Grosso até a Pernambuco.
Essa obra beneficia o comércio local, pois o estimula através do calçadão, que as pessoas utilizam para lazer, trazem as famílias e acabam consumindo algum produto, como funciona em um shopping center. Um calçadão na Rua Sergipe, com quiosques de alimentação, jardins floridos com bancos confortáveis, muitas plantas, é o que falta para revitalizar o centro e nos oferecer qualidade de vida.
E o trânsito pode ser desviado para várias outras ruas, sem problemas com congestionamentos. Basta fazer estudos com engenheiros de trânsito e algumas alterações no sistema viário do centro. Já que tanto se fala em revitalizar o Centro de Londrina, deveriam começar fazendo o calçadão ao longo da Sergipe.
- ALEXANDRE SERRANO LUPI, desenhista industrial, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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