Rebelião
Ponho-me solidária em relação à morte do agente penitenciário que foi feito refém na Penitenciária Central de Piraquara, e gostaria que os tais direiros humanos atuassem de maneira eficiente como quando atuam em favor dos detentos. Gostaria de propor que depois da liberação do corpo, a PCP se pronunciasse com uma manifestação solidária à família do agente que foi sacrificado pelo brutal e ineficiente sistema carcerário.
Ouvi que houve omissão do Estado em relação às condições de trabalho desses profissionais, e sobretudo do descaso de nosso incompetente governador e do secretário da Segurança. Por Deus, há que se fazer um pouco mais de justiça no Estado e sobretudo agir de maneira adequada com os funcionários dos presídios, que põem suas vida e a de seus familiares em risco protegendo marginais de alta periculosidade.
Ouso solicitar aos advogados e a todos os que atuam diretamente nessa situação, que leiam o livro escrito por meu pai, Dr. Setembrino de Lima e Silva Hoerhann, ‘‘Pena de Morte no Brasil’’ e que todos juntos busquemos e encontremos soluções viáveis, humanas, sérias e competentes para essa situação caótica. Como as hostes do inferno, os bandidos do PCC são organizados, competentes e sérios em sua função de aterrorizar, matar, destruir.
E ponho-me diante desta luta pela qual por meios possíveis lutarei. Os agentes penitenciários devem receber mais respeito e consideração por parte da sociedade, pois eles é que com seu arriscado trabalhado conjuntamente com todos os outros funcionários impedem que esses homens aterrorizem a pouca paz que a população brasileira vem sofrendo.
- MARIA ELIZABETH ESCUDERO, Londrina
Pesadelos
Collor persiste no seu delírio de provar que é inocente. Ele não tem razão, mas a fedentina no Brasil está bem mais forte do que no seu tempo. Jorgina assaltou o INSS e foi para a prisão; pode sair durante o dia e voltar para dormir. Luiz Estevão, amigo do Roriz, foi cassado por corrupção. Mantém a pose e lê Leonardo Boff. Eduardo Jorge manteve ligações perigosas com o meliante Lalau, que hoje mora na prisão. EJ mora num apê de R$ 1 milhão e a tucanada acha normal. Maluf tem US$ 200 milhões no paraíso fiscal de Jersey e não sabia. Francisco Lopes enviou R$ 1,750 milhão para paraísos fiscais. Quando vai depor na polícia ri ironicamente dos tupiniquins e fica tudo por isso mesmo. Mendonção abriu o saco de maldades e usou todas as que tinha direito, ganhou uma boa bolada com a financeira do filho e deu o pinote nos tupiniquins. Efeagacê alterou a Constituição para cavar sua reeleição na Câmara Alta com alguns afagos. O baixo clero votou em peso e com peso.
A plataforma da Petrobras explodiu e os culpados foram os que morreram na explosão, pois ninguém os mandou estarem no lugar errado e na hora errada. Antonio Carlos Magalhães e Arruda pediram para sair para não saírem cassados. Prometem voltar. O presidente do senado, Jader Barbalho, está com as barbas no molho de alho e atolado na lama. Ele diz que é inocente, mas tem um jeitão de vampiro. O buraco do Banestado é maior que a bandalheira do Lalau, mas o Tribunal de Contas do Paraná e a Assembléia Legislativa não viram. A ‘‘gianotagem’’ em Maringá e a ‘‘pilhagem’’ em Londrina ainda estão mal resolvidas. Só o Paolicchi está em cana. Lerner insiste em vender a Copel e continua gastando nosso dinheiro com propaganda enganosa para nos convencer das vantagens de se desfazer da estatal. O Procon não reage?
Com todos esses pesadelos querem que a gente seja otimista. Quando a gente grita, acham ruim. Chamam a gente de profeta da catástrofe e, erroneamente, de cassandras. E ainda querem que a gente acredite que Deus é brasileiro. Tomara que seja mesmo, pois se não for, imaginem como é que vai ficar a hora que o diabo tomar posse, se é que já não tomou?
- UESLEI TEODORO, professor, Maringá
Descaso
Gostaria de expressar minha revolta e indignação com a situação caótica e de abandono em que se encontram as rodovias do interior do Paraná. É necessário que se faça verdadeiros malabarismos no volante para desviar das crateras que estão tomando conta delas. Quem é o culpado por essa situação? E sobre as vidas que estão sendo ceifadas em acidentes, para não falar dos inúmeros acidentes com danos materiais, de quem é a culpa?
O que torna mais revoltante é que se paga tantos impostos e taxas nesse País e ainda somos obrigados a conviver diariamente com situações como essa. Ora governador, bote a mão na consciência! Sinto-me muito à vontade para criticar esse governo, uma vez que ele não teve o meu voto e não o teria jamais, nem que fosse para presidente do meu bairro. Acorda povo do Paraná! Já está mais do que na hora de dar um basta nessa situação.
- LUIZ CARLOS BRITO, servidor público, Maringá
Novas formas de educar
Viabilizar práticas que estimulem o aluno a estudar e trabalhar processos mais participativos é a motivação que deve prevalecer quando o professor usa novas tecnologias para ensinar. O que sempre deve prevalecer é a idéia de interatividade e participação efetiva. Essa, aliás, é a orientação do professor José Manuel Moran, da USP. Dias atrás, ele esteve ministrando palestras para docentes, alunos e dirigentes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
Concordamos com Moran quando diz que o espaço de aula dever ser interativo. Para isso, é necessário criar e abrir ambientes virtuais e relações horizontais. Por meio de endereço eletrônico, o educador pode gerenciar parte das aulas, intercambiar informações e conhecimentos e combinar ensino com pesquisa. O uso do e-mail é extremamente poderoso e facilitador.
A lista eletrônica cria compromissos em mão dupla. O importante é primar pelo equilíbrio. Para criar uma página na Internet, com vistas a realizar encontros virtuais com os educandos, o primeiro passo é dominar as ferramentas da Web. A Internet possibilita ao professor enviar e intercambiar textos e programas, prestar orientação bibliográfica, esclarecer dúvidas, receber trabalhos e sugestões, desenvolver pesquisas individuais e em grupo, trocar informações e resultados, estimular a descoberta.
- NEUZA APARECIDA RAMOS, pró-reitora acadêmica da PUC-PR, Curitiba
Iniciativas
A Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência (Ciranda) tem o prazer de parabenizar a Folha pelas reportagens ‘‘Curso privado usa escolas públicas’’ e ‘‘Mortalidade materna exige CPI no Brasil’’, publicadas no dia 27 de maio.
Destacamos que iniciativas como essas são fundamentais para fazer valer os direitos da infância, pois, além de retratar a realidade infanto-juvenil, destaca iniciativas fundamentais ao respeito a esses direitos.
Pedimos que a direção deste jornal transmita aos repórteres Valdir Denardim e Adriana De Cunto, responsáveis, respectivamente pelas reportagens, além de a todos do seu veículo os nossos sinceros cumprimentos pela atuação comprometida com a melhoria das condições de vida dos nossos meninos e meninas.
- LILIAN ROMÃO, coordenadora da Rede Andi no Paraná, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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